{Resenha} Mentiras perigosas! Mammy, I´m not lying! - Hospicio Nerd

INHAIIIIII TUXOS E TUXAS VERDADEIROS, CÊS TÃO BÃO????

Nossa amada Mammy está cada vez mais intrigante e atraente nesses dias de quarentena! Estreou no dia 30 de abril o filme Mentiras Perigosas (Dangerous Lies) na plataforma para nosso deleite! O suspense recebeu o selo Original NETFLIX e foi dirigido por Michael Scott (XVIII), além disso, traz mimos exclusivos como a presença de Camila Mendes, aquela mesma atriz de Riverdale, como protagonista. Com 97 minutos de duração, roteiro assinado por David Golden e gravado no Canadá, a produção norte americana traz um suspense progressivo daqueles tipos que tem uma história cheia de detalhes para antes de tudo prender nossa atenção e depois explodir nos costumeiros trinta minutos finais. A ideia principal é nos colocar dentro de uma teia de mentiras em torno dos personagens para que possamos assumir a função de identificadores dos fatos que são as verdades e dos que são “fake news”. Esse é o maior atrativo dessa bomba que veio para o nosso streaming preferido. E como sempre, filmes que me fazem pensar e quebrar a cabeça um pouquinho, mesmo num ritmo mais lento, acabam me prendendo do começo ao fim!

O elenco é promissor, e com certeza segura com firmeza o desenrolar do suspense, como já disse temos Camila Mendes como Katie, acompanhada de Jessie T. Usher, Elliott Gould, Cam Gigandet, Jamie Chung, Sasha Alexander e Nick Purcha, Dá para notar o estilo chamado na escola de artes de “Atuação espontânea”, muito na moda na transição de modelagem de atuação depois dos anos 40 no mundo do cinema. Temos que dar o mérito ao nosso amado Mr. Gould e seu Leonard intrigante e cheio de mistérios. Além da protagonista que brilhou na sua atuação, temos também Sasha que fez uma ótima detetive, uma personagem de características intensas mas com um semblante tranquilo, apesar de deixar bem claro que não confia em ninguém. Quem chama a atenção também e nos confunde muito durante o filme, é o namorado Adam interpretado por Jessie Usher, que podemos dizer se destacou pela quantidade de intrigas que envolve seu personagem.

A trama envolve uma história que acontece quatro meses antes, onde uma garçonete e seu marido apenas um cliente na lanchonete onde ela trabalha, ao evitar um assalto é citado como herói, mas não muda o fato de que a moça perca o emprego. Num salto de quatro meses à frente, e parece que esse é o tempo padrão utilizado no enredo, a protagonista é contratada para ser a cuidadora do Sr. Leonard, um senhor de 88 anos sem familiares, que é encontrado morto em sua casa pela sua funcionária. A amizade entre paciente e cuidadora Katie fica bem explicita nas cenas que antecedem o acontecimento, até mesmo se explica o fato de seu marido Adam estar trabalhando também para o falecido. Mas ao receber a visita da advogada, eles descobrem que a herdeira dos bens de Leonard é Katie, a partir dai a vida dos dois começa a se transformar gradativamente e as coisas começam a ficar estranhas, complicadas e envolvidas numa rede de mentiras e mal entendidos que te levam a descobertas diferentes do que se passa na sua cabeça enquanto assiste.

A produção de Harvey Kahn, Margret H. Huddleston, do próprio diretor Michael Scott (XVIII) e Stephanie Slack, não deixou a desejar. Podemos começar falando das cores muito bem utilizadas nas  primeiras cenas onde acontece o assalto na lanchonete. Até mesmo a fotografia de abertura ficou excelente, apesar de que no restante do filme se iguala ao comum utilizado por aí. Mas o destaque principal, são o casarão de Leonard, que diga-se de passagem ficou maravilhoso, desde a locação até a disposição dos objetos de cena, como a arca cheia de dinheiro. A casa tem um clima frio e ao mesmo tempo transmite um aconchego, principalmente nas poucas cenas do senhor e sua cuidadora. O jardim é outro ponto forte, acredito que eles locaram o local e deixaram um bom tempo a mercê do tempo para conseguir um efeito de descuido das plantas que fica bem acentuado nas imagens. O cenário é praticamente a casa e claro que foi muito bem aproveitada para o desenrolar do enredo, que acredito eu ganhou um tom a mais graças aos recursos que a produção utilizou para explorar muito bem o local.

Nem precisa assistir o filme esperando aquele super suspense, ele é leve, não vai te deixar louca de cabelos em pé, nem com nojinho de sangue, mas com certeza seu sensor de desconfiança vai ficar acionado do começo ao fim. O próprio roteiro e atuações te levam para esse estado, tem tanta mentira, tanto bafafá escondido, que você desconfia de tudo e de todos, até mesmo da protagonista. Eu gostei, não é o super filme, mas tem bons resultados em cada uma das partes citadas, o que resulta num conjunto que vai satisfazer muitos dos fãs da nossa Mammy, e claro, vai dar pano para a manga para os haters da plataforma. Além de ser a indicação da semana na live BLITZ PIPOCA que euzinho apresento aos sábados com meu parça Thiago Welter, para que você possa entender esse ponto de vista, o aconselhado é se jogar e assistir o “Thriller” todinho e claro voltar aqui na matéria e deixar seu comentário, que super importa para todos nós! ADOROOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA

 

 

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