{Resenha} Maria e João: O conto das bruxas! - Hospicio Nerd

VEM PRA FLORESTA TUXAIADA DE PLANTÃO KKKKKKKKKKKKKKKK

Once upon a time…. Era uma vez… ou sei lá qual foi o início dessa “história lenda conto de fadas”, mas não teve nada de historinha para fazer criancinhas dormir! Sophia Lillis depois de brilhar na primeira parte de IT, agora entrou de cabeça nesse projeto e pelo que pude ver tem tudo pra ser um sucesso! Maria e João tem direção de  Oz Perkins (Osgood Robert “Oz” Perkins II diretor de O ultimo capítulo), roteiro de Rob Hayes e distribuída pela IMAGEM Filmes.

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto e close-up

Em varias entrevistas, o diretor “Oz”, deixou bem clara a sua visão sobre o novo filme tirando a imagem de que essa história é um conto de fadas infantil e baseando-se no conto original dos famosos irmãos Grimm, ele destaca que a trama é uma história de amadurecimento, mantendo a presença constante de apenas três personagens na história, Maria (Gretel), Hansel (João) e a bruxa Holda (Alice Krige). Trata-se de um relacionamento envolvente entre duas crianças e uma senhora supostamente boa e incondicionalmente caridosa, que diga-se de passagem, boa até demais.

Numa época bem difícil para todos, numa Irlanda antiga e devastada pela pobreza e pela fome, duas crianças são expulsas de casa restando apenas procurar abrigo na grande e obscura floresta que guarda estranhos e seculares segredos. Neste cenário de tristeza e abandono é que nos deparamos com os personagens que vão levar toda a trama, que de certa forma nos surpreenderam com seu talento precoce. Maria e João sem rumo e tendo apenas um ao outro para se manter, tentam de todas as formas achar um lugar onde possam sobreviver. Perseguidos e desprotegidos são ajudados por um estranho que os indica um caminho para encontrar o povo da floresta e assim serem acolhidos e salvos do destino incerto. Mas ele deixa bem claro o aviso: “Mas não desviem do caminho, a floresta esconde segredos perigosos!”

A imagem pode conter: árvore, planta, ponte, atividades ao ar livre e natureza

Esse é o ápice da história, nem toda a ajuda que recebemos é de bom grado na vida, pode ter um desejo ou cobrança de algo maior por trás. Nessa métrica e raciocínio tanto o diretor quanto o roteirista trabalharam muito bem para deixar a impressão aterrorizante que existe na luta dos dois irmãos para sobreviver. Depois de adentrarem a floresta para encontrar o povo da floresta, Maria (Gretel) e João (Hansel) encontram uma casa de aparência confortável. Sem muita demora conseguem olhar pela janela e depois de horas e dias caminhando por comida e segurança eles se deparam com uma mesa farta logo ali a sua frente, basta saltar a janela. Nesse momento crucial de extrema necessidade é que eles se deparam com a delicioso interpretação de Alice Krige dando vida à nossa tão sutil, famigerada e astuta Holda, com suas vestes escuras e mãos parecidas terem sido tingidas de preto.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado, chapéu e área interna

Fiquei completamente impressionado com o tom quase “Tim Burton” para esse filme. Uma certa escuridão com cores sem muita agressividade, mas com muita definição fazem dele uma ressonância artística de fotografia incomparável. A história esquenta com a estadia dos dois na casa da amável senhora, até que Maria começa a entender o real motivo e quais as intenções da anfitriã para recebê-los tão bem. Dai em diante entramos no que se intitula enredo progressivo que sempre nos leva a descobrir as verdades e segredos do passado que resolvem uma parte da trama. O filme foi bem tratado, editado e montado para um público inteligente, que mesmo conhecendo a história, se surpreende com algum toques pessoais do diretor e do roteirista. Um dos melhores filmes de terror desse ano que pude ver até agora e sei que levar muitos para a frente das telinhas! UHUUU… AMOOO… E ATÉ A PRÓXIMAAAA! #CHOCOBJS

 

Deixe seu Comentário

  1. SkyResponder

    Interessante. Já quero assistir!