{Resenha} Um Amor, Mil Casamentos! I say "YES" Mammy NETFLIX! - Hospicio Nerd

PARA TUDOOOOOO! Alguém é contra essa união??? Mammy NETFLIX aprova!

E viva a plataforma mais badalada dessa quarentena, ela tem um cardápio para todos os gostos, e o prato da vez que estreou no último dia 10 vem com festa, jantar, celebração e um “EU ACEITO” recheado de confusões e claro várias opções para você ficar satisfeito! UM AMOR, MIL CASAMENTOS é uma dessas produções no estilo “sessão da tarde” que é gostoso de se ver no gênero comédia romântica. Com direção e roteiro de Dean Craig do Reino Unido e filmado na Itália, apresenta um formato diferente dos que estamos acostumados a ver, mas sem deixar de ter vários textos e cenas “clichês” do mundo cinematográfico. O título original “Love. Wedding. Repeat.” (Amor, Casamento, Repetição) já traz uma noção do que se trata a história baseada no filme francês “Plan De Table”, de 2012, da cineasta francesa Christelle Raynal. Com a produção de Andrea Borella, Guglielmo Marchetti e Jo Bamford e o apoio da NETFLIX o projeto resultou num filme que tem situações engraçadas e bem possíveis de acontecer dentro do universo de festas e celebrações de cunho familiar. Nesse post especial recebi a colaboração da minha amada “Ditigal Influencer” Adriana Gutes que fez o seguinte comentário: “Como disse a narradora do filme: “Vivemos em um universo governado pelo caso e pelo acaso…” Em tempos de pandemia, esse é um filme leve que se passa na Itália, nos mostrando que podemos ter uma segunda chance! E apesar de não ter conseguido o agrado da crítica, me agradou muito!”

    O elenco é bom, conta com Sam Claflin (Jack, o irmão da noiva, aquele mesmo ator que estrelou o filme Como eu era antes de você), Olivia Munn (A bela jornalista Dina), Freida Pinto (A polêmica Amanda), Eleanor Tomlinson (A noiva louca Hailey), Joel Fry (O Dama de honra Bryan), Tim Key (Sidney o homem de Kilt), Aisling Bea (A tagarela Rebecca), Jack Farthing (O convidado inesperado Marc), Allan Mustafa (Chaz o moço dono de um membro invejável) e Alexander Forsyth (Greg). Como podem ver pelas descrições em parênteses, as diferentes personalidades que proporcionam as várias versões de uma mesma história depois de um certo acontecimento do filme, mostram que o diretor Craig soube trabalhar com esse elenco intenso, que arrasou na caracterização de cada um dos personagens. Deu para notar o trabalho progressivo de cada um deles à medida que vão aparecendo um tanto quanto tímidos e aos poucos deixando bem claro suas neuroses e comportamentos um tanto quanto confusos. 

    O filme acontece durante o casamento de Hailey (Tomlinson) e Roberto de família italiana, onde seu irmão Jack (Claflin) reencontra depois de muito tempo com Dina (Munn) amiga de sua irmã. