{Resenha} Freaks, um de nós! - Descubra qual o seu poder! - Hospicio Nerd

INHAIMMMMMM TUXOS E TUXOS QUAIS DE VOCÊS TEM SUPER PODERES? HEINN!!!

Imagina só se você descobre da noite para o dia que você possui super poderes, é assim também que acontecem as coisas na nossa Mama, já no dia 02 de setembro estreou um babado daqueles que só de ver o trailer você já quer ver o filme, é assim, de uma vez que Freaks, um de nós (Freaks, du bist eine von uns) chegou arrebentando tudo. A produção alemã já está meio que nos dizendo que a Netflix está se empenhando muito depois dos sucessos dos trabalhos alemães como Dark e o mais novo sucesso que já vai ganhar renovação Biohcakers, meu bem isso já deixa os cabelinhos do braço arrepiados, mas a aposta continua sendo bastante válida e com certeza todos nós apoiamos essa postura e queremos cada vez mais. Sempre deixando bem claro, que nós do HN não damos spoiler e sempre seremos imparciais para sua opinião, porque aqui meu bem é você quem decide se VALE ou  NÃO  VALE a pena ver o que estamos resenhando táaaa! Agora que você já está ciente, vamos acompanhar as descobertas de Wendy e o resultado de todas as suas escolhas!

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A direção de Felix Binder e o roteiro de Marc O. Seng foram muito bons, pois é, quem diria que os alemães teriam tanto destaque durante essa pandemia com essas produções todas que estão chegando no nosso streaming favorito. Com produção de Maren Lüthje e Florian Schneider, direção de fotografia de Jana Lämmerer, Supervisão de efeitos especiais de Max Stolzenberg e edição de Sven Müller associados a PSSST! em co-produção com a Netflix e Das Kleine Fernsehspiel resultou num bom trabalho junto da interpretação do elenco escolhido a dedo por Stephanie Maile formado por Cornelia Gröschel, Wotan Wilke Möhring, Tim Oliver Schultz, Nina Kunzendorf, Ralph Herforth, Frederic Linkemann, Gisa Flake, Finnlay Berger e Thelma Buabeng. Além da excelente produção não para deixar de ressaltar a trilha sonora, isso mesmo, o filme atrai um público bem diverso, só de começar ao som de Roxette com Listen to your heart já somos acometidos de uma vontade louca de ver o que vai rolar. E claro, não ia deixar de falar que os efeitos especias do filme ficaram excelentes, como a ideia não é fazer um filme de super herói estilo norte-americano, tudo ficou na medida certa para o contexto.

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Já classificada de cara como comédia de humor negro o filme alemão Freaks, um de nós conta a história de Wendy (Cornelia Gröschel) uma jovem mãe da classe média trabalhadora que depois de um encontro estranho com um suposto morador de rua Marek (Wotan Wilke Möhring), que fala com ela a frase Ai, você é uma de nós pede em seguida pra ela parar de tomar seus remédios. Numa sequência de acontecimentos estranhos ela decide parar com os tais comprimidos azuis que tomou por anos e percebe que eles suprimiram os seus super poderes latentes. Não para por ai, porque da mesma forma que ela entende essa lógica ao investigar sobre seu passado depois de sua consulta com a psiquiatra Esther, ela acaba descobrindo que o seu colega de trabalho, Elmar (Tim Oliver Schultz), também é um dos pacientes que tomam o mesmo remédio e possui poderes especiais. Formando uma equipe na intenção de descobrir a verdade e tornar o mundo melhor, a pergunta íntima que ela e seus amigos terão que responder é o que eles farão com os seus novos poderes! Numa sequência de escolhas bem diferentes de cada um dos personagens, o enredo nos leva para um universo heroico mais próximo da realidade.

