{Resenha} Bronx – Sangue se paga com sangue! - Hospicio Nerd

”A arrogância é a fraqueza dos líderes!”

E aí hospicianos queridos do meu coração, essa semana encontrei muitos filmes franceses na nossa queridinha Netflix, e hoje vou falar de mais um, que é lançamento e está nesse momento que lhes escrevo no Top 2: Bronx (também conhecido como ‘’Rogue City”).

Trata-se como já disse de um filme francês, e além disso é uma produção original da plataforma e que tem bastante ação envolvida e acho que tem conquistado os assinantes já que como eu mesma disse ele se encontra bem em alta no streaming.  Quer saber tudo sobre a produção? Então continue lendo até o final.

Primeiro vamos citar nos papéis de destaque os atores Lannick Gautry e Jean Reno sendo respectivamente os personagens Vronski e Leonetti, mas também tem o seu elenco principal formado por Stanislas Merhar, Kaaris, David Belle, Patrick Catalifo, Moussa Maaskri, Catherine Marchal, Francis Renaud, Erika Sainte, Ambre Pietri, Jeanne Bournaud e Barbara Opsomer. Já Oliver Marchal assume a direção do filme (vou trazer curiosidades sobre sua direção logo mais a frente).

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Fonte: Adoro Cinema

O longa é um típico filme de ação policial, e com certeza vai fazer a cabeça daqueles que são fãs do gênero. Na trama do filme, as ruas de Marselha estão lotadas de guerras envolvendo gangues rivais. Enquanto isso, um tiroteio sangrento em uma discoteca, realizado pelo clã Orsolani, alimenta a tensão na cidade. A partir de então, o policial da Brigada Anti Gangues, Richard Vronski (Lannick Gautry), conhecido por seus métodos pouco ortodoxos, é encarregado do caso ao lado de um rival de longa data da Brigada de Repressão contra Bandidos.

Enquanto isso, um novo chefe de polícia, Ange Leonetti (Jean Reno), também é enviado para dar as ordens e limpar a cidade. Muito rapidamente todos percebem que, nesta investigação, você não consegue nada sem riscos e sacrifícios. Quando a sua equipe se vê presa em uma situação de alto perigo, Vronski deve então proteger aqueles que sempre foram leais ao seu trabalho e resolver o assunto com as próprias mãos.

Pois bem, para começar, já digo que o que vamos ver e muito no filme, são mortes, tiros, sangue, violência e claro muita corrupção (e põe muita nisso). Gente é tanta chantagem, policial corrupto, tanta sujeira, que tenho que confessar que cheguei a ficar meio perdida em certos momentos.

E se vocês por acaso acham que já viram muita sujeira policial, muita guerra entre gangues e traficantes, se preparem, porque aqui o negócio vai mais além, é sujeira sobre sujeira no narcotráfico policial. À medida que a trama se desenvolve vai ficando bem mais difícil achar alguém que possa estar limpo em toda essa sujeira, e digo mais pra mim é tudo bandido mesmo. Mas o que vai te deixar de queixo caído são as ironias do enredo, em certa cena (calma, não é spoiler) o personagem de Ange Leonetti (Jean Reno) diz que os policias devem seguir sempre a regra dos 3 Hs (Humildade, Honra e Honestidade), ah, fala sério né?

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Fonte: Adoro Cinema

Agora vamos falar do diretor (Olivier Marchal). O que precisa ser dito aqui é que ele usa sua experiência como um ex-policial que trabalhou, tanto para a polícia, quanto para a inteligência francesa, para na minha humilde opinião fazer uma boa diferença, já que ele retratou muito bem os mundos corajosos e perigosos das gangues e das autoridades e pra mim soube muito bem como desenvolver essa história (detalhe é que ele também é o responsável pelo roteiro). Claro que quando vocês assistirem, irão perceber que ele também construiu uma trama repleta de clichês do gênero policial, porém poderão perceber como ele capricha nas cenas de ação, já que são muito bem dirigidas e coreografadas, o que pra mim foi o ponto alto do filme.
Também quero e preciso chamar a atenção de vocês para o ator principal, Lannick Gautry, já que ele interpreta Richard Vronski com muita propriedade, ele se entrega ao personagem e fica muito seguro e a vontade no papel do tipo sisudo e mostra todo seu talento.

Preciso sem dúvida falar de Jean Reno, que muitos devem conhecer, já que podemos vê-lo em cena nos conhecidíssimos “O Profissional”, “Código da Vinci” e “A Pantera Cor de Rosa”, acho que sua adição ao elenco além de ter sido bem interessante, foi estratégica pois o mesmo faz uma boa atuação quando se trata de homens cujas intenções reais são desconhecidas e no longa não foi diferente.

O que tirei de lição do enredo do filme foi que, no meio da guerra, quando os homens são forçados a fazerem escolhas, essas mesmas escolhas podem desencadear graves consequências.
E lhes digo também que o filme não chega a ser um espetáculo fabuloso do gênero policial, mas ainda assim consegue ter algumas sequências eletrizantes e ação desenfreada, que podem te prender durante uma hora e cinquenta e seis minutos. Como eu disse lá no início os amantes desse gênero poderão se esbaldar à vontade.

Ao final o que a trama nos mostra é que não há muitas diferenças entre os bandidos e os policiais, então na dúvida ligue para o Batman!

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