{Resenha} Better Than Us! Mama é uma robô melhor que tudo! - Hospicio Nerd

INHAIMMMMM TUXOS E TUXAS VOCÊS AGORA SÃO USUÁRIIOS PRIMÁRIOS!!!

Cada vez mais, deliciosamente as séries estrangeiras estão chegando no nosso streaming favorito, não é à toa que Dark, Curon e agora a deliciosa Better than Us estão alavancando entre os títulos de sucesso! A produção russa que tem o nome original Luchshe, chem lyudi, que significa Melhor que as pessoas, foi dirigida por Andrey Dzhunkovskiy e foi criada por Andrey Junkovsky, Aleksandr Dagan e Aleksandr Kessel para para o canal estatal russo C1R e que teve em 2019 os seus direitos comprados pela Netflix para a exibição da primeira temporada, o que foi uma jogada de mestre. A temática apesar de não ser uma novidade em originalidade e já ter sido explorada em outras séries e filmes, como Eu, robô protagonizado por Will Smith, contou com uma boa equipe que soube como prender a atenção e destacar a série através da mistura de várias possíveis discussões em um mundo onde a tecnologia mais avançada e totalmente incluída dentro da vivência social humana é apresentada. O que chama também a atenção é abordagem da conspiração empresarial, os dramas familiares e com a presença de robôs que possuem I.A. representando uma tecnologia tóxica para a humanidade, apesar de estar em constante evolução.

Num futuro próximo, em meados de 2029, onde as máquinas já fazem parte do cotidiano da sociedade russa, como as fábricas, hospitais, escolas e todas as instituições sociais, inclusive nos lares. Além de vários itens tecnológicos avançados, temos também os tais robôs que são constituídos de programas que geram o conforto e o bem estar da vida humana, até que um protótipo feminino que possui um grau de inteligência artificial é trazido por Viktor Toropov, presidente e responsável pela maior empresa de tecnologia do estado, a Cronos. Entre os robôs babás, enfermeiros, e até mesmo para fins sexuais, o novo robô chamado de Arisa é apresentada como novo upgrade dos modelos existentes para clientes sedentos por novidades, com alta tecnologia adquirida de uma empresa chinesa, com inteligência artificial que lhe permite e capacita tomar decisões morais de acordo com seu aprendizado e a primeira diretriz de seu programa que é proteger sua família, capacidade não prevista por seus idealizadores, o que gerou um acidente violento com óbitos humanos. Algo dá errado e após cometer outro assassinato, a robô conhece Sonya Safronov filha de Georgy Safronov e irmã de Egor Safronov, os quais ela elege como sua família e fará de tudo para protegê-los e para isso ele vai ter que enfrentar a poderosa empresa estatal e o grupo antidroids denominados Aniquiladores. Para saber o resultado disso tudo somente acompanhando essa trama futurista repleta de muitas aventuras, ação e muitos efeitos especiais, diga-se de passagem muito bem feitos.

O super elenco tem um nome significativo em seu país de origem e é formado por Paulina Andreeva, Kirill Käro, Aleksandr Ustyugov, Olga Lomonosova, Eldar Kalimulin, Vita Kornienko, Aleksandr Kuznetsov, Vera Panfilova, Fedor Lavrov, Sergey Sosnovsky, Pavel Vorozhtsov, Irina Tarannik, Sergey Kolesnikov e Kirill Polukhin. Com certeza, a direção de Andrey foi tão boa que dá para notar o quanto as posturas de cada personagem no desenrolar dos fatos ficou muito bem marcada e expressiva para que o conjunto de atores se destacassem e garantissem um bom resultado. Paulina, além de linda com seu corpitio de top model, arrasou ao dar vida a protagonista robótica que leva toda a história de uma forma quase inexpressiva e ainda nos faz simpatizar com Arisa. Não podemos esquecer da pequena Vita Kornienko que interpreta a filha do médico fracassado Georgy Safronov vivido pelo brilhante Kirill Käro que também se destaca em seu papel. A linda e super fofa Sonya prende os telespectadores nos primeiros episódios da série ao viver suas aventuras como usuária primária e amiga da super robô em sua própria casa. Outro fera que causa reações em quem assiste é o ator Aleksandr Ustyugov que dá vida ao vilão Viktor Toropov que parece ter sido escrito para ele, esse moço lindíssimo nos fez ter ímpetos de raiva do personagem que é um pai que sofreu uma grande perda e acabou se tornando uma espécie de sociopata que é capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer, inclusive acabar com sua própria esposa, sua família e tomar a empresa da família dela para si.

Produzida pela Yellow, Black and White, em cooperação com a  Sputnik Vostok Production o projeto foi muito bem realizado e não deixa a desejar. Para começar a fotografia de Ilya Ovsenev ficou impecável com imagens ricas de tecnologia e ambientes com aparência clean de forma bem harmônica. O figurino, diga-se de passagem é perfeito e casa muito bem com uma possível amostra do que vai ser a moda em todos os setores sociais em meados de 2029 na Rússia, rico em cores, cheio de acessórios como perucas, maquiagens e hair styles. Locações e cenários detalhadamente trabalhados culminaram num conjunto de belíssimas cenas complementadas pelos objetos de cena formados na maioria deles de acessórios high tech bem possíveis de serem criados que até lembram os artefatos mostrados na famosa Black Mirror que também faz parte dos sucessos da Netflix. Outro ponto positivo é a variada trilha sonora que traz sucessos dos anos 2000 e ainda nos mostra estilos musicais russos, mas tudo dentro do estilo musical eletrônico. Sem sombra de dúvidas, a equipe técnica responsável pela edição dos 16 episódios de 40 a 50 minutos lacrou de vez com cortes bem feitos e pouquíssimas falhas de cronologia e explicações para todos os fatos que formam a polêmica confusão tecno-familiar abordada que nos leva a pensar e assimilar a mensagem da tradução do seu título: Melhor do que nós!

Um excelente trabalho de muito bom gosto e estética impecável, com boas atuações, possuidor de um roteiro fantástico e muito bem feito com a posição ética que mostra uma possível maneira de lidar com um futuro onde máquinas coexistem com os humanos de maneira natural e próxima. Better Than Us mostra claramente que talvez as máquinas não cometam tantas falhas desde que sejam manobradas e criadas por mãos mais qualificadas e preparadas para uma sociedade mais evoluída. Desde 2018, já lançado em seu país de origem, agora chegou na nossa Mama para alçar voo e conquistar um público bem farto apenas confirmando o seu já conquistado sucesso. Vou confessar que quando comecei a ver não consegui parar e tenho certeza que todos vocês vão se jogar com muito prazer e no final vão assimilar a mensagem de ser o melhor de todos vocês! Corre lá, confere e depois não esquece de vir aqui me contar o que achou, combinados? ADOROOOOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER

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  1. Renato Luiz BraulioResponder

    Série com trama muito boa. Porém os personagens são pouco cativantes. Exceto pela robô Arisa, que sempre arrasa. As séries russas são sempre um diferencial pelo comprotamento dos personagens, que dá um pouco de raiva dos mesmo. Mas sempre conseguem desenvolver um enredo interessante. Curti!

  2. HelenResponder

    Série mt boa. Tecnologias e artefatos ali mostrados não mostram nenhum novo estado darte mas permeiam bem o seriado. Trama boa bem estruturada com tudo de direito. Robos fêmeas famelicas. Aliás não piscam. Sorriem sobem escadas mas não piscam e ainda tem uma atriz com a maior testa q já vi.