{Resenha} Ólóturé, Por uma vida melhor! - Tráfico humano na Nigéria vira filme! - Hospicio Nerd

INHAIMMMM TUXOS E TUXAS FILME POLÊMICO DA NIGÉRIA NA ÁREA!

E a maratona de filmes estrangeiros de vários temas está indo bem na nossa Mama Netflix, dessa vez a Nigéria chegou com tudo já trazendo a polêmica do tráfico humano, esse tema tão complexo na vida de prostituição nas ruas contado dentro do universo das poucas possibilidades econômicas da sociedade africana. Alguns agradaram muito da produção, outros acharam pobre, e mais alguns criticaram bastante o enredo. Bom, o interessante é que o filme teve um bom começo quando estreou em 31 de outubro de 2019 no Carthage Film Festival, na Tunísia. E eu te falo, se começou lá e veio para o menu da plataforma mais famosa do mundo e inclusive já entrou nos Top 10, é sinal de que tem que ser visto, não é verdade? Sempre deixando bem claro, que nós do HN não damos spoiler e sempre seremos imparciais para sua opinião, porque aqui meu bem é você quem decide se VALE ou NÃO  VALE a pena ver o que estamos resenhando táaaa! Agora que você já está ciente, vamos acompanhar a história dessa corajosa jornalista disfarçada na intenção de descobrir e denunciar um crime tão bárbaro contra o ser humano!

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A direção de Kenneth Gyang, por mim vai ser elogiada, basta observar o começo do filme mostrando fidelidade ao roteiro de Yinka Ogun e Graig Freimond, e para completar teve a produção de Mo Abudu, Wale Tinubu e Bola Atta ao lado da Netflix e da Ebonylife Films. A escolha do elenco foi boa e trouxe nomes do mundo artístico da Nigéria, formado por Sharon Ooja, Omoni Oboli, Blossom Chukwujekwu, Omowunmi Dada, Kemi Lala Akindoju, Wofai Samuel, Adebukola Oladipupo, Beverly Osu, Pearl Okorie, Ikechukwu Onunaku, Patrick Doyle, Sambasa Nzeribe, Daniel Effiong, Ada Ameh, Gregory Ojefua, Segun Arinze, Yemi Solade e Omawumi, juntos eles conseguem nos emocionar com tamanho realismo ao mostrarem a vida na noite do seu país. O roteiro é intenso e cheio de nuances de injustiça e com certeza não é uma daquelas histórias cheias de sofrimento e tudo fica lindo no final, somente conferindo que você vai entender o que eu quero dizer com isso. O trabalho de Gyang foi promissor nesse projeto e com certeza tem chances a concorrer alguns prêmios da sétima arte na categoria estrangeiro.

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Ólóturé (Sharon Oopa) uma jornalista nigeriana se passa por Ehi uma prostituta de rua, para tentar descobrir e expor o tráfico de pessoas realizado por um grupo de cafetões. Ao conviver com todas as mulheres que vivem no mesmo condomínio humilde, com direito a carcereira e vários gigolôs, a moça cria laços com suas colegas de profissão, passando também por várias situações complicadas na noite e dando um jeito de escapar de todas. Ajudada pelo seu colega de jornal, Emeka (Blossom Chukwujekwu), cada vez mais ela vai se deparando com um mundo de mulheres prostituídas e enganadas por falsas ilusões, promessas e explorações. Ela se junta a elas, e depois de uma festa onde ela foi dopada e abusada, na tentativa de ajudar todas, ela aceita o convite de uma cafetina para um transporte que supostamente levará todas para a Europa. Em meio a várias desculpas, elas acabam se deparando com um grupo de traficantes de pessoas para prostituição, que não pouparam em usar de violência brutal, tanto para mantê-las em cativeiro, quanto para continuar explorando as garotas de várias formas. Numa jornada bem realista, Ólóturé vai ter que ser mais forte do que pensa para conseguir sua matéria e mostrar que a justiça em seu pais ainda pode acontecer!

