{Resenha} Knightfall 2˚ Temporada – Tá válido! - Hospicio Nerd

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Knightfall é uma série que veio de mansinho e vem conquistando fãs e espaço no âmbito das séries de ação medieval.

A primeira temporada foi bem focada em explorar a busca pelo Santo Graal, que colocou os templários em trajetórias de amor, ódio e ganância, ao mesmo tempo que acompanhávamos Landry, um Templário que infringiu uma regra da ordem ao se apaixonar pela Rainha da França.

A morte de sua amada e o nascimento de sua filha fornecem um motor narrativo para a história de Landry na segunda temporada, onde a trama gira muito mais ao redor do ódio que o Rei da França Phillip IV sente pelo protagonista e seus constantes esforços para matá-lo e á sua filha, nem que precise destruir a ordem templária para isso.

Segunda temporada de KnightFall estreia com Mark Hammill como ...

(Foto: Escutai.com)

Por outro lado, vemos Landry rebaixado a recruta e tendo que reiniciar todo o processo para ser aceito como Templário novamente sob o olhar atento e rígido de Mestre Talus (Mark Hamill).

A trama é interessante e mantém o expectador preso e engajado até o fim, mesclando boas atuações, bons momentos de combate e uma boa produção da série, mas a narrativa acabou sendo um pouco atrapalhada por algo que abrilhantou a série: A presença de Mark Hamill.

A série precisa justificar investimento e o carisma do nosso bom e velho Luke Skywalker, mas o faz de maneira expositiva e exagerada, dando ao seu personagem muito mais tempo de tela do que o necessário, fazendo sombra a todos os outros personagens, inclusive o próprio protagonista. Mestre Talus se transformou numa espécie de protagonista não oficial da série. Se por um lado o efeito é negativo para a trama que enfatiza demais um personagem secundário e sem muita importância para o enredo, por outro Hamill realmente rouba a cena com uma convincente atuação, cheia de carisma, o que traz mais interesse á série. No balanço final, parece ter sido uma decisão correta, comercialmente.

(Foto: Escutai.com)

A passagem de tempo também é confusa, a série peca ao deixá-la claro e os novatos que começam do zero se transformam em templários em questão de semanas, o que acaba soando inverossímil.

O filho de Phillip IV, o príncipe Luís é um personagem inserido de paraquedas na trama para desempenhar um papel de perseguidor, e trazer certa urgência na caçada à pequena Eve, já sua irmã Isabella, tem uma trama forçada, que não adiciona e tenta trazer alguma intriga ao enredo, mas é previsível, inverossímil e serve apenas como barriga.

A série tem seus pontos baixos, mas os pontos altos superam e fazem da história um bom programa, mesmo entre os muitos disponíveis no streaming vermelho.

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