Eita que agonia!!
Olha eu aqui novamente com mais uma pílula cinematográfica pra vocês, meus queridos hospicianos nerds! Dessa vez, venho dar a minha OPINIÃO sobre essa mais nova obra de terror intitulada “A Hora do Mal”, que me trouxe momentos
reais de muito desconforto. Então, se bora!

Sinopse:
A Hora do Mal acompanha o desaparecimento de 17 crianças, exceto uma, de uma mesma classe, que misteriosamente fogem de casa na mesma madrugada. Sem nenhum sinal de arrombamento ou sequestro, a cidade inteira entra em pânico, buscando respostas sobre o que pode ter acontecido naquela noite. Quem, ou o quê, estaria por trás desse estranho mistério? Enquanto os pais tentam entender o que houve, as autoridades iniciam uma busca desesperada por pistas nessa pequena e agora traumatizada cidade.
IDENTIDADE MARCADA
Quando eu vi que a direção era do Zach Cregger, já me animei. Gosto muito do estilo dele, que parece sempre conduzir dois filmes ao mesmo tempo, te mantendo vidrado e se perguntando se você tá ficando maluco… até que, no final, tudo se encaixa. Foi assim em Noites Brutais, e também no mais recente Acompanhante Perfeita, em que a virada é tão brusca que cria uma ruptura completa com o entendimento inicial — mas de uma forma que só engrandece a obra.
MAS O FILME É BOM?
Em A Hora do Mal, não foi diferente. O filme carrega uma aura pesadíssima logo de cara. Quando envolve crianças, a gente já se prepara pro pior. E ainda mais quando aparece o famigerado e clichê “Baseado em fatos reais” — só pra deixar tudo ainda mais denso. Mas, na real, isso é só o gatilho: o filme mergulha mesmo é no fantástico, explorando nossos medos mais profundos — os inumanos, o sobrenatural, o mistério. E fazem isso com maestria.
A direção de fotografia do Larkin Seiple é muito assertiva. Consegue fazer até os “velho de guerra” do terror pularem da cadeira. Os poucos jump scares acontecem em momentos cirurgicamente escolhidos. A gente acompanha a queda gradativa da trilha sonora, até cair num silêncio absurdo, mantido por tempo suficiente pra nos fazer dar aquela relaxada… e pá!, somos sacudidos por uma situação que, até então, parecia claramente um delírio do personagem.
É um filme muito bem trabalhado, e considero as pontas soltas e as lacunas que não foram explicadas como possíveis ganchos para uma franquia. E, sinceramente? Eu me sinto animado só de pensar nessa possibilidade.
