Sobrou até para o Michael Jackson nesta temporada…
E não foi pouco! O cara aparece logo na abertura, é citado em outros episódios e, quando surgiu aquele vizinho novo na cidade, eu já pensei: “Não acredito que eles vão zoar o Michael Jackson.” E dali em diante foi só ladeira abaixo (ou acima, dependendo do seu nível de humor). RESENHA BASEADA NA MINHA OPINIÃO
Sem filtro nenhum, só bizarrice por aqui
Mas não quero resumir essa resenha apenas a esse episódio. A oitava temporada inteira foi maravilhosa de assistir. O excesso de palavrões continua firme e forte, mas o que mais me impressiona é o nível absurdo de criatividade dos roteiristas e dos animadores. É impressionante como eles conseguem transformar qualquer assunto em uma crítica completamente sem filtro.
O episódio envolvendo o Michael Jackson, por exemplo, nem foca nas acusações polêmicas que sempre cercaram a imagem dele. A série brinca muito mais com o lado psicológico: um adulto traumatizado por não ter tido infância tentando reviver esse período ao lado de crianças. Quem olha de fora já imagina as piores coisas possíveis, mas a proposta do episódio é justamente brincar com essa percepção e mostrar um personagem completamente disfuncional.
Só que essa é apenas uma das várias loucuras da temporada.
Tem também o episódio que gira em torno da “maior vadia da América”. A série faz uma sátira gigantesca em cima da imagem da personagem e, ao mesmo tempo, mostra como as crianças absorvem esse tipo de comportamento e acabam reproduzindo tudo como se fosse normal. É aquele tipo de humor que parece só besteira, mas esconde uma crítica social bem interessante.
Outro destaque foi a Paralimpíada. O Cartman resolve que quer participar da competição mesmo sem possuir qualquer deficiência. A partir daí nasce mais um daqueles roteiros completamente insanos que só South Park conseguiria escrever. A série escancara pessoas querendo ocupar espaços apenas para ganhar destaque ou benefícios, sempre levando a situação ao extremo, obviamente. É errado? Sim. É desconfortável? Também. Mas justamente por isso a sátira funciona tão bem.
O nascimento do anticristo? e Sanduiche de merda??
Também preciso falar do episódio de Natal. A história começa toda fofinha, com os personagens ajudando animais, até que… descobrem que eles fazem parte de uma seita satânica. Sim, South Park consegue transformar um especial natalino em uma mistura de Papai Noel, ocultismo, criaturas bizarras e um caos absoluto. No fim, o bom velhinho ainda aparece para salvar o Natal de um dos rolês mais malucos da temporada. É simplesmente inacreditável.
No geral, essa oitava temporada foi muito mais do que entretenimento. Foi uma verdadeira surra de besteiras… no melhor sentido possível. Claro que ninguém deve levar South Park ao pé da letra. É uma animação feita para adultos, recheada de humor ofensivo, absurdo e completamente sem limites. Mas justamente por não ter medo de tocar em temas delicados, a série continua sendo uma das sátiras mais ousadas já produzidas.
Se você gosta desse tipo de humor sem filtro, pode assistir sem medo. Vai encontrar episódios que fazem você rir, ficar indignado e pensar: “Quem teve coragem de aprovar isso?”. Eu, sinceramente, terminei essa temporada ainda mais curioso para descobrir o que a nona temporada vai aprontar.
Porque, se a oitava já foi esse nível de insanidade… eu realmente não faço ideia do que me espera daqui para frente. E quer saber? Estou pronto para descobrir.
