`{Resenha} O Declínio - Mamãe Netflix e o fim do mundo! - Hospicio Nerd

INHAIIIIII MES CHES TUXOS E TUXAS DE MON CŒUR!!!!!!

Estreou no dia 27 de março mais uma delicinha estrangeira no cardápio da nossa Maman tão maravilhosa que veio amenizar nossa quarentena com uma produção franco-canadense: “O DECLÍNIO” (Jusqu’au déclin), que é mais uma proposta a ser analisada, do que um simples filme de suspense com o tema de fim do mundo, mesmo que durante a trama o mundo ainda esteja intacto e tudo não passa de uma simulação! A direção de Patrice Laliberté foi inteligente quando poupou a produção com um orçamento barato e locações simples, mas com certeza enriqueceu a fotografia com as montanhas congeladas de Quebec e a estréia na plataforma com seu primeiro filme. Num universo de produções que não explicam muito e já mostram um cenário de um mundo em decadência, esse filme parte para outra visão que é a de preparar as pessoas para uma provável calamidade mundial que pode ou não estar prestes a acontecer. O que realmente está acontecendo no mundo não é importante para o filme mas sim a apreensão das pessoas no planeta que estão vivendo uma espécie de caos mundial na sociedade e na economia que antecipam uma catástrofe maior nesses setores caso o mundo que nós conhecemos sofra uma espécie de fim, e é nesse contexto que temos o personagem Antoine (Guillaume Laurin) treinando sua família para fugir a qualquer hora caso aconteça algo inesperado e perigoso.

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Nesse cenário construído em cima do medo antecipado, conhecemos o personagem Alain (Réal Bossé) que é um instrutor de técnicas de sobrevivência em momentos apocalípticos. Antoine, fiel seguidor do famoso instrutor, se vê decidido em aperfeiçoar suas habilidades e se inscreve no curso preparatório que consiste em passar um período numa “Base Autônoma Durável de sobrevivência” que é coordenada por  Alain, junto de mais 5 integrantes, cada um com seus medos, receios, conceitos e personalidades fortes. O roteiro do trio de feras canadenses Charles Dionne, Nicolas Krief e Laliberté veio com um elenco pequeno mas que tem grande impacto à medida que vão se desenrolando os fatos da trama gelada. Manuseando muito bem o instinto de sobrevivência de um grupo isolado nos confins do planeta, o motivo da virada na história é a mudança que ocorre em um acampamento cheio de boas intenções para uma série de coincidências desastrosas, escolhas erradas e claro muito suspense. Como estreante na direção, Patrice Laliberté, foi competente na criação e ao guiar os atores como Marie-Evelyne Lessard (Rachel), que também é um personagem importante no enredo, acompanhada de Guillaume Cyr (Sebastian), Isabelle Girraux (Helène), Marc Beaupré (David), Marc-André Grondin (François), Marilyn Castonguay (Anna) e Juliette Maxyme Proulx (A pequena Dafnié) que deram vida a esta teoria que uni personalidades fictícias com mentes problemáticas e descartáveis em uma situação bem complicada e escassa de recursos para solucionar o que não foi projetado ou pensado para o convívio dos supostos sobreviventes.

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(fonte: Netflix/reprodução)

A Netflix e Couronne Nord Production fizeram um bom trabalho com boa edição, bons cenários e um bom conjunto de decisões que deram qualidade ao filme, mesmo que para muitos o enredo não apresente tanta força como o título sugere. Ficar trancado com mais 6 pessoas num lugar ermo, com recursos auto-sustentáveis,  um instrutor que a princípio parece ser bonzinho e com os dias vai se comportando conforme seus interesses, faz do longa um risco na conquista do espectador. Na minha humilde opinião, faltou um pouco mais de organização na confusão causada pelos louquinhos isolados, mas me satisfez em alguns aspectos. O clima do filme é daqueles que começa bem leve e aos poucos vai se tornando um suspense formado por conflitos com o crescimento progressivo dos envolvidos que culminam num surpreendente acontecimento, que além de mudar tudo, é o que redireciona a virada do roteiro mostrando quem do pequeno grupo, incluindo seu tutor Alain, está preparado de fato para enfrentar não somente o que curso propõe, mas também o inesperado. Numa fazenda com recursos naturais, no frio de Quebec, com um banker bem abastecido, o instrutor que não deseja mudar nada no seu mundo particular se depara com algo que não foi calculado e é desse ponto em diante que começamos a formar uma opinião sobre quem é bom ou não, quem tem distúrbio mental, quem está agindo por interesse próprio e finalmente, quem é o protagonista de verdade.

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(fonte: Netflix/reprodução)

Depois que o filme muda de calmo para um thriller de perseguição, Antoine e Rachel se unem para tentar escapar de Alain e David, diga-se de passagem é mais perturbado de todos, que se tornam os “vilões” da confusão toda. Essa é a deixa que muda também a protagonização dos personagens, dessa forma parece que a intenção do diretor é atingida com as nuances de que os seres humanos não conseguem se comportar com clareza em situações extremas e de urgência. Com uma leve pincelada nos chamados temas sociais importantes e sem entrar de cabeça num ambiente sádico para provocar o medo no espectador, O DECLÍNIO tem uma atmosfera assustadora e cenas de perigo bem realistas e possíveis de acontecer em seu desenrolar. Com duração de 83 minutos, somente depois da metade do filme que entramos no modo pavoroso do que fazer numa espécie de paranoia coletiva em que se encontram os 6 participantes do curso. Se eles demorassem mais um pouquinho ia ficar difícil de acompanhar e simpatizar com cada um dos personagens. Por outro lado, a abertura da visão sobre moralidade, justiça e honestidade vem evidenciada através dos preconceitos e contradições do pequeno grupo gerando debates conscienciais na mente de quem assiste. Bom fica bem distinta a eficiência do diretor Patrice ao criar a tensão que até dispensa os artifícios contidos em uma trilha sonora daquelas de arrepiar para manter o medo e dar uma pitada de realismo às cenas.

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(fonte: Netflix/reprodução)

É um filme classificado como distópico, assim como vários títulos que estão atualmente nos streamings mais acessados pelo público que se encontra em quarentena devido ao Novo Corona Vírus e a situação atual do nosso planeta em meio essa pandemia que é pura realidade Usando uma técnica muito boa para gerar uma reação aterrorizante em quem o assiste, o uso do  momento inesperado como por exemplo a explosão de uma bomba, armadilhas acionadas automaticamente e até mesmo afundar em um lago congelado, formam o conjunto de desastres que podem acontecer num acampamento com apenas os recursos naturais sem as facilidades da vida moderna das grandes cidades. O resultado disso é uma evidência que a cegueira da humanidade está toda voltada para as próprias preocupações sobre tudo ao seu redor, esquecendo-se que o maior problema que existe no mundo seja ela mesma e sua natureza, na maioria das vezes destruidora. Eu particularmente gostei e concordo que a ideia do filme tem lógica e certa utilidade para prestarmos atenção em nosso comportamento diante do que podemos considerar uma catástrofe mundial e como iremos resolver da melhor maneira possível a questão de sobrevivência, interdependência social e comportamento individual dentro desse espectro que pode acontecer sim, já que os fatos atuais são bem alarmantes! Confere mais esse sucesso que a Maman nos presenteia e se joga nos comentários, quero saber o que você achou tá!!! KKK ADOROOOOOOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA

 

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