{Resenha} Morte às 6 da tarde! "Matka" Netflix e o suspense polonês! - Hospicio Nerd

INHAIMMM TUXOS E TUXAS QUE AMAM SUSPENSE! UHUUU

Nossa “Matka” (Tradução: Mãe) dessa vez foi bem longe e trouxe uma produção que até para ler a ficha técnica é difícil, já que é em polonês! Com 93 minutos em um nova visão de suspense policial, escrito e dirigido por Patryk Vega, aquele mesmo que fez a série “Pitbulls”, o filme traz um modo diferente de atuação, personagens principais que não são carismáticos, cenários lindos da Polônia, filmado na língua original e apresentado em formatos de edição bem diferentes dos que estamos acostumados a ver. O nome original é Plagi Breslau (As pragas de Breslau) que de certa forma justifica a trama da história, teve a produção do próprio diretor que se dedicou a criar um clima de suspense com efeitos e montagens quase próximas ao estilo “Gore” de terror, muito explorado nos filmes atuais. Ele estreou nas telinhas dos cinemas em 2018, mas só agora entrou para o streaming mais famoso do mundo.

O elenco é bem rico e composto de atores que tem um nome já feito no seu país, com Malgorzata Kozuchowska, Katarzyna Bujakiewicz, Ewa Kasprzyk, Andrzej Grabowski, Daria Widawska, Igor Kujawski, Jacek Beler, Maria Dejmek e Tomasz Oswiecinski, entre outros que também fazem pequenas participações. O modo de atuar é diferente, não temos empolgação ou mesmo demonstração de afetos e carinhos, pelo contrário, o mundo policial polonês é mostrado e montado num clima mais frio e cheio de o que podemos chamar de “patadas” consecutivas. Dá para notar que quem está dando vida aos personagens não se preocuparam em criar uma imagem afetiva ou mesmo carismática para o público, a não ser a personagem Magda que mesmo sendo policial parece se preocupar com a vida de alguma forma. Mas, à medida que vamos entendendo o que está rolando, notamos que toda demonstração “a mais” pode ser apenas para encobrir algo ou manipular a mente do telespectador que não está acostumado com reviravoltas diferentes, como tem sido mostrado nas produções estrangeiras.

A trama acontece em torno da detetive Helena Rus, interpretada por Malgorzata Kozuchowska, que vai verificar uma chamada que denuncia uma carcaça de boi “limousin” puro sangue que foi encontrada numa feira pública de forma bem estranha. Na cena do crime ela descobre que há um corpo dentro do couro do boi que foi costurado e colocado ao sol para causar o sufocamento do homem, ou melhor, a vítima. Esse é o primeiro corpo e vem com nele marcado à ferro uma palavra, que classifica a vítima como culpado de algo. Daí em diante, uma série de crimes apresentando formas diferentes mas sempre com uma palavra marcada nos corpos, parece caracterizar o trabalho de um possível serial killer, já que todo dia às seis da tarde um corpo novo marcado é encontrado em algum lugar nos arredores de Breslávia. Nesse momento de muita agitação, a detetive recebe a ajuda de Iwona (Daria Widawska), uma investigadora da segurança nacional que veio de Varsóvia para auxiliar na investigação e descobre que os crimes são baseados numa história do século 18, as pragas de Breslau. Nesse entremeio, Helena tem que se desdobrar para entender as pistas e através de um faro bem aguçado conseguir juntar as peças e descobrir o autor dos crimes, que pode estar bem mais próxima do que ela imagina!

A produção não é tão impecável, mas a história em si ajuda um pouco, mesmo com as falhas dos cortes que às vezes cria uma clima duvidoso no enredo. Já a fotografia do filme é excelente, desenvolvida com cores mais frias traz uma clima mais denso e  condizente com a frieza dos personagens e da história. O roteiro tem algo bom para quem vê o filme todo e começa a enxergar de vários ângulos os motivos que levaram o criminoso a essa maratona de mortes. Como todo filme dinâmico, as gravações na maioria são em áreas externas, locais públicos e com bastante aglomerado de pessoas, como na cena da fogueira no teatro. Não tivemos figurinos exuberantes, a começar da protagonista que não usa maquiagem, mas tem um corte de cabelo bem peculiar usando apenas trajes bem básicos de serviço policial. Assim como os filmes estrangeiros que temos visto no streaming da nossa Matka, esse é mais um deles que está ligado a história antiga da região e trabalha seu enredo na forma “copycat” na composição dos crimes citados. Dá para falar que a produção ficou boa, não tanto quanto deveria, mas satisfatória, assim como no momento que Helene consegue parar o cavalo em disparada em plena ponte no centro da cidade. Para falar a verdade eu gostei, não é dos melhores que já vi, mas me surpreendeu.  Eu consegui ver e entender os personagens de uma maneira diferente, o contato com outras culturas nos proporciona isso, não é verdade! A trilha sonora é legal, os cenários são bonitos, as mortes foram de certa forma bem produzidas e apenas o elenco que é frio demais, apesar da trama ser forte. Morte às 6 da tarde a cada dia do enredo é pontual, nem os britânicos conseguiriam ser tão eficazes, um serial killer que não mede esforços para deixar seu recado, trouxe uma visão diferente, misturou a realidade da vida com a ilusão da mente de um assassino. Somente conferindo para saber o que estou querendo dizer. Indico sim e todos deveriam ver e comentar, quero saber qual a sua opinião sobre essas coisas novas que estão sendo nos apresentadas nessa quarentena! ADOROO! #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA

 

 

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