O loko meu! Não teve cabine, mas eu assisti o filme do mesmo jeito
— e, meu amigo… gostei demais deste filme. O longa anterior dessa franquia ( O Extermínio: Nascemos Para Morrer) já tem resenha aqui no Hospício Nerd, neh E confesso: vi aquele primeiro em um momento MUITO triste da minha vida. Eu tinha acabado de participar da eutanásia de uma cadela pela qual tenho um carinho gigante até hoje. Ainda guardo na memória vários momentos de alegria com ela.
Ainda sobre o filme anterior e continuando
Naquele contexto, o primeiro filme me pegou forte. Algumas cenas me impactaram profundamente, e a obra acabou funcionando quase como uma válvula de escape, uma anestesia emocional pra dor que eu estava sentindo. Quando terminou, eu já suspeitava que poderia vir continuação… e veio. E aqui, meus amigos, fui agraciado de novo com um bom trabalho em minha opinião
Esta obra entrega uma continuidade esplêndida do início ao fim. Se já não fosse bizarro o suficiente aquele templo de ossos no filme anterior, aqui o aprofundamento da história vem pesado. As dúvidas sobre o que aconteceu com o garotinho, o encontro com aquele grupo de rapazes completamente lelé das ideias… tudo ganha mais corpo.
Os Jimmy’s atacam novamente
A tal seita satanista liderada por Jimmy volta ainda mais perturbadora. E olha… fiquei perplexo com o quanto o filme aprofunda esse personagem e mostra como a insanidade dele — junto com o grupo de sobreviventes — leva a atrocidades motivadas pelo trauma do ataque dos infectados. O filme inteiro caminha nessa tensão psicológica.
Ao mesmo tempo, a narrativa não abandona o grande Ian naquele jeitão meio doido, meio sobrevivente raiz. E a dinâmica com o doutor? cuidando daquele templo de ossos (que é praticamente um memorial macabro), cria momentos de tensão REAL. Quando entra o Sansão — o alfa do filme anterior — a coisa cresce de nível. Eu fiquei: “vai morrer? não vai?”
Fim que nunca chega, imersão total na história
O roteiro ainda brinca com a nossa expectativa. Quando você acha que o filme vai encerrar, ele puxa mais um fio narrativo e expande a história. Isso deixa a obra mais rica e mais densa. O embate entre o grupo dos satanistas e o núcleo do doutor vai construindo uma possível esperança de cura ou tratamento — e esse caminho leva a um clímax muito bem amarrado.
Sobre o final… palmas. Palmas mesmo. Daquelas de ficar horas batendo e gritando “UAU!”. Ao mesmo tempo, bateu aquela decepçãozinha boa, sabe? Porque o encerramento é tão drástico, tão quase shakespeariano, que dá a sensação de fechamento definitivo. Inclusive, apesar de existir plano de trilogia nessa nova fase da franquia, o filme já funciona como um fechamento poderoso por si só.
Por fim, impossivel a continuação superar os 2 filmes
Mesmo assim, ver Cillian Murphy — nosso eterno Thomas Shelby de Peaky Blinders — nesse universo é sempre um agrado. Fico curioso com o que ainda pode vir, mas também bem satisfeito com o que foi entregue. No fim das contas? Filmão. Vale muito dar o play onde estiver disponível e se deixar levar por essa experiência.


