{Resenha} Code 8 - Renegados! Mammy got the Power! - Hospicio Nerd

INHAIMMMMM TUXAS E TUXOS PODEROSOS “ARE U READY”?!

E o mundo dos poderes chegou na nossa amada Mamãe com uma produção de baixo custo, mas com um enredo interessante e uma edição inteligente, vamos falar sobre CODE 8 – Os renegados! Jeff Chan brilhou na direção e ao se juntar com Chris Pare, o resultado foi um roteiro daqueles e para somar o elenco que já havia dado vida aos personagens num curta lançado em 2016 estrelaram o longa lançado na NETFLIX na última sexta, dia 11-04. Num mundo onde, aproximadamente quatro por cento da humanidade possui superpoderes, os cidadãos que deveriam ser tratados como heróis são postos à margem da sociedade, são discriminados e considerados perigosos. Num sistema de exclusão total devido ao código 8, a maioria sobrevive em uma pobreza e quase todos se tornam criminosos. Os que tentam ser honestos, além de desmoralizados e marginalizados, têm que se sujeitar a uma força tarefa policial projetada e armada para lidar com os injustiçados renegados. O universo criado por Chan e Pare não traz nenhuma novidade do mundo mutante e suas questões sociais que não tenham sido exploradas pela Marvel, DC e outros, mas diferencia dos demais pela sua leveza ao mostrar os seres especiais numa espécie de casamento entra a ficção e a realidade.

Sabe o que é legal também, esse é um projeto de orçamento coletivo encabeçado por Jeff Chan e os primos Amell que conseguiram arrecadar 2,4 milhões de dólares, e mesmo com poucos recursos conseguiram fazer uma produção “smart” formando uma equipe de produtores daquelas que sabem utilizar cada centavo sem desperdício. Os lindinhos que se emprenharam para que o filme estreasse em dezembro de 2019 nos cinemas foram: Robbie Amell, Sam Akeel, Stephen Amell, Rebecca Bouck, David Cartee, Christopher Anthony Brown, Braian Campbell e Abdulaziz Alsunaid, que honraram seu trabalho nas cenas apresentadas no longa. O elenco deu gosto de ver, já que todos mostraram porque foram selecionados, são eles: Robbie Amell, Stephen Amell, Aaron Abrams, Alex Mallari Jr., Glenda Braganza, Greg Bryk, JaNae Armogan, Kari Matchett, Laysla De Oliveira, Peter Outerbridge, Shaun Benson (I), Simon Northwood, Sung Kang, Lawrence Bayne, Jai Jai Jones e Martin Roach. Acho justo citar que os cenários futuristas com objetos de cena que dão um ar de modernidade, como o uso dos drones pelo sistema de segurança da cidade contra os mutantes e os figurinos da polícia robótica armada, além de dar um ar parecido com os filmes “Chappie” e “Distrito 9”, enriqueceram as cenas do filme criando um ambiente futurista provável. E claro, devo citar que os efeitos utilizados nos poderes dos super humanos foram bem produzidos visualmente, mesmo que para os mais críticos, não seja essa a opinião.

    Connor Reed (Robbie Amell) é um “elétrico”, nome dado aos mutantes com poderes de eletricidade, que vive com sua mãe (Kari Matchett). Ela trabalha num supermercado e sofre todos os tipos de humilhações de seu chefe, além de também estar doente e precisando de um tratamento fora do orçamento dos dois. Na luta diária de conseguir trabalhos dentro de uma sociedade que não abre as portas para os excluídos, Connor se depara com um problema maior, sua mãe é internada em estado grave em um hospital e além de ficar sem renda para o sustento da casa, o fato se torna o motivo dele se envolver com o telecinético Garrett (Stephen Amell) e sua turma de trapaceiros que vivem de furtos e crimes menores realizados sob a ordem de um traficante de drogas Marcus Sutcliffe (Greg Bryk). Garrett é quem dá aquela ajudinha para Connor desenvolver seus poderes e poder colaborar bastante com os planos da quadrilha. Na cidade de Lincoln, para tentar conseguir dinheiro e pagar o tratamento de saúde da sua amada progenitora, ele se envolve no mundo do crime e é perseguido por uma unidade da policia liderada pelos agentes Park (Sung Kang, o famoso Han da franquia Velozes e Furiosos) e Davis (Aaron Abrams) que os persegue o filme todo. Fora isso, ele também conhece uma das vítimas de Marcus, uma curandeira que aos olhos de Connor se torna uma esperança para resolver seu drama. É nessa rede de chantagens e ameaças, que os renegados, apesar de poderosos, se limitam a arrastar-se na escória do mundo do crime para sobreviver.

    Para conferir o filme, não alimente a expectativa de ver uma equipe com uniformes arrojados e com um padrão estilo X-MEN, o figurino é bem comum e quando eles resolvem entrar em ação, estão mais para bandidos do que mocinhos. O que é mostrado é o submundo do crime norte americano num cenário de um futuro próximo, que tanto o roteiro quanto a direção deixaram bem representado pela situação precária dos personagens em situações paupérrimas e com um caráter bem questionável. A fotografia do filme traz um ar de série de TV bem feita, daquelas que não vão além nos efeitos visuais, mas que concentram sua intensidade no enredo, criando dramas em torno da vida dos personagens. Para alguns, os atores não são dos melhores, para outros ficou na medida certa, na minha opinião ficou satisfatório, mas acredito que poderia ser mais explorado tanto no desempenho do elenco, quanto na história em si, apesar de ser agradável, eu senti que ficou faltando um “UP” que poderia elevar o nível da trama. Mas tiro o chapéu para a confiança dos primos Amell e do diretor Jeff Chan que acreditaram, executaram e colocaram nas telinhas dos cinemas e agora também em algumas plataformas um bom filme para o deleite de todos nós “quarentenados” de plantão com fome de entretenimento!

    Mas não para por aí a ousadia dos envolvidos no projeto de recurso próprio, já que agora está confirmado que um “spin-off” no formato de série já está encomendado pela plataforma Quibi com a finalidade de ter seu consumo pelo celular em episódios de curta duração. Para nós que estamos curiosos, a trama vai continuar anos depois dos acontecimentos do filme e vai mostrar o reencontro de Connor e Garrett que agora vão se unir no intuito de derrubar uma rede de corrupção policial e alguns ricos que estão assombrando a elite da sociedade da fictícia cidade de Lincoln. Sem data de lançamento, o anúncio da continuação de CODE 8 já foi jogado aos quatro ventos pela mídia e os fãs já estão empolgados. Além dos protagonistas, contaremos também como show runner, o diretor do filme que entrou também no projeto de continuação com a mesma coragem empenhada desde o curta lançado em 2016. Esse é um filme peculiar de super heróis que explora críticas sociais e mantém uma visão mais realista de uma possível visão do futuro da humanidade. Te indico e espero que goste como eu gostei, no mais é se jogar nas melhores produções que nossa “Mammy” está trazendo toda semana para nossa alegria! ADOROOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA

     

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    1. EdsonResponder

      Ia começar a assistir ontem😍