{Resenha} Parasyte - Bizarro e fofinho - Hospicio Nerd

Venho com uma pérola dos animes da Netflix.

A locadora vermelha parece ter entrado de vez no mundo dos animes e está adicionando excelentes aquisições ao seu catálogo.

Uma das mais inusitadas, porém, é Parasyte: A história de um jovem estudante que se vê no meio de uma invasão de alienígenas canibais enquanto ele mesmo tem sua mão possuída por um dos alienígenas.

O Slogan e a vitrine da série não mentem, querem te pegar pelo bizarro. Uma mão com olhos, boca e uma lâmina. Mas felizmente, a série é MUITO mais que isso. É filosofia, é doçura, é ação.

Parasyte: The Maxim | Netflix

(foto: Netflix)

O enredo é trabalhado lenta, mais cuidadosamente, de forma a não deixar furos ou perguntas sem respostas, praticamente didático (como todo anime Shonen costuma ser). No entanto, traz viradas totalmente imprevisíveis, de nos deixar boquiabertos, e não tem pudor em avançar a história para novos patamares, matando o personagem que precisar para isso, sem pena. Apesar do número limitado de personagens que nos apegamos, a profundidade do roteiro nos deixa sempre na dúvida se eles sobreviverão ou não. E é interessante perceber que os personagens evoluem, amadurecem com os eventos acontecidos.

A animação é excelente, o traço segue o espírito da série, trazendo personagens com feições de meigas a perturbadoras.

Parasyte: The Maxim season 2 – why the anime won't be returning to ...

(foto: Netflix)

A dublagem brasileira mais uma vez é digna de elogios, não deve nada à própria original. Consegue traduzir tudo o que a série e os personagens querem passar, com destaque para Shiniji e Migi, os protagonistas.

Disheveled Hair (2014)

(foto: Netflix)

Eu deixo o destaque para a trilha sonora, que realmente me impressionou. A série ousa ao rechear suas cenas de ação, suspense e tensão com hip-hops e mixagens empolgantes e psicodélicas que nos imergem totalmente na cena.

Uma mão falante, com olhos e boca inicialmente é bizarro, mas à medida que vamos nos embrenhando no enredo, ela se torna tão natural para nós quanto para Shiniji, chegando até a ser fofinha em muitos momentos, um fofinho bizarro.

Mas o tema principal da série é a filosofia, o papel dos humanos na Terra. O que nos dá o direito de abusar dela? Somos a espécie dominante? Se matamos e devoramos animais vivos, por que outros animais não têm esse mesmo direito quanto a nós? Muitos questionamentos são jogados e felizmente, nenhum é respondido, deixando o expectador mais atento com ideias para meditar. Mas não agrada apenas ao expectador filosófico, mas quem gosta de ação também tem um prato cheio, com lutas bem feitas, planejadas e letais.

Sentai on Twitter: "Migi is cute. Cold, but cute. #parasyte ...

(foto: Netflix)

Parasyte é uma excelente surpresa no catálogo da Netflix, mas poucas pessoas são seduzidas pela estranha, mas honesta vitrine que apresenta a série. Ainda assim, eu encorajo qualquer um já iniciado no universo dos animes a encarar o desafio pois, com certeza, não será tempo perdido.

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