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A ideia não é trazer um enredo desses comuns de super herói, acho que está mais voltado para um dark heroe com histórias reais e conflitos inseridos dentro de uma possível realidade que trata várias divergências como o bullying, o desprezo familiar, dentre outros problemas sociais que fazem parte do nosso dia a dia. É interessante a abordagem da obra em questionar o que você faria se tivesse poderes, já que mostra essa temática de maneira mais adversa sem se prender a um padrão certinho desse tipo de história, fazendo seus personagens tomarem caminhos e escolhas erradas também. Numa mistura de senso de justiça e muita auto-confiança, o filme revela que talvez não seja muito fácil e tão legal ser o responsável por possuir poderes, você pode acabar entrando em situações complicadas achando que está fazendo o certo e na verdade está infligindo várias leis. Mas temos que convir que muitas coisas que acontecem na vida da dona de casa poderosa acontecem para melhorar seu padrão  de vida, desde sua casa até o trabalho.

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O interessante que também é mostrado é o universo de três desses humanos com capacidades especiais, cada um dentro do seu espectro social conturbado, no caso de Wendy seria apenas resolver os seus problemas familiares, mas no caso de Elmar, o caso é mais complicado, o moço é desprezado pelo pai e sua madrasta de tal forma que parece estar sozinho em sua própria casa, o que já nos mostra que ele é um possível problema.  Já no caso de Marek, a história é bem diferente, fugitivo procurado pela clínica de internação para doentes com problemas mentais, ele vive escondendo e mantendo seus poderes em segredo para não ser capturado e mantido na prisão os falsos loucos ou freaks. Esse é um tema bastante interessante, ao mostrar a incapacidade do ser humano em lidar com o diferente, o que o leva a tentar controlar algo que muitas vezes ele não tem total conhecimento e mesmo sendo uma obra de ficção isso confirma o péssimo comportamento da humanidade com o desconhecido.

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A produção ficou tão boa que ao assistirmos o filme temos a impressão que nada é tão fantástico, exceto nos momentos que os super poderes são mostrados pelos personagens protagonistas. Foi uma escolha perfeita mostrar os conflitos, as dificuldades, o medo e desvalorização pessoal dentro do própria trabalho vividos pela dona de casa Wendy e o universo paralelo dos seus companheiros que também possuem poderes suprimidos pela medicação da psiquiatra Esther. A medida que vamos assistindo vamos ligando os fatos e entendendo que existem muito mais pessoas na mesma condição dos protagonistas enfrentando todos os problemas e que se encontram também em condições bem complicadas já que estão presos na clínica e sendo medicados para controlar seus poderes. O enredo de Marc O. Seng é bem sugestivo, mesmo se tratando de um mundo surreal, aborda questões que trazem o diferente sendo tratado como não considerável dentro dos padrões sociais estipulados sem trabalhar com profundidade e atenção devidas essa situação atípica.

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Para finalizar tudo isso, temos que considerar que o filme tem muito a nos acrescentar dentro de uma visão que foge dos filmes comuns de origem de super heróis e com certeza nos deixa com um gostinho de quero mais no final, ou seja, dá vontade de ver uma continuação mostrando como foi direcionada a decisão dos personagens perante essa descoberta. Só agradecemos a nossa Mama por esses mimos que ela tem nos trazido proporcionando a prática do raciocínio que nos leva a analisar a situação de uma forma mais concreta fazendo com que possamos aplicar esses conceitos ao nosso redor dentro dos padrões de vida que consideramos normais. Agora é hora de você correr na plataforma com seu balde de pipoca, colar o bumbum no sofá e conferir mais um lançamento delicioso nessa pandemia, mas não esquece, depois volta aqui nos coments e me conta tudo o que você achou! Simples assim! ADOROOOOOOOO #CHOCOBJS #MARMOTANDO 

E agora todo domingo as 14:00 horas no IG TV do @marmotinhabh temos as LIVES MARMOTANDO com Hospício Nerd, apresentada por euzinho e por @lisbragaoficial dando dicas das plataformas NETFLIX, AMAZON PRIME, falando de Masterchef Brasil 7ª Temporada e trazendo convidados maravilhosos! Vem com a gente e se jogaaaaaa! #CHOCOBJS

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