Ou será que não?
No dia 16 de abril deste 2026, chegou ao mercado o título Mouse P.I. For Hire. Sendo ele desenvolvido pela Fumi Games e publicado PlaySide Studios.
Atualmente disponível para PlayStation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch 2 e PC. Esse carinha aqui estava sendo altamente esperado por minha pessoa, visto que sua campanha de marketing foi muito bem explorada, colocando o game nos holofotes por diversos eventos.
Valeu o hype criado? Vem comigo que eu te conto em uma análise sem spoilers. O texto a seguir foi feito em cima de uma gameplay do PC (Steam). Em nome do Hospício Nerd, agradeço a chave gentilmente cedida pelo Game.Press.
Premissa/Narrativa
Em Mouse P.I. For Hire nós conheceremos a história do detetive Jack Pepper, onde neste momento já é um renomado profissional. Antes de entrar de fato no caso em questão, acho que é bacana mencionar a cidade e o período em que o jogo se passa.
A cidade se chama Mouseburg e estamos em 1934, após uma grande guerra que por lá é chamada de “O Grande Caso”. Como resultado da guerra, musaranhos (ratos, porém bem menores), tiveram sua cidade devastada e passaram a conviver com os ratos maiores na cidade de Mouseburg.
Musaranhos são frequentemente hostilizados (além de brigarem entre si), Mouseburg consegue ser bastante perversa, tendo alto índice de criminalidade e nem se dão ao trabalho de esconder, tudo bem a mostra.
Agora voltando no caso do Jack, nosso detetive é contratado por Wanda Fuller para investigar o desaparecimento de Steve Bandel. Após idas e vindas, o caso vai crescendo cada vez mais e o que era para ser “simples”, de simples não terá nada.
Gameplay/Jogabilidade
O sistema adotado é o gênero Boomer Shooter, sem novidades temos a câmera em primeira pessoa e uma movimentação próxima a jogos como Doom, Prodeus e afins.
Um atrativo para este título são as habilidades que vamos adquirindo conforme a história vai avançando, como é o caso de poder planar, double jump, dentre outros.
A movimentação dos inimigos na maioria dos casos busca ser sempre agressiva, partindo para cima do jogador sem medo de ser feliz, um ou outro que busca um cover, mas geralmente o modo vai para cima costuma imperar.
Isso tende a ser um problema em alguns momentos, visto que se ficarmos presos em alguma quina da fase não iremos conseguir sair devido ao bolinho de inimigos que o jogador terá que lidar ao seu redor.
Uma alternativa que já temos desde o início do game, seria o chute do protagonista. Com o recurso conseguimos afastar um único inimigo e deixá-lo atordoado, excelente contra inimigos de escudo, por exemplo.
Um revés da habilidade seria o custo de energia de Pepper, chutar, planar, gasta essa barra (entendo que ficar chutando a todo momento poderia meio que quebrar o jogo, mas não sei se gostei para ser sincero).
Nas fases as marcações de onde os inimigos sairão é muito bem indicado (portas com caveiras), mas sinto que as vezes eles simplesmente brotam do chão, não faz muito sentido. E o que não faz muito sentido são os momentos em que as portas fecham do nada, darei um exemplo.
Acontece com muita frequência isso daqui: você passa de uma determinada porta, só que imediatamente os inimigos surgem já na sua cara, no instinto voltamos para conseguir pegar nem que seja um pouco de cover, mas não conseguimos, pois, a porta que acabamos de passar está trancada.
Ir para frente é a única saída, mas não temos um local para nos protegermos, a solução é eliminar a galera e abdicar do nosso escudo e em alguns momentos da nossa vida máxima. Por sorte o game é muito amigável, por mais que os inimigos consigam aplicar bastante dano em alguns momentos, as fases são recheadas de vidas, escudos e queijos (que são itens consumíveis que podem ser utilizados quando o jogador bem entender, ele aumenta a sua vida).
Um outro excelente facilitador é o indicador que mostra onde está o nosso objetivo! Avançar em alguns momentos fica difícil pela arte do game, o recurso foi muito bem pensado e muito bem implementado.
Falei mais cedo sobre as fases, sua seleção acontece exatamente como em Cuphead, por exemplo, controlamos o carro de Pepper e guiamos para o próximo objetivo/cidade, tendo as missões principais e missões secundárias (dentro e fora dos locais).
Direção de arte/Aspectos técnicos
Artisticamente falando Mouse P.I. For Hire é maravilhoso. Essa emulação dos desenhos antigos que “virou” tendência com Cuphead deve ser valorizada. Por aqui tudo é muito bonito, seja nos cenários, nas animações (até as de mortes dos inimigos), a pegada do universo noir, superbacana.
Mas ao mesmo tempo temos um revés vindo justamente da sua arte. Como o jogo é preto e branco, as vezes entender os caminhos fica bem complicado (por isso elevei bastante o facilitador).
E não falo somente dos caminhos, em alguns momentos eu tinha dificuldade de saber se o cara ali da frente era amigo ou inimigo pois eles são muito iguais. Aconteceu muitas vezes de eu ficar atirando em alguém e na verdade o rato era apenas um npc (seja ele com conversa ou não).
No PC tive alguns momentos de quedas de fps e um crash durante a minha jogatina. Não chegou a comprometer, mas aconteceu.
Conclusão
Mouse P.I. For Hire é um baita game, ele é divertido, bonito e cativante. Troy Baker no papel de Jack Pepper ficou fantástico, reforçando a versatilidade e o fantástico trabalho do ator/dublador. Já levanto a campanha para Baker na dublagem do remake de Max Payne, acho que super casaria.
Como aspecto positivo, destaco a sua arte, suas animações, Troy Baker, e a variedade de armas e upgrades disponíveis.
Como aspecto negativo, a batalha contra chefes (não gostei de quase nenhuma), sua arte novamente por confundir o jogador em alguns momentos e problemas técnicos.
8/10
