Fui negligente, irei me confessar

CONFISSÃO:
Meus caros, eu não sei, não posso e não consigo permanecer diante do que me desagrada no quesito arte. Eu juro que me esforcei, mas é mais forte do que eu! Não assisti ao filme todo, foi alto o nível de incômodo com a baixa qualidade da história e também por sentir vergonha alheia várias vezes com a tentativa de atuação dos atores. Tentarei não esculhambar tanto, por indicação do diretor do site, mas eis aqui minha humilde confissão. Obrigado!!
MAS E O FILME?:
Durante exatos 12 minutos de filme, me surgiu uma indagação: a equipe desse projeto sabe fotografar, dirigir e realizar um filme, mas não sabe contar uma história. Irei falar como um realizador de filmes, que também roteiriza seus filmes: nesse projeto é evidente que o roteirista e também diretor Curry Barker é muito apegado a todas as ideias e não consegue enxergar que só está gerando repetição nas ações dos personagens, que não fazem sentido. Um loop eterno de comportamentos que se desencadearam por conta de uma ação que não indicou que seria para aquilo tudo.
E obviamente não sabem o que é obsessão. Quando vejo esse nome em um projeto de filme, já associo logo aos filmes Obsessiva, de Steve Shill, estrelando Idris Elba e Beyoncé; ao filme A Mão que Balança o Berço, de Curtis Hanson; e ao clássico Louca Obsessão, de Rob Reiner, adaptado do livro de Stephen King. Mas nesse projeto aqui vemos mais algo próximo de uma possessão demoníaca do que algo sobre um comportamento humano.
O histórico do diretor é daqueles projetos-relâmpago de short horror stories do YouTube, que usam e abusam de efeitos sonoros de jumpscares e cortes secos para forçar o susto, além da fotografia plástica extremamente marcada e estética de campanha publicitária, usando aqueles filtros misty na lente!
Pois bem, senti vergonha com a estrutura do filme, com os personagens sem profundidade, diálogos longos que fingem estar se aprofundando em algo, mas só ficam girando sem nenhum propósito. A mensagem “cuidado com o que deseja” não chegou!
Não vou entrar em detalhes das partes que eu não gostei aqui, porque, como parei de ver o filme na metade, assim ficará essa resenha também kakakak.
RESUMO:
Um filme que promete profundidade com pegada tarantinesca nos diálogos, pega um pouco de Corra!, depois correu para se ancorar em Pearl, não sabia se ia para o sobrenatural ou comportamental, e aí eu fui embora, sem qualquer chance de eu revelar o final aqui.
