{Resenha} Hollywood! O show já está no ar! - Hospicio Nerd

INHAIIMMM TUXOS E TUXAS DO MEU HOLOFOTE!!!

Mais do que nunca eu reverencio a minha amada Mammy NETFLIX e sua capacidade audaciosa de saber o que exibir na sua plataforma! O luxo de “HOLLYWOOD” estreou no dia do trabalho (01-05) e chegou para causar com certeza! A dupla de criadores e roteiristas Ian Brennan e Ryan Murphy, aquele mesmo diretor responsável por Glee, Scream Queens e The Politician, fizeram seu “homework” direitinho e arrasaram na irreverência com uma audácia indiscutível. A direção ficou por conta de Murphy e Daniel Minahan, que com certeza souberam recriar o clima pós guerra de uma Hollywood se reerguendo cheia de planos e um futuro bem promissor. Essa galerinha de roteiristas, produtores e diretores conseguiram fazer algo fantástico, transformaram a imagem real do que foi o maior estúdio na história do cinema, em como ele deveria ter sido se tivesse dado crédito para a representatividade a quase 80 anos atrás. Para a maioria dos críticos o é uma série fantasia, mas o seu atrativo é esse ponto, além de nos prender a atenção pela riqueza de detalhes, o figurino e trilha sonora impecáveis, o enredo mistura a realidade com ficção, baseando-se em fatos reais para fazer as histórias dos personagens!

O elenco rido é formado por David Corenswet, Darren Criss, Patti LuPone, Dylan McDermott, Jeremy Pope, Jim Parsons, Holland Taylor, Jake Picking, Harriet Sansom Harris, Samara Weaving, Katie McGuinness, Joe Mantello, Laura Harrier, Rob Reiner, Queen Latifah, Mira Sorvino, Kerry Knuppe, Maude Apatow e Michelle Krusiec, fora os vários coadjuvantes e figurantes. Temos vários destaques como Jim Parsons, ele mesmo, o nosso amado Sheldon de The big bang theory, dá vida ao caça talentos e agente Henry Wilson, o famoso pegador sem escrúpulos da época, mas também o responsável por grandes nomes na cena cinematográfica da época. Para nosso deleite a maravilhosa Queen Latifah vem com tudo como Hattie McDaniel, a primeira negra a ganhar um Oscar, mesmo sendo proibida de participar da cerimônia original na época. Entre outros, os vários nomes selecionados pela direção de elenco, com certeza, fazem parte de grandes produções ou do cinema ou de séries de sucesso. Eles simplesmente arrasaram, desde a personalidade, até os trejeitos de cada personagem, o que é um indicativo de uma boa direção!

Após a Segunda Guerra Mundial, meados de 1946, o que mais havia em Hollywood eram atores que sonhavam com a fama. Nesse cenário, Jack Costello (David Corenswet), casado e futuro pai de gêmeos, tenta realizar o seu sonho e acaba se tornando um garoto de programa no posto de gasolina de fachada de Ernie (Dylan MacDermott) para encontros discretos para os famosos. Nesse mesmo lugar é que também se inicia a carreira de prostituição de Archie Coleman (Jeremy Pope), um roteirista negro e gay que escreveu um roteiro promissor mas que só recebe nãos dos estúdios. Um dos “fregueses” de Coleman é Rock Hudson (Jake Picking), um caipira que teve seu nome mudado depois de chegar em Hollywood para tentar o estrelato e cair nas garras de Henry Willson (Jim Parsons), que é um agente artístico daqueles que usa o famoso “teste do sofá” com seus pretendentes ao sucesso. Do outro lado do elenco temos o casal formado pela atriz negra Camille Washington (Laura Harrier), sempre escalada para fazer empregadas ou escravas nos filmes, e Raymond Ainsley (Darren Criss) um cineasta branco que está apostando tudo no roteiro escrito por Archie sobre uma jovem intérprete que comete suicídio pulando do letreiro de Holly­woodland, nome usado até antes de 1949. Para finalizar o núcleo temos Claire Wood (Samara Weaving) filha dos donos dos Estúdios ACE, Ace Amberg (Rob Reiner) e Avis Ambert (Patti LuPone), que aparenta ser uma garota mimada e representa bem o estereótipo das atrizes brancas da época, com um desejo enorme de se tornar a primeira estrela da companhia do seu pai.

