{Resenha - Especial #PrideMonth} Carol! Um amor delicadamente forte! - Hospicio Nerd

INHAIMMMM TUXOS E TUXAS, CAROLS AND BOBS! KKKKKK

Deliciosamente você se depara, claro que não ia deixar de sair do meu nicho para falar dessa obra prima de 2015 que você vai encontrar na nossa Mammy NETFLIX “with pride baby”! “Carol” tem a ternura necessária para trazer esse tempero picante e límpido, ardente e doce para o nosso deleite nesse especial pride for quarantine! O diretor Todd Haynes fez tudo na medida certa e caprichou na receita para replicar a história de amor de duas mulheres em plenos anos 50 nos Estados Unidos, baseado no livro “The price of salt” de Patricia Highsmith escrito em 1952 e que também assinou o roteiro ao lado de Phyllis Nagy. Além de ter sido exibido no festival de Canes, teve também 5 indicações para o Globo de Ouro e claro a indicação ao Oscar para melhor atriz para Rooney Mara. Vamos saber mais sobre esse mundo de detalhes sutis que fazem desse filme uma boa pedida em todos os sentidos, um sucesso imperdível, como diz o ditado, sensual sem ser vulgar, mas com uma certa explosão de prazer, amor e um clima ardente daqueles!

Um elenco extenso gira em torno da história das duas personagens interpretadas por Cate Blanchett e Rooney Mara, formado por jake Lacy, Kyle Chandler, Sarah Paulson, Amy Warner, Anita Farner Bergman, Annie Kalahurka, Ann Reskin, Bella Garcia, Blanca Camacho, Carrie Brownstein, Christine Dye, Chuck Gillespie, Colin Botts, Cory Michael Smith, David Kettlehake, Dennis Graig Hensley, Erik Sternberger, Giedre Bond, Greg Violand, Jeremy Parker, Jerry Gallagher, Jim Dougherty, Jim Owens, John Magaro, Kay Geiger, Ken Strunk, Kevin Crowley, Kk Heim, Kurt youchum, Lance Brock, Liberty Fraysure, Lizzy Leigh, Michael C. Potter, Michael Haney, Michael Loos, Michael Ward, Mike Dennis, Misty M. Jump, Nathaniel Grauwelman, Nik Pajic, Pamela Evans Haynes, Philip Krinsky, Rileigh McDonald, Robert Alan Wlaker, Robert Gerding, Ryan Wesley Gilreath, Sadie Heim, Steven Andrews, Tanya Smith, Taylor Frey, Trent Rowland, Wendey Lardin e Zander Kaufer.  E mesmo com tantas pessoas, o trabalho para dar vida a uma realidade bem complicada para o amor de duas mulheres dos anos 50 fazem com o que o diretor Haynes ganhe méritos por construir um mundo cheio de delicadas sutilezas que fazem um simples toque ou olhar ou toque sem nenhuma extravagância falar mais do que uma página inteira de diálogos. Esse clima ameno vai ganhando força e ficando cada vez mais à flor da pele trazendo todos os sentimentos contidos por medo do preconceito da sociedade da época. Fora a excelente atuação da nossa amada Sarah Paulson vivendo com tamanha maestria a melhor amiga de Carol, Abby Gerhard, que é aquela fiel escudeira que a ajuda encobrindo as possíveis situações que possam complicar a vida da sua melhor amiga e ex affair.

Fonte: Netflix / Divulgação

Uma bela jovem, Therese Belivet (Rooney Mara) trabalha como atendente numa seção de brinquedos de uma luxuosa loja de departamentos em Nova York dos anos de 1950. Ela atende a cliente Carol Aird (Cate Blanchett) que é aconselhada pela atendente na escolha do presente de Natal de sua filha. A loura fatal e super insinuante que está se divorciando do seu marido Harge (Kyle Chandler), através de olhares e gestos delicados e silenciosos parece ter conquistado a bela Therese. Indo contra todos os preconceitos e atitudes ignorantes da época dentro do espectro homossexual, que era considerado uma imoralidade e que é usado como obstáculo para que Carol consiga a guarda da sua filha. Nessa realidade tão difícil de não poder ser quem você realmente é para se proteger da incompreensão e raiva alheia, o único jeito é dissimular os sentimentos, trejeitos e demonstrações afetivas, fazendo com que somente através de uma investigação particular e uma certa intimidade que a verdade dos relacionamentos do tipo eram reveladas. O marido Harge devido a perseguição que realiza contra a própria esposa acaba por impedí-la de passar o Natal com a filha, e a esposa desolada e solitária convida Therese a partir com ela em uma viagem pelos Estados Unidos, crescendo assim o relacionamento e a intimidade entre as duas mulheres em um romance lindo e cheio de toques delicados que culminam numa história de amor verdadeira.

Fonte: Netflix / Divulgação

A produção maravilhosa de Christine Vachon, Elizabeth Karlsen e Stephen Woolley não tem como ser discutida ou mesmo criticada. Dá para começar falando das locações e do clima certo ambientado, acredito que foram tão meticulosos que esperaram a estação do ano certa para fazerem as filmagens, os lugares escolhidos ganharam uma beleza natural, já que até mesmo a iluminação e ambientação foram bem naturais. Outro item fabuloso foram os objetos de cena, acessórios e figurino geral usados, as mesas, cadeiras, móveis, tudo foi muito bem escolhido. O início do filme parece te levar para dentro de uma daquelas produções de hollywood do período só que bem colorido. As roupas dos personagens tem um grau de requinte dentro da moda dos anos pós guerra e suas consideradas modernidades introduzidas no período. Dá para sentir o clima sentimental e o processo progressivo do desenvolvimento da relação de Carol e Therese com a presença da bela trilha sonora assinada por Carter Barwell que escolheu muito bem os sucessos do período que se encaixaram para dar vida ao romance peculiar de Highsmith, sabendo valorizar e respeitar os silêncios necessários para os importantes momentos detalhistas. As empresas Bir Film, The Weinstein Company, Number 9 Films Ltd., Killer Films e Mares Filmes que é a distribuidora brasileira, formam o grupo por trás desta super produção que merece nossa admiração e que agradou tanto os críticos.

Fonte: Netflix / Divulgação

Sem sombra de dúvidas temos uma construção psicológica das personagens envolvidas muito bem implantada e que ainda oferece ao espectador uma recriação elegante dos anos 50, fazendo a ambientação de uma história de amor poderosa e cheia de sutilezas que representa um sentimento presente, que além de estar durante toda a história da humanidade, ficou tão bem retratado pela consciência das limitações impostas pela época. É um prato cheio de entrelinhas como um livro, e claro se essa foi a intenção de todos envolvidos na proposta, o resultado foi mais do que positivo, podemos considerar o filme com uma obra prima, um livro que vai sendo lido através das imagens mostradas na telinha. Estamos ligadinhos nesse movimento de inclusão social tão necessário, o diferente sempre foi considerado peculiar, mas talvez tenha passado pelas várias transformações sociais durante os tempos acabando por abafado e sufocado pelas convenções sociais dos diferentes lugares e povos, mas que agora não está mais calado e vem através de um grito mundial nos dizer e mostrar que está aqui e não tem a intenção de partir, vamos todos inovar e crescer como seres humanos, essa mensagem não está somente no filme CAROL, mas em todos os indicados desse mês no site! Então corre e confere logo, depois me conta táaa! #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER

 

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