{Resenha} Boca a Boca! Melhor apagar a luz antes de beijar! - Hospicio Nerd

INHAIMMMM TUXAIDA QUE GOSTA DE BEIJAR, CUIDADO HEIN!!!!!

Adoro quando o babado é forte e a produção brasileira está envolvida com tudo no meio disso, é assim que estreou dia 17 de julho na nossa amada Mamãe Netflix com 6 episódios de aproximadamente 45 minutos, a primeira temporada da série brasileira Boca a Boca! A direção de Esmir Filho e Juliana Rojas deu certo neste projeto que deu vida ao roteiro assinados pelos dois e acompanhados por Marcelo Marchi, Jaqueline Souza e Thais Guisasola e foi assim, que juntos eles criaram uma excelente trama, mesmo antes de saberem que ia acontecer uma pandemia mundial. Chegou a hora de você vir comigo e juntos vamos destrinchar tudo sobre essa série que já está dando o que falar na plataforma mais famosa do mundo!

O elenco é rico e conta com nomes novos e também com feras do cenário artístico brasileiro. Formado por Caio Horowicz, Iza Moreira, Michel Joelsas, Denise Fraga, Thomás Aquino, Luana Nastas, Esther Tinman, Kevin Vechiatto, Grace Passô, Bianca Byington, Bruno Garcia, Flávio Tolezani e Carolina del Carmen Peleritti, o casting foi muito bem escolhido por Esmir e com certeza, ele soube muito bem como direcionar cada um deles em seu papel. Denise Fraga é um marco dentro dos episódios, a atriz brasileira que já tem seu nome bem destacado em várias obras nacionais, abrilhantou o cenário da trama com sua interpretação impecável como diretora da escola da pequena cidade. Outros três papéis fantásticos são os vividos por Iza Moreira como Fran, que levanta a discussão da situação de famílias com nível econômico mais baixo e que moram no interior dependendo de famílias tradicionais e se sujeitando à vontade e as injustiças sociais criadas por elas, Também temos o drama de Chico, vivido por Michael Joelsas, que é filho de um homem conservador, mas que se mostra fugindo a todas as regras ao usar drogas, participar de raves e se relacionar com um peão da fazenda do pai de Alex, que completa o ciclo com a maravilhosa atuação de Caio Horowicz, um jovem preso no seu mundo de timidez e que tem atração por um fetiche super moderno chamado de ASMR, onde a pessoa sente prazer por ruídos mínimos captados por super microfones em chamadas de vídeos e para completar, o moço é vegano e contraria o seu pai que é um produtor agropecuário de nome. Enfim, se eu fosse falar de cada um ficaria aqui o dia todo, isso pra vocês verem como ficou boa a série.

Netflix / Divulgação 

A equipe de produção formada por Caio Gullane, Fabiano Gullane, Fernando Sapelli e Thereza Menezes, associados a Gullane Entretenimento, tomaram a frente da primeira temporada da série e com certeza arrasaram demais. Para começar eu me apaixonei pelo figurino que tratou até dos uniformes escolares dos personagens, trazendo aquele clima de cidade interiorana do Rio. Outra coisa fantástica, foi conseguir ter efeitos especiais bons com um orçamento baixo, como é o caso dos infectados na história que brilham no escuro e claro sem sombra de dúvidas a festa rave mostrada no começo e durante o desenrolar dos episódios, onde eles exploraram bastante as projeções de laser. Agora, o que mais agrada, principalmente o público jovem, é a trilha sonora que trouxe um toque New Age no estilo musical escolhido, tanto na festa quanto nos sons que fazem fundo dos takes, numa mistura de sucessos internacionais e nacionais nesse estilo musical. No mais, o que completa tudo foi a escolha da cidade perfeita para ser a protagonista deste drama fictício futurista que está meio que super atual em nossa realidade, a escolha dos efeitos técnicos visuais corretos na construção e montagem de cortes das cenas e claro uma fotografia de dar gosto que mostra cenários fantásticos e ângulos perfeitos de filmagem.

Netflix / Divulgação

A coisa acontece na pequena cidade do interior chamada Progresso, que é comandada pelas famílias tradicionalistas de pecuaristas que movem a economia do local. Após uma festa rave de formato bem moderno, dentro dos padrões da juventude atual, regada de bebidas, drogas sintéticas e muitos beijos coletivos, a adolescente Bel acorda no outro dia com os lábios escuros e os sentidos confusos. É assim que os jovens do local descobrem que estão sendo afetados por uma epidemia bacteriana transmitida pela saliva no ato do beijo. Chico, Fran e Alex que foram os primeiros a descobrir como acontece o contágio, acabam fazendo um mapa de todos que se beijaram durante a festa para conseguir assim uma teia infecciosa e tentar alertar a todos. Tudo gira em torno desses três personagens e suas ligações dentro dos seus universos íntimos, trazendo para a discussão temas bem atuais, como homofobia, disforia de gênero, conceitos educativos e principalmente o tumulto que causa a falta de informação social. A série vem com tudo e promete mexer com a cabecinha de muita gente!

Netflix / Divulgação 

Boca a Boca além de uma série que trata de um assunto possível nos dias de hoje, tem muito mais a oferecer do que apenas sua trama de ficção, a ideia de trazer as temáticas de homossexualidade, transtornos sexuais, o uso de drogas descontrolado, veganismo, discriminação. buylling, fobias, entre outros foi a aposta certa para que o projeto alavanque e comece a fazer sucesso no streaming. Mais uma vez eu dou o maior valor numa produção nacional, a cada momento nessa pandemia tenho descoberto que o império norte americano de filmes e séries está realmente com as estruturas abaladas com tantos sucessos estrangeiros que estão fazendo nome nas plataformas! Então corre lá logo, confere e vem aqui me contar o que você achou táaaa! ADOROOOOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER #MARMOTANDO

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  1. SkyResponder

    Essa série é muito deliciosa e perfeita