{Resenha} Estado Zero! - A imigração da Austrália me fez chorar rios! - Hospicio Nerd

INHAIMMMMMM TUXOS E TUXAS, ME DÊ A MÃO E VAMOS CRUZAR AS FRONTEIRAS DA JUSTIÇA!

E pronto gente, a nossa Mammy Netflix mostrou que sabe muito bem  o que faz, que tem sabe da importância de conscientizar todos com assuntos reais e atuais e colocou à nossa disposição a mini-série: Estado Zero, que tem o título original de Stateless! A saga australiana que trata da imigração de refugiados e várias outras pessoas estreou no dia 08 de julho na nossa Mammy e com certeza sem sombra de dúvidas, promete abalar os sentimentos e conceitos do público que vai ter essa experiência tão real de diferentes visões de uma mesma situação que podemos chamar de catastrófica. Tem sua história baseada nos fatos ocorridos com a cidadã alemã-australiana Cornelia Rau, que ao tentar fugir de um culto religioso, abandonou o cargo de aeromoça e acabou desta forma presa por 10 meses num centro de detenção de imigrantes ilegais na Austrália. lembrando que nós do HN não damos spoilers e sempre seremos imparciais para sua opinião, ou seja, é você quem decide se VALE ou NÃO VALE a pena ver o que estamos resenhando táaaa! Vem comigo e vamos entrar no universo dessa mini-série feita por encomenda para a Netflix!

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A história de autoria de Elise McCredie e Belinda Chayko teve a direção incrível a três mãos da própria Elise ao lado de Tony Ayres e da maravilhosa Cate Blanchett, a qual se juntou aos amadinhos Sheila Jayadev, Tony Ayres, Paul Ranford, Andrew Gregory, Andrew Upton,  Liz Watts e além da autora, se associaram as empresas Dirty Films, Australian Broadcasting Corporation, ABC TV, Screen Australia e Matchbox Pictures assumindo uma super produção baseada em fatos reais que promete acrescentar opiniões e novos conceitos nessa visão tão próxima da realidade de fronteiras. O elenco bem extenso formado pelos atores Yvonne Strahovski, Jai Courtney, Asher Keddie, Fayssal Bazzi, West Dominic, Cate Blanchett, Marta Dusseldorp, Darren Gilshenan, Kate Box, Maria Angelico, Rachel House, Phoenix Raei, Clarence Ryan, Helana Sawires, Rose Riley, Claude Jabbour, Soraya Heidari, Dan Spielman, Simone Annan, Syd Brisbane, Majid Shokor, Ewen McMorrine, Stephen Tongun, Kwame N. Kamara, Sarah Peirse, Mitchell Butel, Chum Ehelepola, Vince Poletto e Elise McCredie completam o serviço perfeito realizado pela direção de casting. Fotografia perfeita e bem realista, locações bem próximas do cenário real vivido nas prisões de migração, figurino bem detalhado assim como os objetos de cena, nota-se isso ao podermos ver os antigos celulares em uso na época. A montagem ficou tão perfeita, que os cortes são o método narrativo utilizado para explicar o enredo intenso, para completar essa sintonia maravilhosa a trilha sonora ficou de primeira, numa mistura de musicas de várias nacionalidades, inclusive temos que elogiar a ideia fantástica de utilizar da sonoplastia feita dentro das próprias cenas.

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A história baseada em fatos reais de quatro completos desconhecidos que têm seus destinos cruzados num centro de detenção para imigrantes ilegais, situado bem no meio do deserto australiano e seus dramas pessoais, nos traz uma aeromoça, Sofie Werner (Yvonne Strahovski), que além de demonstrar alguns distúrbios emocionais ainda está fugindo de um culto de autoajuda devido alguns acontecimentos e ameaças, um refugiado afegão, Ameer Dominic (Fayssal Bazzi), que, junto de sua esposa e suas filhas foge para a Austrália numa busca por melhores condições de vida, acaba se perdendo no meio do caminho de sua esposa e filhas ficando sem saber o destino delas, um encarregado de segurança, Cam Sandford (Jai Courtney), que após conseguir um emprego bom no estado e melhorar a qualidade de vida dele e da sua família começa a ficar abalado com a violência em seu trabalho na prisão da Migração do estado e por fima uma diretora e burocrata, Clare Kowitz (Asher Keddie), que após ter terminado seu casamento assumiu a direção do centro de detenção de Buton acaba vendo sua imagem envolvida num escândalo nacional pela mídia. Nessa confusão toda ao acompanhar cada um deles é que descobrimos que todos acabam sendo vítimas do sistema cruel de imigração, mostrando os dois lados da visão dos dramas apresentados no decorrer dos fatos.

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De cara já quero falar do trabalho perfeito do que eu posso chamar de primeiro bloco, onde acompanhamos a história turbulenta da aeromoça Sofie, que ao escapar de um culto muito louco de auto ajuda, que tem Blanchett fazendo o papel de Pat, uma cantora e dançarina que faz parte do projeto de auxílio para pessoas com transtornos, também tem problemas mentais que beiram aos sintomas de esquizofrenia. Yvonne simplesmente arrasou na sua atuação, a princípio ficamos meio perdidos, mas no decorrer dos episódios nos pegamos várias vezes sendo tocados pela sensibilidade da personagem que teve toda sua sensibilidade criada e externada pela atriz, que com certeza fez o melhor de si. O babado todo que acaba levando a aeromoça para o centro de detenção nos mostra também a capacidade de uma pessoa com problemas psicológicos é capaz de fazer quando ela assume a identidade falsa de Eva Hoffman, conseguindo fingir até mesmo um falso sotaque alemão ao falar.

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Os outros dramas parecem estar envolvidos todos no mesmo lugar, mas antes de falar deles precisamos entender a triste história de Ameer e sua família, que só consegue ter noticias de sua mulher e filhas depois do segundo episódio. Ao chegar no centro de detenção fica mais perdido do que tudo, e acaba dando de frente com o novo funcionário Cam e da diretora Clare. O novato tenta agradar a todos ao entender que aquele lugar numa é uma prisão e sim um centro de auxílio que pode ou não liberar a entrada daquelas pessoas em seu país, mas que acaba por se decepcionar ao entender que não era nada daquilo que havia imaginado. A diretora que tenta de todas as formas manter seu emprego e através de uma obediência muito disciplinada ao governo, mas que a cada instante vai se deparando com uma situação pior que a outra, fato que abala de tal forma sua opinião sobre tudo, mostrando que não somente os refugiados sofrem no contexto. Mas, tudo isso reúne Ameer, Cam e Clare em uma rede de intrigas e mentiras necessárias para manter a sobrevivência.

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Estado Zero traz uma realidade, uma forma de mostrar que apesar de tanta modernidade e conceitos refeitos em nossa atualidade, ainda existem falhas grandes nos sistemas de imigração de alguns países de tal forma que causam vários problemas, tanto judiciais, quanto psicológicos para essas pessoas detidas pelos sistema de imigração! Claro que devemos ver essa mini-série de 6 capítulos com olhos críticos e entender o conceito de que acontecimentos como esses que são mostrados através dessas megas produções que tem a intenção de mostrar que a verdade deve ser dita e investigada com todo carinho para que a injustiça seja combatida e erradicada! Vai lá se joga e me conta tudo que você achou a respeito dessa nossa indicação, já estou curioso para saber táaaa! ADOROOOOOOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER #MARMOTAANDO

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