{Resenha} Dark! Vai acabar em 27 de junho de 2052? - Hospicio Nerd

INHAIMMMMMMMM TUXOS E TUXAS DE TODAS AS DIMENSÕES

Mammy arrasando como sempre e não nos deixando no vácuo com um nó no tempo, trouxe no último dia 27 de junho o Apocalipse mais amado nesses tempos, agora é hora de mergulhar no universo de DARK! Acho que todo mundo ficou meio que a ver pirilampos no último episódio da segunda temporada com a tentativa vã de Jonas (Louis Hoffmann) em salvar sua amada Martha (Lisa Vicari) que acabou sendo assassinada por Adam. Mas com certeza o que mais deixou todo mundo sem entender nada, foi o fato de uma outra Martha aparecer e deixar claro que ela não era de outra época e sim de outro mundo! Pois é amadinhos, esse é o babado que move a terceira e última temporada dos criadores Baran bo Odar e Jantje Friese da mais complexa e assistida série alemã no streaming mais preferido nos últimos tempos. Agora é hora de nós todos juntinhos começarmos a desfazer as teorias e finalmente entender tudo que foi criado nessa obra prima que nos fez usar muito raciocínio!

Fonte: Netflix / Divulgação

Em duas temporadas, “Dark” fez seu papel ao criar uma espécie de teia complexa e cheia de mistérios que envolveu viagens no tempo, mortes e desaparecimentos misteriosos, personagens mergulhados em dramas e dores geradas no passado, no presente e no futuro, tudo dentro de um mundo onde o protagonista Jonas ou Adam está por trás de tudo. Imagina o trabalho que deu dar um fim com méritos para tudo isso, me curvo perante a imaginação fantástica de todos os envolvidos nesse projeto. Winden, a pequena cidade onde tudo acontece nunca foi tão pronunciada nas várias versões dos mundos que envolvem os personagens intensos da série e para completar desde o primeiro episódio já que fica claro que agora são dois mundos paralelos que nos levam a pensar quantos mais devem existir por trás disso tudo. Vou me ater a falar sobre o que acontece no futuro, mas não vou deixar de mencionar que nessa temporada novos tempos do passado como o ano de 1888 veio como um acréscimo que nos ajuda a entender o futuro de todos. Com tanta informação vamos compreender que Adam e Eva, como no quadro na parede da sala queimada, são os responsáveis pelos dois mundos distintamente e que o ar sombrio da série acompanha os personagens para onde forem e garanto a todos que esse clima é bem mais denso e vazio no ano de 2052, onde a Martha do mundo de Eva se depara com seu eu mais velho presa no bunker rodeada de anotações. Isso nos leva a uma conclusão básica que vai ajudar a compreender tudo que está acontecendo, Jonas já consciente da sua própria realidade, agora vai tentar ajudar Martha a compreender a dela.

Fonte: Netflix / Divulgação

É empolgante quando você ouve a música Goodbye de Apparat feat Soap & Skin na abertura de cada episódio, o coração até dispara não só pela curiosidade, mas por ser emocionante e arrepiante desde a abertura. Depois de quebrar a cabeça nas duas temporadas anteriores e querer que tudo se resolva de uma maneira prática, nós abraçamos o enredo com uma nova perspectiva, dando a sensação que estamos vendo uma daquelas trilogias fantásticas que fazem parte do mundo da sétima arte. A produção é tão impecável na escolha da trilha sonora, das locações, dos figurinos, dos objetos de cena e da caracterizações de época que temos a sensação de estar viajando no tempo com os personagens, tirando fora a edição perfeita que contem cortes e efeitos bem modernos. O futuro apresentado varia entre o desolamento da cidade deserta sem mais nada vivo e a realidade de um Adam e uma Eva mais velhos liderando os acontecimentos que possam desatar o nó que pode resolver tudo. Agora nesse multiverso cheio de mais informações, temos os atores se desdobrando e fazendo cenas “double role” ou papéis duplos separadamente ou até mesmo se encontrando, e confesso que ao assistir não vi falhas nas filmagens. Dark traz teorias de teor quântico que possivelmente serão estudadas pela ciência uma hora dessas, a comprovação disso é quando Eva explica para Martha sobre a “alavanca” no looping do tempo que acionada no momento certo gera um intercambio entre os dois mundos paralelos até então propostos nesta temporada.

Fonte: Netflix / Divulgação

Não é apenas chegar e falar do futuro de toda a história, é começar a entender as várias incógnitas que regem todo o enredo. Nos primeiros episódios para quem tem mais dificuldade de assimilar eu aconselho assistir duas vezes antes de continuar para conseguir se acostumar com as cenas dos dois mundos intercalando suas histórias. O aparecimento de alguns personagens como o trio formado por uma criança, um adulto e um velho nos deixa com a pulga atrás da orelha até o final, principalmente quando vemos tudo que os três vão fazendo nos diferentes tempos dos dois mundos. A contagem regressiva para o apocalipse se mantem ativa no plano A e no plano B direcionando nosso raciocínio para o símbolo do infinito que possui uma interseção que podemos chamar de ponto de realidade, dando a impressão que estamos vendo um nó que pode ser desfeito e que levará todos a um final feliz. Mas o que se nota é que também existe um mistério e uma possibilidade mais além do que pensamos, será que esse nó desatado também não poderia levar a todos a um terceiro mundo? O tempo favorável para as explicações devidas estão alinhadas entre os anos de 2019 e 2052, onde todas as decisões tomadas irão influenciar no passado dos nossos amadinhos de Winden. A existência de dois mundos regidos pela luz e pela escuridão é o que faz a trama ficar melhor ainda, principalmente quando chegamos no sexto episódio Luz e sombra onde a Eva deixa bem claro como uma dica para o que vai acontecer: Toda escuridão precede a luz e toda morte precede uma vida!

Fonte: Netflix / Divulgação

Tudo gira em torno da conhecida, em muitos lugares e religiões, como “Os Círculos da Existência“, a triquetra , que é um símbolo que representa uma ordem de três acontecimentos que se complementam e não podem existir isoladamente, visto que um é consequência do outro e é também a finalidade dos outros dois, nos mostrando que a existência de três teorias sempre nos leva um ponto em comum. Como citado várias vezes nos episódios, tudo parece ser uma falha da Matrix, exatamente meus lindos, aquele filme australo-estaduniense de 1999, dirigido por Lilly e Lana Wachowski e protagonizado por Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie-Anne Moss. Cito novamente as palavras de Eva: O começo é o fim e o fim é o começo, toda a conexão em mundo também deve ser fechada no outro, tudo está conectado, na luz e na sombra! O que amplia a nossa compreensão é o entendimento da dualidade dos pensamentos e a aceitação de que há sim outras dimensões a serem consideradas, mas entender isso que estou falando você precisa se embrenhar no mundo desta série que é simplesmente fantástica e super inteligente. Depois de me deliciar com tamanha ousadia e uma visão bem futurista sobre a vida. Mammy Netflix só tenho uma coisa pra te dizer: A gente fica perfeito junto, nunca duvide disso!

Deixe seu Comentário

Este artigo não possui comentários