{Resenha} A vida e a história de Madam C.J. Walker! Mammy vai cuidar dos seus cabelos! - Hospicio Nerd

INHAIIIIIIIIII TUXOS E TUXAS VAMOS DAR UM TRATO NO CABELO???!!!!

É lindo ver a força feminina entrar na plataforma de nossa linda “Mammy” muito bem representada pela história da lendária filantropa “Madam C.J. Walker” e seu império de produtos para cuidar dos cabelos das lindas negras em 1910 nos E.U.A.! A saga da afro-americana que se mostrou um exemplo de superação para vencer a pobreza construindo um império de produtos de beleza para cabelos tornando-se a primeira milionária do país estreou no dia 20 de março desse ano e é mais do que apenas uma mini-série bem feita, já que foi baseada em fato reais desse ícone da história. O roteiro de A’Leila Bundles e Nicole Jefferson Asher muito bem dirigido por DeMane Davis e Kasi Lemmons ficou impecável e claro impressionante, tanto na reprodução do enredo quanto na caracterização de época. A vida sofrida de uma mulher em meio a discriminação e as várias dificuldades econômicas que a raça negra enfrentava na época faz com que você se sente em frente a TV e quando você se assusta os quatro episódios passam tão rápido que você fica com aquele gostinho de quero mais. É isso que acontece com o público que se depara com um trabalho bem feito, detalhado e representado por excelentes profissionais. Nossa amada NETFLIX com certeza está sabendo o que colocar em sua plataforma nesses dias pandêmicos!

Fonte: Netflix / Divulgação

O elenco todo de negros é brilhante e composto de feras da atuação do cinema norte americano, além da nossa amada Octavia Spencer dando vida para a Madam C.J. Walker temos também: Blair Underwood, Carmem Ejogo, Kevin Carroll, Tiffany Haddish, Zahra Bentham, Bill Bellamy, Cornelius Smith Jr., Garrett Morris, J. Alphonse Nicholson, Keeya King, Mouna Traoré e Vanessa Mitchell. Destacar as melhores atuações nos episódios é quase impossível, do começo ao fim você se depara com o melhor em termos de qualidade no trabalho dos atores e direção. Os senhores Davis e Lemmons conduziram tão bem os nossos amadinhos que temos a incrível sensação de estar vivendo em 1910 nos Estados Unidos. Mas sim, dá para destacar o brilho de Octavia Spencer e sua espontaneidade sendo Sarah Breedlove e sua luta para conquistar, construir e consolidar um império considerado dos mais promissores na história do capitalismo, além é claro, da demonstração da capacidade da mulher em ser mais eficiente dos que os homens que representavam os impérios econômicos da época. Uma vilã de dar gosto também nos prende e claro que Addie Munroe interpretada por Carmen Ejogo nos faz envolver mais e mais com o drama da rejeição que ela impõe para a futura milionária no primeiro capítulo, gerando assim uma perseguição daquelas que todo espectador adora ver. Outra que faz juz ao papel é Tiffany haddish vivendo a filha de Sarah, Lelia, que no segundo episódio traz a irreverência da diversidade com seu personagem intenso e carismático.

