{Resenha} Sangue e água! Minissérie Sul-Africana! - Hospicio Nerd

INHAIIIIII TUXOS E TUXAS FÃS DAS SÉRIES TEENS! VEM COMIGOOO!!!!

Já to bege, roxa, azul e multicor de tantas produções estrangeiras boas entrando para o streaming de nossa “Ma” NETFLIX nessa Pandemia! Dessa vez é uma mini-série de 6 episódio sul-africana que vai fazer você maratonar bem rapidinho e ficar louco querendo a segunda temporada. Sangue e água (Blood and water) tem esse dom desde seu lançamento no dia 20 de maio quando o diretor Nosipho Dumisa que também assumiu o roteiro ao lado de Daryne Joshua e Travis Taute mostrou com bastante eficiência como é o trabalho artístico dos sul-africanos, sabendo criar um clima bem agradável no universo teen e suas diferenças em seu país. Gravada em inglês com leves diálogos na língua nativa da cidade do Cabo, a série tem a receita certa para fazer sucesso ao lado de “Eu Nunca” e “Control Z” que também estão conquistando o público. O legal é que os costumes e hábitos de uma sociedade que poucos conhecem foi mostrada com muito carinho pelos envolvidos no projeto que apostaram no drama familiar baseado na história real da sul-africana Zephany Nurse que foi sequestrada de um hospital da Cidade do Cabo com apenas dois dias de vida em 1997 de sua mãe Celeste Nurse, que um pouco antes de dormir lembra de uma mulher que usava o uniforme de enfermeira segurando sua filha. Já dá um nó na garganta e vontade de conferir só de saber um fato “babadeiro” que Celeste assim como a mãe da série comemorava o aniversário da filha todo ano para dar suporte as várias mães que tiveram seus filhos desaparecidos, confesso que fica mais interessante ainda!

Fonte: Netflix / Divulgação

O elenco traz nomes conhecidos no país como Ama Qamata, Khosi Ngema, Gail Mabalane, Thabang Molaba, Dillon Windvogel, Natasha Thahane, Arno Greeff, Xolile Tshabalala, Getmore Sithole, Cindy Mahlangu, Ryle De Morny, Greteli Fincham, Sello Maake Ka-Ncube, Odwa Gwanya, Mekaila Mathys, Sandi Schultz, Duane Williams, Shamilla Miller e Patrick Mofokeng. Mas vamos dar os devidos destaques, a protagonista vivida por Ama traz um perfil bem diferente do que estamos acostumados a ver, o trabalho da atriz ficou bom por ser progressivo, a princípio inexpressivo e aos poucos vai conquistando o público com seu jeitinho curioso para tentar resolver o mistério em que está envolvida. Outra personagem forte é Wendy vivida por Natasha Thahane que aborda temas históricos de racismo e lutas pelos direitos dos cidadãos sul-africanos mas que ao mesmo tempo é capaz de fazer qualquer coisa por seus interesses como editora da revista do colégio. O amigo Wade que ganhou vida por Dillon Windvogel também é um fofo que agrega muito para a história a partir do momento que ele começa a ajudar sua “crush” incondicionalmente. E tem também o trabalho de Khosi Ngema como Fikile Bhele, que por mais que seja uma garota rica traz a imagem justa e sem nenhum tipo de orgulho e arrogância dentro de um parâmetro normal de garotas de sua idade. E não deixaria de falar nesse mês temático antecipando o orgulho LGBTQIA+ no Hospício, do personagem Chris Ackerman vivido por Arno Greeff que é um bissexual e traz a questão de maneira bem leve e bem clara do tema.

Fonte: Netflix / Divulgação

Sangue e água é uma mini-série teen que conta a história e o drama da família Khumalo que teve sua filha desaparecida em um suposto sequestro a 17 anos, que se chamaria Phume, algo bem difícil de superar pela mãe Thandeka (Gail Mabalane) que comemora o aniversário da filha fielmente todo ano gerando um desconforto em sua segunda filha Puleng (Ama Qmata). A mãe, a filha e o filho Siya (Odwa Gwanya) vivem o drama de acusação do pai Julius (Getmore Sithole) do desaparecimento da própria filha, o que o leva a sair de casa. Ao fugir de casa ela conhece numa festa a aniversariante Fikile Bhele (Khosi Ngema), uma garota rica e bem de vida estudante do Colégio Parkhurst, que nasceu no mesmo dia que sua irmã desapareceu. Depois de se envolver num escândalo familiar onde seu pai foi detido pelas autoridades, a jovem assume o nome de sua mãe e movida pela desconfiança depois de receber o comentário de parecer com Fikile por Wade (Dillon Windvogel) e ingressa para o colégio afim de talvez descobrir a verdade. Como em todo mundo adolescente juvenil os envolvidos na história fazem parte de famílias que fizeram parte do passado da família protagonista e o drama vai ganhando vida dentro deste ambiente. Entre questionamentos bem atuais sobre discriminação, diversidade e inclusão, sexualidade, buyllings e diferenças sociais, Puleng tenta de todas as formas juntar todos os fatos dentro de um quebra cabeças cujas peças vão se mostrando à medida que as verdades vão vindo à tona.

Fonte: Netflix / Divulgação

A produção de Benjamin Overmeyer, Bradley Joshua e Tascha van der Westhuizen ficou impecável e realmente mostra o estilo de vida dos dois lados das classes sociais sul-africanas. A cidade do Cabo tem paisagens lindas e praticamente é uma locação só que foi muito bem explorada na série, dá para se notar isso quando nos deparamos com a escola anterior que Puleng frequenta e em seguida quando é transferida para o Colégio Parkhurst frequentado por jovens considerados de classe mais elevada. Os hábitos estudantis não se diferenciam muito  do resto do mundo, mas tudo é adaptado num universo diferente, desde as bebidas as comidas que representam a culinária regional. Os figurinos se destacam pelas cores, até mesmo nos uniformes do colégio que trazem o traço da personalidade forte da África do Sul, fora a valorização da arte dos penteados africanos que é insuperável em todo mundo. Outro ponto positivo é a edição que o pessoal arrasou, os cortes não me confundiram e com certeza todos os temas levantados na primeira temporada, a não ser os que dão a deixa para a segunda temporada, ficaram muito bem explicados. A trilha sonora traz desde o que a galerinha jovem do país está ouvindo no momento, como também o que é sucesso dentro da arte musical raiz complementando as cenas e enriquecendo o enredo, que também se destaca da maneira que foi conduzido e escrito por todos que estavam envolvidos no projeto.

Nossa “Ma” realmente está arrasando nesse momento fazendo seu público pensar, isso mesmo, as várias situações e temas vividos, tanto nas séries quanto nos filmes que são produções estrangeiras, tem levantado assuntos que caminham para a resolução e aceitação da sociedade dentro do mundo da Diversidade sem deixar de lado a justiça e a boa conduta. Assumindo essa postura de reforma íntima ela tem transformado nossos dias em reflexões agradáveis que com certeza vão mudar muito o modo de pensar e agir de muita gente. Sangue e água tem seu lugar no TOP 10 da plataforma e a cada momento atrai mais alguém para assistir com essa temática fantástica, ou seja, vale a pena, é bom e eu vi tudo em um dia! Agora só falta você seguir nossos conselhos e também conferir esse trabalho lindo que está a sua disposição na nossa venerada NETFLIX! ADOROOOOOOO #CHOCOBJS #FIQUEEMCASASEPUDER

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