{Resenha} The boys in the band! - Inteligente, lindo, educado, irreverente... Gay! - Hospicio Nerd

INHAIMMMM TUXOS E TUXAS BORA FESTEJAR O NIVER DA BIBA HAROLD MEU AMOR!!!

Pára tudo que o bonde chegou, levanta o queixo e bate o leque na passarela, morde o lábio na hora do flash, sabe porque amorecos? Acuenda só o babado agora é forte, segura a peruca mona e por que estreou em 30 de setembro na nossa Mammy cheia de glitter The boys in the band (Os meninos da banda). Pois é, vamos logo voltar no tempo e ver qual é a pegada que rolava nos anos 70, ou melhor sendo mais exato, em Nova York de 1968 e o seu perfil de cidade irreverente e moderna. Em meio a isso tudo numa sociedade de outra época e com outros costumes, vamos acompanhar um grupo de amigos gays envolvidos em seus próprios dramas e segredos. Sempre deixando bem claro, que nós do HN não damos spoiler e sempre seremos imparciais para sua opinião, porque aqui meu bem é você quem decide se VALE ou NÃO  VALE a pena ver o que estamos resenhando táaaa! Agora que você já está ciente, que tal entrarmos de penetra nessa festinha gay numa cobertura e começar a entender o mundinho G que já rolava desde antes dos anos 70 uai!

A direção de Joe Mantello fez brilhar intensamente o roteiro de Mart Crowley que teve sua produção feita por David Stone, Ned Martel e Ryan Murphy receberam essa missão da nossa Mammy Netflix para dessa vez ganhar um brilho nesse remake ao reproduzir a peça musical exibida em 1968 e escrita e produzida pelo maravilhoso Mr. Crowley. Além do efeito e da reação serem bem diferentes das da época, essa nova produção ousa com glamour, não só pela imagem com uma película que nos faz lembrar os filmes de época hollywoodianos, estilo Bonequinha de luxo ou Cassino Royale, essa galera resolveu não poupar em nada nos objetos de cena e nas relíquias como o telefone de discar com o fio flexível para maior mobilidade, o toca discos de vinil, entre outros. Além disso, a inspiração veio de um musical, portanto a trilha sonora é bem marcante e realmente você assiste naquele clima de Casa Blanca, só que na versão gay. Acredito que os envolvidos nesse trabalho de reconstrução de época se jogaram de cabeça para que tudo ficasse simplesmente perfeito, aliás não poderia ser diferente, é gay meu bem! Sempre fica bem feito!

Uma festa na cobertura de Michael (Jim Parsons) para comemorar como todo ano, o aniversário de Harold (Zachary Quinto) une em um mesmo lugar seus convidados bem diferentes uns dos outros, exceto pelo fato de todos serem gays. As personalidades de Emory (Robin de Jesus) o afetado, Bernard (Michael Benjamin Washington) o bibliotecário, Donald (Matt Bomer) o leitor, Hank (Tuc Watkins) o enrustido casado, Larry (Andrew Rannells) o galã e um garoto de programa, no caso, o cowboy (Charlie Carver) formam o grupo seleto de amigos do anfitrião, que é surpreendido pelo seu amigo hétero casado Alan (Brian Hutchison), que para completar o drama  não só dele, mas de todas as bibas, chega em sua casa sem avisar, depois de desistir de ir a um jantar. E o clima fica perfeito, bibas em euforia, música no toca-disco com direito a coreografia, muita bebida, cigarros, comida, bolo de aniversário e o que tiver a mais, pronto, o que faltava aconteceu e uma chuva os leva para a sala, nada melhor do que fazer um joguinho entre amigos, e claro, quem sabe não incluir o inusitado visitante no babado também! Meu amor, agora é dance, dance, dance and POW!

Parsons sempre brilha, podemos dizer que ele e o nosso amadinho Zachary simplesmente deram seus nomes para esse filme, que me deu a sensação de estar vendo uma mistura de The big bang theory gay e American Horror Story só que sem terror. O grupo de atores é realmente brilhante, dá para se notar pelo excelente trabalho de oficina realizado por eles e claro pela interpretação que traz realmente a ousadia por trás da imagem de comportado naqueles tempos, onde fora das suas zonas de conforto, ou melhor dizendo, quando estão reunidos, todos se mostravam como realmente eram. Me satisfez muito todas as referências, não só culturais ou musicais, mas o modo de vida que realmente levavam ou até mesmo podemos dizer que ainda levam os gays dentro da sociedade. As relações entre amigos e considerando também as amorosas, se misturam todas nesse universo que foi conduzido pela mente de Mantello com tamanha maestria. Também é marcante o tal melancolic time que o filme traz, bem típico do estilo da arte cinematográfica da época, além do mais, cerca de mais de oitenta por cento de todo o roteiro original foi preservado para garantir o máximo da originalidade de criação. Um luxo meu bem!

Netflix

O mundo de descobertas e as histórias revividas por cada personagem mostra claramente o quanto todos os seres humanos são iguais, em qualquer situação somos movidos pelos nossos próprios sentimentos, escolhas e ações. É um show de informação, dá para você com certeza sentar e se envolver naquele ambiente, que para alguns vai trazer boas lembranças e para outros quem sabe muitas respostas. O fato de Ryan Murphy ser um dos produtores já diz muito em termos de qualidade já que ele também é responsável por sucessos como Ratched, Hollywood, The Politician, entre outros na plataforma. Outro ponto positivo é a sensação de estar assistindo uma peça de teatro, devido o filme ter sido todo ambientado dentro de um apartamento, garantindo o sucesso no circuito Off-Broadway no fim dos anos 60, fazendo com que virasse um filme em 1970 com a direção do impecável William Friedkin que também dirigiu O Exorcista. Temos que citar essas marcantes memórias a respeito dessa obra, já que fazer um remake não é trabalho para amadores, com certeza exigiu a aposta certa e dessa vez foi escolher um elenco todo gay! Aplause… Aplause… Aplause!

Ao simplesmente ver o trailer temos a sensação de uma comédia e ao mesmo tempo de um drama que parece ser pesado, acredito que isso faz um boom na nossa curiosidade, entender a visão da sociedade de Nova York de 1968, exatamente numa era pré-aids, levantando já naqueles tempos certas questões como a liberdade sexual e a homofobia apresentados de uma forma adequada pelo roteirista, diretor e produtores. O babado mara de todos é que você simplesmente vai poder se jogar com 8 das mais excêntricas personalidades gays dentro de um mesmo espaço e te garanto que não é o que você está acostumado a ver ou mesmo vivenciar dentro da nossa sociedade, que ainda preza os comportamentos convenientes às suas vontades e necessidades. Amigaaaaaa…. Agora é com você tá! Passa a make, pega a pipoca, põe um salto e vai lá e confere, depois meu bem vem aqui e me conta o que achou tá! Fechou mana, Simples assim! ADOROOOOO #CHOCOBJS #MARMOTANDO 

Todo domingo as 14:00 horas no IG TV do @marmotinhabh temos as LIVES MARMOTANDO com Hospício Nerd, apresentada por euzinho, @lisbragaoficial e @ricardocatizaneoficial dando dicas das plataformas NETFLIX, AMAZON PRIME, falando de Masterchef Brasil 7ª Temporada além de trazer convidados maravilhosos! Vem com a gente e se jogaaaaaa! #CHOCOBJS

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