O legado de Tony Stark vive?
Sim, meus nerds de ferro, o legado de Tony Stark está vivo na Marvel, dessa vez com Riri Willians a coração de ferro.

Divulgação Disney +
Enredo
Riri Williams (Dominique Thorne), uma brilhante estudante do MIT, tenta retomar sua vida em Nova York após sua breve passagem por Wakanda, mostrada em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre.
Enquanto Peter Parker buscava honrar o legado heroico de Tony Stark, Riri segue por outro caminho: deseja levar adiante sua missão tecnológica. Seu foco está em melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da ciência.No entanto, as coisas rapidamente saem do controle.
Expulsa da faculdade, ela se vê obrigada a se envolver com um grupo de criminosos para financiar seus projetos.
Aos poucos, Riri percebe que se meteu com pessoas muito mais perigosas do que imaginava.
Riri Williams: nos quadrinhos e no cinema.
Riri surgiu nos quadrinhos em 2016, criada por Brian Michael Bendis e Mike Deodato, na revista Invincible Iron Man #7.
Com apenas 15 anos, ela monta sua própria armadura inspirada no Homem de Ferro, que, na época, estava em coma após os eventos da Segunda Guerra Civil entre os heróis.
Durante sua trajetória inicial, Riri recebe ajuda do próprio Tony Stark agora na forma de uma inteligência artificial que a guia como mentor.
Mais tarde, Riri foi introduzida no MCU em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Contudo, sua estreia não empolgou o público.
Dentro da trama, a personagem parecia deslocada. Contribuía pouco para a narrativa, e a atriz teve espaço limitado para desenvolver sua personagem. Como resultado, muitos a enxergaram como uma presença “sobrando” no elenco o que reduziu o hype em torno de sua série solo.
Apesar disso, nos quadrinhos Riri faz parte da nova geração de heróis da Marvel, ao lado de Kamala Khan e Miles Morales.
Por esse motivo, sua série pode representar mais um passo em direção à formação dos Jovens Vingadores no cinema.

Reprodução Disney +
Um início promissor, mas cheio de riscos
A série começa bem e traz temas ambiciosos logo nos três primeiros episódios.
Entre os principais tópicos debatidos, estão: negritude e resistência, luto e legado, bruxaria e, mais recentemente, inteligência artificial. Este último tema, aliás, é tratado de forma curiosa.
A abordagem lembra — guardadas as devidas proporções — a série Black Mirror, especialmente ao abrir espaço para discutir ética, moral e responsabilidade no uso da I.A. Entretanto, é improvável que a série aprofunde essas discussões da mesma forma densa.
Mesmo assim, o simples fato de levantar essas possibilidades já é interessante.
Além disso, a direção e o roteiro mostram firmeza. Ao contrário de outras produções da Marvel, esta parece saber para onde quer ir.
Mesmo com os adiamentos, a narrativa se mantém coerente, envolvente e fácil de acompanhar.
Pelo menos até agora, a série demonstra qualidade e cuidado. Resta saber se esse padrão continuará até o final.
Afinal, não seria a primeira vez que a Marvel começa bem e termina decepcionando como vimos recentemente com Demolidor.
Review bomba: preconceito disfarçado de crítica
Antes mesmo da estreia oficial, a série enfrentou uma avalanche de críticas negativas em sites como o Rotten Tomatoes. O mais absurdo? Muitas dessas avaliações foram feitas antes do lançamento nos streamings. Por causa disso, as plataformas precisaram rever suas políticas, permitindo avaliações somente após a estreia.
Esse comportamento levanta algumas questões importantes: Será que o público já rejeitou Riri desde sua aparição em Pantera Negra?
Ou será que sentem falta de Tony Stark e não aceitam outro nome usando a armadura?
Talvez exista um preconceito disfarçado de crítica?
Não sei, só sei que foi assim.

Divulgação Disney +
Lançamento
A série está sendo lançada semanalmente no Disney+, com novos episódios às terças-feiras, às 22h.
Encontre aqui as redes sociais do Hospício Nerd para mais conteúdo como esse!!
Texto por: David Alves