Fonte: Netflix / Divulgação

A produção de Darren Criss, David Corenswet e Ryan Murphy (I) está cheia de créditos e com certeza mostra que eles se empenharam em fazer o melhor. Dá para começar falando que o figurino ficou magnífico, os detalhes do conjunto, roupa, calçados, acessórios, maquiagem e cabelos ficaram tão bem caracterizados que ao assistir dá para pensar no tempo que os profissionais tiveram que gastar com cada personagem para fazer uma única cena. Outro fator bem importante é a direção musical da série que ficou mais do que perfeita, apresentando estrelas do Jazz entre outros da época. Os cenários e objetos de cena ficaram tão perfeitos que ao assistir você tem a impressão de estar realmente revivendo a história, mesmo sabendo que os estúdios ACE é um produto fictício, temos a impressão que estamos dentro do “Paramount Studio” original da década de 40. De um pente até um automóvel a originalidade se mantém vívida nas escolhas certas para montar as locações. Os cortes são bons deixando o enredo sem furos que tudo muito bem explicadinho. Para finalizar a paleta de cores traz para nossa alegria cores que realmente faziam parte da modelagem pós-guerra e o resultado é lindo de se ver! Resumindo, não temos como criticar de forma negativa o trabalho desse pessoal que mostrou que dedicação tem seu mérito.

Fonte: Netflix / Divulgação

Algo que também podemos explorar é a comparação do que é fantasia e o que é realidade. Para começar, os personagens, onde a maioria foi inspirado em grandes estrelas e pessoas conhecidas da época de ouro de Hollywood como Rock Hudson, Marlon Brando, Dorothy Dandridge, Anna May Wond, Hattie McDaniel Henry Wilson, Eleanor Roosevelt e até mesmo Steven Spielberg. Outro fato, é o personagem Ernie, o dono do posto de gasolina que promove os encontros sexuais dos famosos por debaixo dos panos, ele foi inspirado na história de Scotty Bowers, que era um fuzileiro naval dos Estados Unidos e que foi um cafetão dos famosos nas décadas de 1940 a 1980, que realmente organizava os tais encontros secretos num posto, promovendo affairs gays que eram vistos como escândalos e que ele cuidava para que as carreiras não fossem prejudicadas, as más línguas dizem que nomes como Cole Porter, George Cukor e até mesmo o famoso Rock Hudson eram seus clientes. Agora, as figuras verídicas da história estão muito bem representadas com seus nomes originais, como Rock Hudson e Henry Wilson apesar de suas histórias terem passado por algumas alterações, o diretor George Cukor, a grande estrela Vivien Leigh de “O vento levou”, a ex-primeira-dama Eleanor Roosevelt e Hattie McDaniel, a primeira atriz negra a ganhar um Oscar.

Fonte: Netflix / Divulgação

Hollywood é uma série que dá gosto de ver. O elenco é excelente, a ambientação é maravilhosa, o visual é de tirar o fôlego e a caracterização de época é impecável. Acessar o streaming de nossa Mammy e se jogar em cada episódio é nossa obrigação como fãs da arte cinematográfica e com certeza dá para aprender e moldar uma visão dos bastidores do que é fazer um filme. Até mesmo os equipamentos usados na época e os recursos de efeitos visuais bem limitados são mostrados em cenas dos episódios. Permita-se voltar no tempo e viver os tempos dourados da antiga Hollywood e seus vários dramas por trás das câmeras das grandes produções da década de 40 e tenha o prazer de registrar em sua memória um trabalho feito com excelência! Mais do que indico e depois que você assistir a primeira temporada volta aqui no site e deixa seu comentário, que eu tenho certeza que vai ser de satisfação! ADOROOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA #BLITZPIPOCA

 

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