{Resenha} O caderno de Tomy - Uma paciente terminal, um filho e um caderno! - Hospicio Nerd

INHAIMMM TUXOS E TUXAS SINTA A SENSIBILIDADE E O AMOR COM UM TOQUE DE REALIDADE!

O mundo precisa ver, as pessoas precisam ser tocadas e todos os sentimentos precisam vir à tona enquanto é tempo, chegou no dia 24 de novembro mais uma produção original da nossa Mammy para arrancar muitas lágrimas, O caderno de Tomy com certeza vai cumprir seu propósito. Mais uma produção estrangeira daquelas bem feitas, a Netflix sabe o que faz meu amor e investir nesse projeto foi mais uma boa sacada do streaming, a mensagem que a história baseada em fatos reais adaptada do manuscrito que Maria Vázquez deixou para seu filho antes de partir é gigantesca! E deixando bem claro, que nós do HN não damos spoiler e sempre seremos  imparciais para sua opinião, porque aqui meu bem é você quem decide se VALE  ou  NÃO VALE a pena ver o que estamos resenhando tá! Agora que você já está ciente, vem comigo, vamos abrir esse caderno e ler atentamente cada linha nem precisa preocupar, já pega a caixa de lenços porque você vai chorar horrores igual euzinho aqui tá!

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A direção e roteiro de Carlos Sorín com a produção de Cabe Bossi, Pol Bossi e Maximiliano Lasansky ao lado da nossa Mammy Netflix e da Pampa Films foram os reponsáveis por guiar o elenco formado por Valeria Bertuccelli, Esteban Lamothe, Juli[an Sorín, Mauricio Dayub, Malena Pichot, Catarina Spinetta, Carla Quevedo, Anita Pauls, Mônica Antonópulos, Paola Barrientos, Ana Katz, Romina Richi, Diego Gentile, Beatriz Spelzini e Diego Reinhold através do mundo dos fatos reais vividos por por Maria Vázquez antes de morrer e que se tornou um sucesso de vendas após sua publicação em 2015. A direção de fotografia de Julían Apezteguia foi trabalhada com muita delicadeza, apesar de ter uma ambientação hospitalar, as imagens degenerativas da doença, ainda que ficassem reais, sempre tiveram um toque suave com o intento de trazer leveza para o momento. E para completar a edição de Pablo Barbieri e Mohamed Rajid que simplesmente arrasaram nos cortes fazendo com que o filme conseguisse ter uma cronologia explicativa, meu bem só tem fera nessa produção!

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Está na hora de acompanhar Marie (Valeria Bertuccelli), uma mãe de família típica argentina, aliás mãe do Tomy (Juli[an Sorín) e esposa de Frederico (Esteban Lamothe) eles três estão sempre juntos, até a hora em que após uma cirurgia para retirar os ovários não resolve o problema da metástase e ela tem que encarar seus últimos momentos como paciente terminal de câncer nos ovários de uma forma madura e contar com seu marido para preparar sua partida. Para isso ela tem a ideia de fazer um caderno para seu filho Tomy, com várias anotações que ela considera importante e sobre o seu período nos últimos momentos de vida dela com a intenção que ele não a esqueça. O drama popular da Argentina que começou em 2014 vivido pela arquiteta María Vázquez e que ganhou fama quando ela compartilhou como era sua vida como paciente terminal de câncer através das suas publicações no Twitter onde ela detalhava sobre a própria doença num standup online de humor sarcástico, transformam a sua vida no quarto de hospital em um cenário de vários acontecimentos para um bom arquivo do tempo.

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Ter câncer é como ter uma gripe, nada vergonhoso, só que pior, na frase dita pela protagonista Marie ficou explícito o tratamento bem realista do roteiro para mostrar a sua personalidade e a sua incrível habilidade de lidar com a doença com tanto humor, apesar de ser ácido é claro. De um lado os louros vão para a excelente caracterização de Valeria Bertuccelli ao dar vida a esse personagem moderno e adequado a uma realidade vivida por todos nós, numa situação onde o luto e a morte, assuntos para lá de desconfortáveis, são abordados quando a atriz nos envolve em uma certa delicadeza em seu tratamento nobre na construção do personagem e do outro lado, com certeza, temos a entrega total do ator Esteban Lamothe ao se empenhar para mostrar o nível de preocupação que aflige o marido da protagonista, o maior responsável pela parte emotiva de todo o enredo, Frederico consegue representar a luta, a dor e o luto de muitos maridos e esposas, mães e pais, irmãos e irmãs de todo mundo em suas lutas para tentar salvar alguém que amam das garras irreversíveis do câncer.

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Precisamos ver obras assim, e a Argentina arrasou demais meu amor, nada de dramalhão barato e cheio de clichês, mas uma realidade crua e talvez até bruta para nosso simples entendimento. O trabalho dos envolvidos resultou num filme que não é pesado para assistir e trata o sentimento com respeito e originalidade, acredito que era essa a intenção dos roteiristas. O diferencial de todos do gênero é o desabafo online que a paciente faz de dentro do hospital na plataforma Twitter enquanto está internada, uma jornada de dias pelo corredor da morte, mas realizado de forma diferente, com muito amor e humor! Acrescente novos conceitos, agora é com você, simplesmente se entregue com o coração para entender essa trajeto e depois vem aqui e me conta o que achou tá! Simples assim! ADOROOOOO #CHOCOBJS

Todo domingo as 14:00 horas no IG TV do @marmotinhabh temos as LIVES MARMOTANDO com Hospício Nerd, apresentada por euzinho, @lisbragaoficial e @ricardocatizaneoficial dando dicas das plataformas Netflix e Prime Vídeo, Cabines de imprensa e falando de Masterchef Brasil 7ª Temporada além de trazer convidados maravilhosos! Vem com a gente e se jogaaaaaa! #CHOCOBJS #NOVEMBROAZUL

 

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