{Resenha} Curon! Tudo em dobro na Mamma miaaa! - Hospicio Nerd

INHAIMMMMM TUXOS E TUXAS!

Agora dá para gastar o italiano e falar que está “tutto piegato in mamma NETFLIX”, e com certeza é em dobro que o sucesso é garantido! Curon, que é uma produção italiana chegou no dia 10 de junho no nosso streaming favorito e depois que eu vi os 7 episódios de aproximadamente 50 minutos já me deixou com o gostinho de quero mais! Criada por Ezio Abbate, Ivano Fachin, Giovanni Galassi e Tommaso Matano para nossa mamãe, tem direção impecável de Fabio Mollo e Lyda Patitucci que trouxeram um clima ambientado em cores de tons mais frios e um ar de suspense que a princípio nos causa a mesma sensação que tivemos ao assistir a tão comentada “Dark”.  Seguindo o mesmo ritmo e apostando em projetos internacionais de temáticas bem variadas que possui um tipo de abordagem misturando um pouco de suspense com a vida real que envolve adultos e adolescentes em diferentes países e seus costumes e cultura faz com que nossa plataforma preferida nessa quarentena consiga cada vez mais acessos e assinantes. Para quem viu essa primeira temporada já não aguenta mais de ansiedade para saber se vai ou não ter a segunda para nossa alegria, já que para anunciar o projeto de continuação com certeza primeiro eles vão olhar o resultado do lançamento da série.

O elenco de primeira com certeza é o que garante de forma bem clara que vai ser um sucesso, contando com Valeria Bilello, Luca Lionello, Frederico Russo, Juju Di Domenico, Giulio Brizzi, Margherita Morchio, Anna Ferzetti, Alessandro Tedeschi, Max Malatesta, Luca Castellano e Maximilian Dirr, muito bem escolhidos por Marco Matteo Donat e Gabriella Giannattasio, dando para notar que a química entre os atores rolou de maneira bem agradável. Os gêmeos interpretados por Frederico e Margherita dão as pistas de um bom trabalho de direção, o estilo espontâneo de interpretação foi enriquecido por Mollo e Patitucci de tal forma que se torna gostoso de se ver, principalmente pela maneira que os dois atores conduziram a intimidade familiar e os pequenos detalhes de reciprocidade no desenrolar dos fatos, isso mostra que os novos talentos são bem vorazes quando se trata de conquistar um lugar dentro do espaço cultural técnico. Outro ponto positivo é a presença de feras como Valeria Biello, Luca Lionello, Anna Ferzetti e Alessandro Tedeschi dentro do elenco, o contraste das atuações de nomes do mundo artístico italiano com a galera nova e os atores mais acostumados com arte cinematográfica fez da série uma interseção entre o mundo dos palcos com as gravações para edição a serem exibidas nas telinhas. Como já disse tudo é dobrado e graças a excelente interpretação de Luca Castellano o tema ficou bem enfatizado com eficiência, já que o personagem dele parece ter personalidades bem opostas.

A história já começa dezessete anos depois dos acontecimentos bem trágicos que obrigaram Anna, uma jovem com toda a vida pela frente, a fugir da cidade de Curon, não só o fato de tantas coisas ruins acontecendo umas atrás das outras, mas também pelo fato de conviver com o suicídio da própria mãe. Após sua fuga ela retorna a sua cidade natal com seus filhos gêmeos adolescentes Mauro e Daria, e daí em diante é aos poucos que vão surgindo os detalhes sobre o passado que levou as decisões da personagem de partida do enredo. A maldição pela lenda mitológica dos doppelgângers, ou melhor os duplos, ou sósias, datada de vários séculos atrás., uma cidade antiga submersa embaixo d’água por culpa dos “Raina” família dos gêmeos e para completar o babado, quando os sinos da velha igreja tocam somente para algumas pessoas e é a hora em que muitos sentimentos reprimidos dos moradores se mostram de formas diferentes. Mas não fica só nisso, as coisas começam a piorar à partir do momento que sendo obrigados a morar com seu avô, os gêmeos também tem que desvendar o desaparecimento misterioso da sua mãe nas montanhas. Não vamos deixar os dramas e assuntos abordados de lado e vamos dar ênfase para a história das famílias da cidade de Curon e o convívio dos jovens no ambiente escolar tumultuado do interior da Itália. Agora é descobrir o que o futuro reserva para esses personagens, em dobro ou não!

Arrasou demais a produção de Marco Cohen, Fabrizio Donvito e Benedetto Habib ao se mostrarem  completamente hábeis para destacar o projeto, para começar filmagens da série foram realizadas na verdadeira cidade de Curon Venosta que está localizada na região do Trentino-Alto Ádige na província de Bolzano e locações vizinhas na mesma região, ou seja já arrasou na originalidade mostrando os ambientes naturais provincianos que somente enriqueceram a produção visual. A direção de arte arrasou na edição com cortes bem feitos e imagens com sobreposições perfeitas, além das cores neutras dentro de ambientes “cleans”. Os queridinhos se esbaldaram com os efeitos especiais para mostrar a duplicidade dos personagens, ou seja os atores em boa parte tiveram que trabalhar dobrado fazendo dois papéis ao mesmo tempo. Mil pontos a mais com a direção de som de Patrick Bruttomesso que traz muitos sucessos eletrônicos mesclados com a musica contemporânea do seculo 21, fora o clima muito bem criado por ele nas partes em que os jovens se divertem nas festas da escola que traz uma imagem bem “rave” para a história. Os figurinos são clássicos da região que diga-se de passagem tem a influência de uma das maiores capitais da moda mundial, “Milão”, desse ponto de partida dá para ver que tem classe e estilo. Cenários e objetos de cena se intercalam com o presente e o passado de forma pitoresca, mostrando desde os recursos mais tecnológicos como drones até as famosas cabanas e casas abandonadas da região. Curon é um show de recursos em conta que podem garantir mais lucro no final das contas do que gastos.

Para completar tudo, como nos últimos dias, o investimento nesse tipo de série de suspense que envolve lendas urbanas e histórias de terror folclóricas transformadas em um delicioso thriller psicológico que se move entre laços de familia e segredos que sendo desenterrados aos poucos criam um clima favorável a tramas místicas. O enredo foi forte o bastante para nos manter vidrados do começo ao fim da primeira temporada e falo até que se a série não tiver uma continuação, não teria problema algum, já que os envolvidos no projeto souberam criar um “final de sentido duplo” muito favorável a tudo que aconteceu durante a trama. Temos que dar a ressalva para o tratamento de assuntos sociais que devem ser mostrados cada vez mais claramente para todos e mesmo numa história de ficção tem como se mesclar esse tipo de abordagem, como fizeram em Curon. Bem, acredito que agora é h ora de você se jogar confortavelmente e conferir os 7 episódios de mais um “BAFÃO” estrangeiro da nossa “Mamma”! ADOROOOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER

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