{Resenha} O que ficou pra trás! - Um casal, uma tragédia e uma oportunidade sinistra! - Hospicio Nerd

INHAIMMMM TUXOS E TUXAS O QUE SERÁ QUE ESTÁ ATRÁS DAS PAREDES?

Chegou em 30 de outubro uma boa indicação para a lista de maratona final do Halloween, que estreou no início de 2020 no Festival de Sundance, a produção britânica entrou como aposta na nossa Mammy e promete arrasar! O que ficou pra trás (His House) chegou para se tornar mais um preferido na lista de filmes de terror estrangeiros que chegaram no mês das bruxas e que são de qualidade! Amores, se vocês gostam de arrepiar os cabelos dos braços e sentir aquele redemoinho no estômago, é mais ou menos isso que você vai experimentar ao ver essa obra. Um lugar com pessoas estranhas, refugiados tentando uma nova vida em outro país e uma casa amaldiçoada são os ingredientes para uma sequência que pode deixar qualquer um de cabelos em pé! E deixando bem claro, que nós do HN não damos spoiler e sempre seremos imparciais para sua opinião, porque aqui meu bem é você quem decide se VALE ou NÃO  VALE a pena ver o que estamos resenhando tá! Agora que você já está ciente, vem comigo e vamos entrar com esse casal sudanês nesta casa cheia de manifestações, visões e muito susto!

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A direção Remi Weeks que assinou o roteiro junto de Felicity Evans e Toby Venables, teve a produção de Arnon Milchan, Roy Lee, Martin Gentles, Edward King e Aidan Elliott ao lado da New Regency, Vertigo Entertainment, Starchild Pictures, BBC Films e Netflix que conduziram o elenco bem pequeno que é o atrativo de maior potencial dessa aposta, formado por Sope Dirisu (ator inglês), Wunmi Mosaku (atriz nigeriana), Matt Smith, Emily TaaffeCornell JohnJavier Botet e Malaika Abigaba. Nada de produção cara nos cenários, locações e objetos de cena, mas dá para ver que os ingleses arrasaram nos efeitos especiais, meu bem, realmente ficou assustador. A casa sozinha já dá medo, ao se juntar com o trabalho bem feito da edição de Julia Bloch que arrasou nos cortes não deixando nada para trás, é o tipo de filme que você assiste e entende tudo no final. O resto ficou por conta da equipe de maquiagem que foi impecável no trato com as caracterizações, confesso que eles capricharam pelo nível de medo que você tem ao ver os tais fantasmas.

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Bol (Dirisu) e Rial (Mosaku), são um casal de refugiados do Sudão do Sul que fizeram uma fuga cheia de acontecimentos terríveis para sair de um país devastado pela guerra e conseguir uma oportunidade digna de vida. Ao chegarem no Reino Unido eles são detidos e entram para o programa de refugiados do país e acabam sendo aprovados para tentar se ajustar à uma nova vida em uma cidade inglesa, junto também recebem uma casa e uma ajuda de custo para se manter, mas tudo isso escolhido pela comissão de avaliação do governo. Ao chegar na sua nova casa cheios de esperança e felizes pela oportunidade, mal desconfiam que o lugar é assombrado por um terrível mal escondido no próprio ambiente e por detrás de suas superfícies apenas esperando a hora certa para se mostrar. Sem poder reagir, mudar para outro lugar e ainda sendo monitorados pela migração eles terão que vencer esse mal, sem afetar o seu processo de permanência no país.

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Parabéns ao diretor e roteirista, esse moço parou mesmo para pensar numa história que trouxesse o tom de realidade misturado ao misticismo aterrorizante de uma maldição, e não só pensou como também explorou a religiosidade da cultura sudanesa e suas crenças. O cinema estrangeiro está trazendo uma mensagem de empatia e inclusão mundial, estamos presenciando a união de vários países em produções fantásticas, uma espécie de aproveitamento no que há de melhor de cada lugar, e nossa linda mãezinha percebeu isso e aderiu ao movimento. His home, título original, tem toda uma equipe bem preparada para conservar o teor de mistério e suspense necessários para um bom resultado e conquistar o público que ama esse tipo de gênero que nos leva por cenas progressivas assustadoras.

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Apesar do ritmo mais lento, as lembranças que são recheadas de alucinações com as imagens do que o casal passou para chegar até ali acontecendo junto das visões alucinantes dentro da casa acabam por anular o que poderia ser monótono e se torna um thriller com momentos certos para ser assustador. É bom notar, depois de ter visto tanta coisa diferente esse mês na plataforma, que os ingleses, nigerianos, africanos, holandeses, noruegueses, alemães, russos e outros mais sabem fazer cinema, a prova disso é quando você senta para assistir um desses filmes, só para quando chega ao final. Esse é o caso, O que ficou pra trás, apesar da tradução não ser a mesma do título original, honra o enredo e com certeza vai causar nas cabecinhas que assistirem. Adoro esses filmes que coisas caem, as pessoas entram em transe, batem nas paredes e nas portas e é cheio de fantasmas assustadores, isso dá medo em muita gente, apesar de que fãs de terror nunca tem medo de nada que está na telinha!

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Foi bom conhecer o trabalho desses dois atores estrangeiros que conduziram a história com suas interpretações fantásticas, além do fato de mostrar a realidade dos refugiados, mostra também um dos idiomas sudaneses o indiga, falado junto do inglês britânico durante o filme. Mais uma opção com chances de fazer sucesso nesse finalzinho de Halloween month com tudo para te satisfazer e deixar com a adrenalina lá em cima. Eu assisti sem restrições, entrei junto do casal na casa e fui vivendo com os dois todo o processo assustador para descobrir o bafão que estava por trás de tudo, agora é com você, dê as mãos para Bol e Rial e entra nessa casa, veja tudo e depois vem aqui e me contar o que achou tá! Simples assim! ADOROOOOO #CHOCOBJS #MARMOTANDO #OUTUBROROSA

Todo domingo as 14:00 horas no IG TV do @marmotinhabh temos as LIVES MARMOTANDO com Hospício Nerd, apresentada por euzinho, @lisbragaoficial e @ricardocatizaneoficial dando dicas das plataformas NETFLIX, AMAZON PRIME, falando de Masterchef Brasil 7ª Temporada além de trazer convidados maravilhosos! Vem com a gente e se jogaaaaaa! #CHOCOBJS #OUTUBROROSA #HALLOWEEN

 

 

 

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