(Resenha) COLETIVO TERROR! 6 Contos, 6 sustos, 6 pulos! - Hospicio Nerd

BUUUUU QUARENTENAIADA DE PLANTÃO!! ASSUSTOU BEBÊ??? KKKKK

E vamo que vamo, que a vida não paraaaa!!! Nem o terror né gente e a mamãe NETFLIX sabe disso, não foi à toa que estreou no mês de março a nova série norueguesa “Coletivo Terror”! A ideia de um ônibus aterrorizante que funciona como um contador de histórias foi criada por Kjetil Indregard, o mesmo criador de Maniac, em parceria com Atle Knudsen.  Nessa primeira temporada a direção ficou por conta de Bård Fjulsrud, Håkon Briseid e Ida Håndlykken Kvernstrøm que de forma bem coerente e criativa deram vida para as 6 histórias, que logo após do seu lançamento na sexta-feira treze está entre os TOP 9 da plataforma. Além de todos esses maravilhosos, passamos a conhecer também um elenco de primeira: Ine Marie Wilmann, Bjørnar Teigen, Emma Spetalen Magnusson, Erlend Rødal Vikhagen, Benjamin Helstad, Harald Rosenstrøm, Dagny Backer Johnsen, Stig Amdam, Numa Edema Norderhaug, Ellen Bendu e Torfinn Nag,

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O interessante, como já disse anteriormente, é o fato desse ônibus aterrorizante funcionar como um contador de histórias. Logo no primeiro episódio, explorando a linguagem visual para narrar o propósito da trama, fica claro que o ônibus com certeza faz parte de uma dimensão fantasmagórica que é guiado por um motorista muito estranho e de olhar assustador que nos revela que somente através do retrovisor é capaz de se ver quem está dentro dele. Foi dessa forma criativa, que criadores, diretores e produtores encontraram para anunciar a história de cada episódio. E quando a câmera para exatamente no personagem “passageiro” que está envolvido no conto o babado acontece com tudo. Foi nesse momento que essa obra me prendeu, a maneira peculiar de abordagem me levou para uma maratona rápida pelos episódios entre 25 a 35 minutos cada.

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Revolvi falar por contos, assim como na série e acho que vai ficar atrativo. Um Grande Sacrifício abre as histórias trazendo uma família que se muda para sua nova casa em uma comunidade bem diferente das convencionais e claro com um pai e uma filha bem entrosados e uma mãe incomodada em ter que sair da área urbana e ir para o campo. Bem, a comunidade é realmente muito estranha e tem costumes e rituais na mesma linha. A confusão gira em torno desses dois mundos, um urbano e individualista e o outro rural e que parece estar bem fora da realidade com cultos e sacrifícios para os Deuses. Além dos humanos, tem também a interpretação fantástica do cachorrinho, que eu não poderia deixar de comentar né gente!

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O segundo episódio Três irmãos Loucos que gira em torno do personagem Erik, e que eu elegi como um dos melhores desta série, traz a temática esquizofrênica com uma dose de psicose impressionantes. O rapaz que acabou de sair de uma instituição de tratamento mental aos cuidados da mãe, recebe a visita dos irmãos e os três decidem partir para a casa de campo da família e festejarem a saída do irmãozinho mais novo do manicômio. É durante o trajeto da casa para a cabana que eles encontram Mônica, uma estudante de psicologia que segue com os três para a tal festa. O medo fica constantemente presente entre os quatro personagens e claro vai culminar em um ápice aterrorizante e ao mesmo tempo surpreendente. Amei o trabalho bem feito do ator que deixa tudo mais misterioso!

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Animado com os dois anteriores cheguei no terceiro episódio: Escritor do Mal. O começo te deixa meio que desconfiado de tanta coisa certinha sabe, mas no decorrer dos acontecimentos, parece que tudo se encaixa com o discurso do professor do curso de escritores que a personagem principal foi fazer. Olivia, uma daquelas moças certinhas que todos adoram e amam e que tem uma vida toda perfeita se vê dentro de um declínio progressivo que alcança picos aterrorizantes em pouco tempo. Daí em diante as coisas começam a ficar confusas e até mesmo sem nexo que nos levam a uma conclusão muito louca no final. A perseguição que sofre a estudante de escrita é tão grande, que você acaba pensando que mais um quadro criado pela mente dela ou mesmo que está com mania de perseguição. Mas a surpresa final nos tira da órbita com muita eficiência!

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Em Cobaias, o quadro é completamente diferente. em um clima meio Agatha Christie, um empresário da área farmacêutica em meio a um jantar de negócios descobre que seu projeto secreto foi roubado e friamente decide deter todos da mesa no mesmo ambiente fazendo com que todos passem por um momento constrangedor de revista e são obrigados a se despir para se inocentarem. Mas a coisa toda vai mais longe ainda, quando ele os tranca em uma caixa transparente e ameaça a todos para contar a verdade ou o grupo todo será eliminado. Momentos de tensão e medo fizeram com que os personagens deixem todos sem saber realmente quem foi o responsável pelo roubo. Aconselho a claustrofóbicos não assistem esse episódio! kkkkkkk

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Faltavam dois e eu me deparo com o título: A Escola Antiga. Pensei imediatamente, esse deve ser o episódio mais fraco. Me enganei novamente, a professora Sanna me prendeu com sua tentativa justa e incansável para conseguir descobrir mais sobre a história da nova escola que foi contratada. Carismática e bem típica, a moça novata na cidade descobre que a instituição foi reaberta após 40 anos de portas  fechadas. O tempo de reclusão chama sua atenção e curiosidade para saber a verdade sobre o que realmente aconteceu ali para que ficasse tanto tempo parada, qual seria a tragédia dali? Com um zelador assustador, uma dona de pensão onde ela alugou seu quarto e claro a imagem sobrenatural das crianças que fazem parte da trama passada na pequena cidade, a professora conseguiu me levar para um final que eu não esperava! Pareceu um mini-filme de terror gente!

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Para encerrar com classe e muito pavor cheio de surpresas e claro julgamentos errados: O Elefante na Sala. Pois é, o mundo animal veio com tudo em forma de fantasias encerrando a jornada do coletivo Terror e seus passageiros misteriosos. No último episódio tudo vira uma festa, e à fantasia! Um elenco intrigante todos fantasiados de animais da floresta se jogam em um show de interpretação que eu assumo ter me confundido para conseguir identificar quem era o vilão e quem não era. Através da visão investigativa dos dois novatos da empresa para descobrir o que aconteceu no acidente com uma funcionária da empresa . Você se perde com a acusação de bullying e fotos comprometedoras com a acidentada. O episódio poderia ter sido mais intenso ao meu ver, mas serviu para aliviar a tensão vivida nos anteriores!

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O trajeto do Coletivo veio bem recheado de terror norueguês e claro me deixou com vontade de ver mais episódios, mas o jeito é aguardar para ver se teremos uma segunda temporada de histórias de terror numa visão diferente das que estamos acostumados a ver, não é verdade? Corre lá e confere e depois me conta aqui o que achou Tuxas e Tuxos! ADOROOOO #CHOCOBJS

 

 

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