{Resenha} A Morte te dá Parabéns! Happy birthday and come back Mammy! - Hospicio Nerd

INHAIIIII TUXOS E TUXAS ESTÁ NA HORA DE CANTAR PARABÉNS PARA O MEDO!

E agora é hora de curtir no streaming mais famoso de nossos corações uma considerada nova obra prima do suspense desde a série “O grito” dos anos 90, Happy death day ou como foi traduzido, A morte te dá parabéns, estreou no dia 23 de maio para deixar todo mundo morrendo e voltando até o fim! O filme de 2017 só foi liberado agora pela Universal para entrar nas plataformas e tem um marco super interessante, já que os 4 milhões de dólares de investimento geraram mais de 140.000 milhões em bilheteria, ou seja, realmente veio para ser marcante, e claro, todos sabemos que a parte 2 da história foi para as telinhas dos cinemas no dia 21 de fevereiro de 2019. Com certeza, vai ser ótimo se liberarem a continuação também nessa pandemia. O filme teve a direção de Christopher B. Landon, aquela mesma mente brilhante que fez o roteiro dos filmes da franquia “Atividade Paranormal”, ou seja, o moço entende de susto e de como causar desespero e medo no público. O roteiro assinado por Cancerman Lando e Scott Lobdell, não é banal e bobo como anunciaram, apesar de trazer a sensação de ter um clima meio “teen” demais em muitos momentos do filme, é um suspense que por mais que tenha uma trajetória cheia de agonia, tem momentos legais que consegue nos tirar da zona de conforto que um filme desse gênero proporciona.

O elenco generoso traz uma nova estrela que tem todas as chances de se tornar uma nova “Sidney Prescott”, Jessica Rothe como protagonista vem acompanhadinha de Israel Broussard, Charles Aitken, Rachel Matthews, Rob Mello, Ruby Modine, Billy Slaughter, Blaine Kern, Brady Lewis, Caleb Spillyards, Cariella Smith, Dane Rhodes, Donna Duplantier, Emily LaGroue, GiGi Erneta, Jason Bayle, Jimmy Gonzales, Laura Clifton, Lindsey G. Smith, Missy Yager, Phi Vu, Rae Varela, Ramsey Anderson e Tenea Intriago. Casting generoso para um filme que foi lançado em 2017 e para a surpresa da galerinha que é fã do gênero “terror teen” teve sua continuação em janeiro de 2019. A mocinha do filme realmente fez jus e conseguiu interpretar a princípio uma personagem um tanto quanto entediada com tudo, desde a sua comunidade na universidade até os supostos “affairs” que ela tão audaciosamente se aventura pelo que se deixa entender, Jessica vai fazendo Tree ganhar vida no decorrer da trama através de uma espécie de auto realização ao reviver cada dia de uma forma diferente, ou seja, o diretor e o roteirista souberam fazer isso de forma fantástica. A trama não é clichê, mas tem uma espécie de mistura de vários filmes com um tom de originalidade como é caso de desconfiar de todos os personagens até chegar no final e tomar um susto quando descobrimos quem está por trás de tudo. Outro personagem que aparece e demonstra não ter significância, mas que na verdade vira o ponto de partida da universitária é Carter que ganhou vida pela atuação moderada de Israel Broussard e que com o desenrolar dos fatos acaba brilhando ao lado da super heroína “vítima” de todo o babado.

Tudo começa de uma forma meio louca quando a linda e desinteressada universitária “Tree Gelbman” acorda no quarto do também colega de universidade Carter Davis com seu celular recebendo a chamada do seu pai para parabenizá-la pelo seu aniversário. Destratando o rapaz e fazendo um trajeto bem peculiar até chegar em seu quarto, ela desfaz de tudo e todos, maltrata pessoas de uma forma arrogante e parece não estar nem aí para nada. Durante o dia, ela se depara várias situações e é convidada para uma festa em outra comunidade, mas no caminho, ao passar por um túnel, ela se depara com uma caixinha de música embalada como presente e se vê cara a cara com uma pessoa misteriosa mascarada que a assassina brutalmente. Mas, para a surpresa de quem assiste, Tree sobrevive, explicando melhor, ela acorda novamente na mesma cama no quarto de Carter revivendo o tal dia fatídico, e ao considerar que tudo foi um sonho, a moça ao reviver seu dia começa a ter a sensação de “de javu” repetindo tudo que viu antes do seu assassinato. Para piorar as coisas ela vai novamente para a festa e, aí está a confusão toda, ela morre novamente assassinada pelo mesmo elemento. Ao acordadr novamente no mesmo lugar, Tree começa a entender que está presa em uma espécie de “looping” que a faz passar por tudo novamente de diferentes formas que termina sempre com uma morte diferente. Nessa confusão toda, suspeitos são levantados, fatos são apurados e ela se vê completamente sozinha para conseguir descobrir quem é o seu assassino.

A produção de Angela Mancuso, Jason Blum, Jeanette Brill, John Baldecchi, Phillip Dawe, Ryan Turek e Seth William Meier associados com a Universal Pictures, traz uma jogada repetitiva de sempre voltar ao mesmo tempo, que até parece cansativa, mas que com os cortes e edições bem feitas acabam prendendo nossa atenção de maneira singular. Tem suspense, medo, mas também provoca no público um certo ar divertido quando se depara torcendo pela mocinha desvendar o mistério todo e se libertar de vez desse “maldição” estranha. Outro ponto positivo é a trilha sonora que traz nomes como Demi Lovato, The Lumineers, Mother mother e The Skyliners um grupo de R&B que fez sucesso em 1958, entre outros, dando a medida musical certa para cada momento vivido pela protagonista. As locações e filmagens aconteceram na Universidade Loyola em New Orleans e traz aquele clima bem característico de uma escola norte americana. Os figurinos joviais e bem despojados completam o conjunto, principalmente porque foi necessário um guarda-roupa bem peculiar para cada momento que Tree acorda e revive seu dia. Cores vivas e fotografia bem escolhida fazem com que o público não enjoe das sequências que se repetem durante a trama, isso faz totalmente a diferença. E para completar digamos que a imagem do assassino foi bem escolhida e mesmo com um teor cômico confesso que me causou pavor só de pensar em encontrar alguém vestido desse jeito no meio da noite!

Happy death day, ou melhor, “A morte te dá parabéns” parece representar um novo marco no quesito filme de suspense “teen” moderno. Traz várias cenas tensas intercaladas com um certo humor “ácido” muito na moda nas telinhas de hoje em dia. Além da Universal Pictures, temos também o toque super profissional da Blumhouse Productions e seu bom gosto para trazer uma equipe técnica de primeira. O filme que começa bem leve vai atingindo momentos frenéticos no estilo progressivo muito utilizado nos anos 90. Amei demais toda a confusão e me envolvi “horrores” com o drama de Tree e sua repetição do dia da sua morte de tal maneira que quando me dei conta já estava no fim do filme. Vale sim a pena assistir, o que eu mais desejo agora é que nossa Super Duper Mammy coloque em seu streaming a parte dois para o nosso deleite nessa quarentena, afinal de contas, assistir um filme desses faz você gastar um cadinho de adrenalina, não é verdade? Vai lá e confere e depois volta aqui e comenta, quero saber o que você achou hein! #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER

 

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