Alerta de lencinho, família! Esse é aquele tipo de filme que tinha tudo pra me fazer rir… mas em algum momento me fez chorar sem dó.
Cheguei e parece que não perdi nada!
Com toda a correria doida de hoje — tipo chegar no cinema com após 30 minutos — eu acabei encontrando um dos filmes mais emocionantes do ano em minha opinião. Eu já tinha visto esse ator interpretar arqueólogo na sequência de A Múmia. Já vi ele afundar num drama pesado naquele filme Baleia Azul. Mas aqui, em Família de Aluguel, ele me pegou diferente. Ele interpreta um ator — interpretado por Brendan Fraser — dentro de um filme onde, no (Nippon) Japão, existe essa cultura antiga de alugar “atores” pra preencher buracos emocionais na vida das pessoas.
Tipo: a criança não tem o pai presente?
A mãe vai lá e contrata um ator pra viver esse papel.
O gamer solitário não tem ninguém pra jogar?
Contrata um ator pra ser o amigo do videogame.
E por aí vai — um leque de possibilidades que mistura carência, performance e emoção real.

Regra no teatro, nunca se apegue ao personagem.
É um trabalho complexo, porque no fim… o problema é se apegar. No filme e na vida real. Você interpreta emoções tão vívidas que acaba sendo engolido por elas. E esse filme pega profundamente porque eu, que gosto de teatro, consigo me imaginar muito nesse lugar.
E o filme tem duas coisas maravilhosas:
— um ator mundialmente conhecido, de presença americana absurda, que entrega tudo;
— e um trabalho minucioso de direção, fotografia e cenário que mistura a beleza do Japão com a delicadeza da narrativa.

Cenário bunito que só se encontra no (Nippon) Japão
As montanhas, as flores, o clima, a estética… é tudo construído pra acompanhar a transformação emocional dos personagens. O início e o fim do filme parecem até duas obras diferentes, mas no melhor sentido — a fotografia respeita o que eles estão sentindo, e isso fica muito claro.
E sim, isso é algo muito presente em filmes japoneses que já levaram Oscar de fotografia, roteiro, direção e o escambau. Não sei se esse aqui leva uma estatueta, mas que tem profundidade, tem. O roteiro é denso, a dramaturgia é muito bem trabalhada, e o modo como eles mostram micro-histórias e camadas dos personagens tem até uma vibe de série, mas tudo resumido e bem amarrado.
Varias camadas, com um final feliz
O filme fecha bonito. Resolve, acalma e aperta o peito ao mesmo tempo.
E eu, assistindo, fui amadurecendo junto com a obra. Imaginei coisas que não aconteceram, inventei desfechos dentro da minha própria cabeça — foi uma viagem louca, mas gostosa.

Em minha opinião de cinéfilo
É um filme muito bem produzido, cheio de camadas, cheio de sensibilidade. Saí da cabine feliz, emocionado e encantado.
Sou Henrique Pheniato, e essa foi mais uma resenha para o Hospício Nerd.