Fonte: Netflix / Divulgação

A mini-série conta a história da famosa Madam C.J. Walker ou Sarah Breedlove, uma mulher negra que ganhava a vida lavando roupas e que ficou conhecida por se tornar a primeira milionária dos E.U.A! Depois de um período difícil em sua vida, seus cabelos começaram a cair e na mais profunda depressão ela é ajudada por Addie Monroe (Carmen Ejogo), que bate a sua porta e oferece a ela o seu produto de restauração capilar. Com seus fios reconstruídos, a força interna da protagonista ressurge e ela entra em uma nova fase de sua vida e quer ir além, pretende deixar de ser apenas uma lavadeira para se tornar uma vendedora do produto de Srta. Munroe. Mas a dura realidade bate de frente com a vontade dela quando é rejeitada e subestimada pela mesma mulher que a ajudou a se recuperar, a sua cor mais escura e uma aparência simplista são levadas em consideração pela sua nova patroa como uma espécie de obstáculo para para que ela se torne uma vendedora de sucesso. Mas isso só fez com que ela se empenhasse mais e então ela começa a estudar a fórmula de Addie e acaba descobrindo uma maneira de melhorá-la, criando assim o seu próprio produto para cabelos. Logo que consegue vender seus primeiros potes ela faz sucesso em St. Louis. Em seguida levando seu sonho em frente, ela sai da sombra da sua ex-patroa Addie e parte para Indianapólis en 1909, e devido a essa mudança os seus negócios começam a crescer mais e mais, e claro que esse é o momento do gatilho para que a minissérie comece a colocar outros assuntos em debate, como a falta dos estudos e as dificuldades de ser uma empresária  na época, além de tratar da diversidade com a figura da sua filha, dos preconceitos de uma mulher à frente dos negócios, das traições matrimoniais, o complexo de inferioridade masculino que provoca o questionamento da figura da própria Madam C.J. Walker sendo a responsável do seu próprio negócio. A história é intensa e nos mostra um exemplo claro de que não importa a época para quem quer agir e fazer acontecer!

Fonte: Netflix / Divulgação

A produção de Chistine Holder, Mark Holder e Octavia Spencer, é indiscutível. Para começar vamos falar dos figurinos exuberantes, desde as horas consideradas “reais” até os momentos imaginativos da protagonista quando ela consegue ver as dançarinas que dão um certo ar de anúncio dos folhetos de moda em 1910. O cuidado da equipe em tratar com tanto carinho a mini-série também traz uma trilha sonora daquelas muito bem escolhidas, trazendo as memórias raízes da musicalidade dos negros em antigos sucessos que criam um clima certo para cada cena. As locações e os cenários também foram muito bem selecionados, conseguimos perceber isso, quando a junção dos mesmo com os objetos de cena parecem se encaixar com tamanha harmonia que eu acredito que só tive a mesma sensação ao assistir Hollywood. Não temos como não falar da edição, os cortes feitos ficaram tão bons, que sinceramente não encontrei falhas e nem espaços que deixassem algo para trás do roteiro, tudo foi muito bem revisado e mostra que todos os envolvidos devem ter gastado muitas horas no estúdio para chegar a um resultado mais do que satisfatório. E para finalizar a preocupação em enfatizar o empoderamento feminino e a capacidade da mulher de realizar grandes conquistas como mensagem ficou muito bem representada pelo conjunto da obra que foi produzida com maestria.

Fonte: Netflix / Divulgação

Como é uma obra baseada no livro biografia On Her Own Ground, escrito pela trisneta da Madame Walker A’Lelia Bundles, enfatiza com bastante intensidade a superação dos preconceitos de gênero e pós escravidão, além das traições pessoais, rivalidades empresariais para lançar sua própria marca e construir seu império como empresária cuidando dos cabelos das mulheres negras, a luta para as transformações sociais, traz também uma mensagem que nos fortalece ao ver o esforço próprio através do trabalho de uma mulher em uma época que o domínio masculino era tão expressivo. Ficou tão bem feita, que com certeza espero que seja bastante premiada, já que conseguir muitos elogios dos críticos e de todos que assistiram. Esse é um tipo de produção que nos inspira escrever e nos enche de orgulho, em todos os pontos agrada e a ideia de ter sido lançado em apenas 4 episódios a torna um ótimo pedido para esse período de quarentena em que nós nos encontramos mais sensíveis e propícios a uma reflexão mais intensa sobre o que realmente vale a pena em nossas vidas. Eu mais do que recomendo, façam como eu fiz, assistam numa sentada só, mesmo porque, depois que você começa a ver não consegue parar, e vem aqui e me conta o que você achou, combinados? ADOROO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA #DICABLITZPIPOCA

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