{Resenha} O Gambito da Rainha! - Cheque mate Mammy! - Hospicio Nerd

INHAIMMMM TUXOS E TUXAS QUE TAL UMA PARTIDA ANTES DE COMEÇAR?

A ideia fantástica de trazer uma história dos anos 60 que revirou os clubes de xadrez da época chega com tudo na nossa Mammy, desde o dia 23 de outubro já está no cardápio O gambito da rainha (The queen’s gambit) que já garantiu o seu sucesso nos Top 10 da plataforma! Nada de demais, só uma ambientação perfeita dos anos dourados e uma adaptação impecável do livro de mesmo nome escrito por Walter Tevis e lançado em 1983. Continuo tendo a certeza que a Netflix está se superando nesse período caótico e conseguindo trazer entretenimento de primeira qualidade para todos nós que ainda estamos em casa ou mesmo para aqueles que se aventuram para trabalhar durante o dia, enfim, mais uma deliciosa opção à nossa disposição. E deixando bem claro, que nós do HN não damos spoiler e sempre seremos imparciais para sua opinião, porque aqui meu bem é você quem decide se  VALE ou NÃO VALE a pena ver o que estamos resenhando tá! Agora que você já está ciente, vem comigo pega seu tabuleiro e dispara meu relógio, você é quem faz a primeira jogada para descobrir o que está por trás de cada peça!

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A direção e criação de Scott Frank e Allan Scott que também assinaram a produção da mini-série ao lado de William Horberg e Marcus Loges associados a Netflix, Flitcraft, Wonderful films, Iyuno Media Group, Deluxe, AudioMaster Candiani e International Dubbing, com direção de fotografia de Steven Meizler, que convenhamos ficou maravilhosa e edição de Michelle Tesoro que conduziram o elenco fabuloso formado por Anya-Taylor Joy, Bill Camp, Marielle Heller, Harry Melling, Moses Ingram, Rebecca Root, Thomas Brodie-Sangster, Chloe Pirrie, Christiane Seidel, Christiane Seidel, Isla Johnston, Marcin Dorocinski, Patrick Kennedy e Sergio Di Zio para dentro do universo das competições de xadrez dos anos 60. Dividida em 7 episódios que variam de 45 minutos a 1:10 minutos de duração, posso afirmar que você nem sente o tempo passar, mesmo sendo um enredo que trata de um esporte considerado bem monótono e silencioso. As locações, objetos de cena, figurino, trilha sonora e técnica de filmagem parecem que se casaram perfeitamente, os envolvidos conseguiram trazer o clima glamouroso dos anos dourados com tudo que se tem direito.

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A história se inicia num orfanato em Kentucky no início da era da Guerra Fria, onde a pequena e silenciosa garota prodígio Beth Harmon (Anya Taylor-Joy) foi acolhida após ficar sozinha no mundo. Lá ela recebe como todas as crianças na época um calmante para que pudessem ser controladas, mas depois de conhecer no porão da instituição o Mr. Shaibel (Bill Camp) a jovem Beth (Isla Johnston) é apresentando para o jogo que mudaria sua vida para sempre, o xadrez. Dali em diante ela utiliza-se dos calmantes para conseguir imaginar jogadas no teto do seu quarto e começa a se mostrar uma exímia enxadrista.  Logo seu sonho se torna um, ser a campeã mundial de xadrez derrotando os melhores de todas as categorias e conseguir realizar a jogada Queen’s Gambit. Desde a perturbada infância até o estrelato da carreira internacional da moça, uma série de acontecimentos e pessoas bem interessantes passam pelo seu caminho, após se unir a sua mãe adotiva Mrs. Alam Wheatley (Marielle Heller) que também se torna sua agente, as duas partem para os campeonatos e daí em diante a história também trata dos problemas pessoais da protagonista em relação aos seus vícios, sexo e amor caminhando todos ao lado de sua maior paixão, o xadrez!

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Incomparável a precisão que os produtores conseguiram ao reproduzir os famosos campeonatos de xadrez da época, que aconteciam em hotéis luxuosos, universidades de ponta e lugares públicos de grande nome para sociedade, visto que, o xadrez era um jogo para a classe alta. Anya colabora com tamanho talento ao mostrar uma moça completamente apática e sem quase nenhuma expressão a princípio, de tanto foco em seu objetivo de vencer e se tornar uma campeã mundial, o que durante todo o tempo é dito para ela ser impossível. Além da brilhante presença de Camp, depois que o personagem cresce entra também na história Harry Beltick (Harry Melling), pois é, aquele mesmo moço de O diabo de cada dia está presente nessa super produção, que ajuda de certa forma a entender como se joga nas competições. Não poderia de deixar de falar dos tabuleiros e claro dos relógios de partida para os jogos que foram fabricados para a mini-série exatamente como eram na época, o que garante a total originalidade da criação, confesso que queria invadir o setting de filmagem e pegar uma dessa peças como souvenir, viu!

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A trajetória de Harmon é empolgante, mesmo que o jogo não seja desses frenéticos, o que carrega tudo é a trilha sonora que está perfeita misturada com as loucuras da jogadora, apesar de muito introspectiva e calada, quem assiste consegue ver a sua presença ao abrir as portas do salão para jogar bem diferenciada quando ela se recolhe no quarto com sua mãe adotiva e praticamente devora seus livros de jogadas. O enredo ficou muito bem pensado e você nem percebe quando já está envolvido na saga da garota e sua fome de vencer, apenas começa a admirar sua inteligência nata e sua capacidade de ser ingênua para os assuntos da vida, o que acaba sendo atípico e com certeza foi isso que deu material suficiente para que a atriz conseguisse criar o olhar impactante e misterioso da bela Beth. Outro ponto positivo da série é o tratamento sobre o empoderamento feminino que é trazido, mesmo numa época onde a mulher ainda sofria todos os preconceitos, o personagem de Tevis é o diferente, sua irreverência, apesar de moda na época, foi bem aceita ao lançar nos anos 80 um livro de jogador de xadrez onde o personagem principal é uma mulher.

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Depois de ver a atuação dessa moça na série Corpo fechado, sendo mais preciso nos filmes Vidro e Desfragmentado, a nossa querida Miss Taylor-Joy é uma das responsáveis pelo que venha ser o sucesso do projeto, junto do trabalho maravilhoso dos atores de nome selecionados a dedo pela direção de elenco e claro da fantástica direção de arte da nossa Mammy Netflix. O Gambito da Rainha  é o tipo de minissérie que você vai maratonar rapidinho, e falo mais, o trabalho ficou com um certo tom de realismo tão preciso que o espectador começa a pensar que não é uma ficção, não é atoa que recebeu cem por cento da aprovação no Rotten Tomatoes. Meu amor, puxa sua cadeira, ajeita suas peças no tabuleiro, concentre-se e põe a cabecinha para funcionar para fazer seu movimento, veja tudo e depois vem aqui e me contar o que achou tá! Simples assim! ADOROOOOO #CHOCOBJS #MARMOTANDO #NOVEMBROAZUL

Todo domingo as 14:00 horas no IG TV do @marmotinhabh temos as LIVES MARMOTANDO com Hospício Nerd, apresentada por euzinho, @lisbragaoficial e @ricardocatizaneoficial dando dicas das plataformas NETFLIX, AMAZON PRIME, falando de Masterchef Brasil 7ª Temporada além de trazer convidados maravilhosos! Vem com a gente e se jogaaaaaa! #CHOCOBJS #NOVEMBROAZUL

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