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O universo da prostituição nigeriana mostrado no filme, traz em vários momentos, a dificuldade de uma pessoa que leva uma vida normal em se adaptar a esse estilo, com Ehi, a falsa personalidade criada por Ólóturé, acontece o mesmo, desde o início ela vai escapando e deslizando entre os dedos dos supostos clientes, até que, o que foi muito bem pensado, chega uma hora que ela acaba caindo em uma falsa armadilha. Realmente dá para sentir um pouco da realidade dessas mulheres que não tem outro meio de sobreviver, um país que tem muita miséria e pobreza, dá possibilidades para que a exploração e o abuso tomem conta de grande parte desse grupo, o que culmina às vezes até em trafico de orgão. O drama vivido também pela colega de quarto da protagonista, a personagem Linda, tem também forte significância nesse drama, o sonho de sair do país e levar a irmã mais nova consigo, arriscando tudo e confiando cegamente em pessoas de índole duvidosa, é uma constante tanto na vida, quanto nos pensamentos da maior parte dessas pessoas que sobrevivem nesse ambiente tão precário. Isso resulta numa inocência perdida, por mais que ela tenha todas as manhas da noite e já esteja a bastante tempo na profissão, Linda entre de cabeça nas promessas da cafetina Tia (Omoni Oboli) para conseguir fugir com sua irmã e tentar melhorar a vida de todos em sua casa. Mas é certo que a maioria das vezes, a história toma outro curso e culmina num final bem trágico.

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Tem vários pontos positivos a serem considerados, Por uma vida melhor tem uma boa trilha sonora que mostra a música regional da Nigéria e também como funciona a vida noturna da classe baixa de sua sociedade, além também de mostrar a cultura e os hábitos nigerianos. A dificuldade de transporte, lugares salobres e muita pobreza convivem com uma sociedade bem pequena de pessoas que são bem sucedidas e com uma condição de vida mais digna, esse contraste bem significativo, faz com que a maioria das pessoas tenha o desejo de ir embora do país e tentar a vida no exterior. Ao meu ver, o ambiente sugere uma incidência maior de violência, tráfico de drogas e atos abusivos com alto teor de crueldade, acredito que essa era a intenção dos envolvidos no projeto ao darem vida, de forma tão realista para o roteiro de Ogun e Freimond, o que se torna um grito de alerta não só para o próprio governo do país, quanto para o departamento de direitos humanos da ONU, já que a união de várias autoridades podem proporcionar uma condição mais justa e digna, tanto para as mulheres quanto para as crianças africanas.

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Já é o segundo filme africano que mostra uma jornada de injustiças nas tentativas das pessoas com condições paupérrimas que tentam siar do seu país para alcançar uma vida melhor em outro. Como em Adú, Ólóturé por uma vida melhor, também aborda a dificuldade de se viver numa multidão onde a pobreza predomina e todos vivem em condições precárias. Valorizo esse filme, além de ter custos mais baixos dentro da realidade do país, o projeto não economizou na qualidade de imagem e muito menos no trabalho de realismo, aproximando-se bastante do que acontece na vida dessas mulheres negras que apenas querem um pouco de dignidade. Espero que seja indicado para vários prêmios em vários festivais, o aviso dado tem seu mérito. Agora é com você, vai lá e confere, depois meu bem vem aqui e me conta o que achou tá! Simples assim! ADOROOOOO #CHOCOBJS #MARMOTANDO #OUTUBROROSA

Todo domingo as 14:00 horas no IG TV do @marmotinhabh temos as LIVES MARMOTANDO com Hospício Nerd, apresentada por euzinho, @lisbragaoficial e @ricardocatizaneoficial dando dicas das plataformas NETFLIX, AMAZON PRIME, falando de Masterchef Brasil 7ª Temporada além de trazer convidados maravilhosos! Vem com a gente e se jogaaaaaa! #CHOCOBJS

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  1. Rose vidalResponder

    Gostei muito do filme e acho que devia ter continuação pra ela terminar essa reportagem. E quem sabe ter um final feliz.Muito bom mesmo esse filme.parabens

  2. AnônimoResponder

    Uma porcaria, achei que teria um final melhor,que raiva, espero que tenha continuação, aff

  3. CiceraResponder

    muito bom mas não gosto de filmes sem final

  4. AnônimoResponder

    De fato da pra perceber, estes filmes baseados em fatos reais nunca termina com final feliz! Ha continuação e à mesma do começo do filme.