*$2 ou uma eutanásia misteriosa?
O filme de hoje mergulha numa temática já conhecida do terror: o famigerado apocalipse zumbi. Só que ele vai além da fórmula “mortos perseguindo vivos”. Tem começo, meio e fim. E, conversando com a minha colega de poltrona, descobri que se trata de uma regravação de uma história já iniciada, sequência de uma trilogia — o que indica que ainda virão mais dois filmes por aí. Fiquei muito curioso tanto pelos anteriores quanto pelos que ainda estão por vir. Confesso que adoro filmes que são bem fechadinhos, no sentido de que você pode assistir isoladamente e ainda assim entender o rolê todo. Mas também dá pra ver como parte de algo maior, em fragmentos, onde um material complementa o outro — tipo quebra-cabeça sinistro.
Minha opinião sobre o filme
A primeira impressão que tive foi positiva. O filme já começa no caos, sem enrolação, sem “blá blá blá”. Do trailer direto pro colapso: vírus se espalhando, correria, gritaria, aquela ladainha do contato sangue-saliva-adeus-humanidade que a gente já conhece. E ainda assim, o filme traz umas sacadas novas, cenas que vão além do clichêzão do terror. A produção não economizou em porrada cinematográfica. As maquiagens dos zumbis estavam impecáveis, realistas, sem exagero. Não estamos falando de The Last of Us, com mutação exagerada e fungos bizarros, mas sim de algo mais contido, mais pé no chão — o que torna tudo ainda mais assustador.

Uma parada que me pegou foi a forma como o filme responde certas perguntas clássicas que a gente sempre faz nesses enredos. Tipo: como essas criaturas continuam existindo tanto tempo sem se alimentar? Como esse ecossistema se mantém? O longa trabalha essas questões de forma inteligente, dá pra perceber que houve pesquisa, pensamento, sabe? Isso me agradou demais. Me senti respeitado como espectador, como alguém que já viu muito terror, muita distopia por aí, mas que ainda se surpreende quando o roteiro ousa e dá conta de fechar essas lacunas.
Fechou bom com gostinho de quero mais..
E aí, bem nos finalmentes, surge um personagem com uma atuação impecável, que carrega aquela vibe de louco isolado — mas, no fundo, lúcido demais. Aquele tipo de figura que a gente julga de doido, mas quando escuta com atenção… faz sentido. É nesse ponto que o filme te quebra: te joga numa espiral de reflexão. As falas do cara, mesmo poucas, são profundas. Me deixaram de pernas bambas. O filme, no geral, é ótimo, mas definitivamente não é pra crianças (em minha humilde opinião, 16+ no mínimo). Reflexivo, sombrio, meio poético e muito provocador — é sobre isso que falo. E se vier continuação, tô pronto. Se não vier, esse aqui já valeu cada segundo.
By: @henriquepheniato
*($2 ou uma… Titulo de chamada metafórica, não há sequer nenhuma doação ou qualquer tipo de oferta referente a esta resenha)
Obrigado! Acompanhe todas as nossas redes sociais!
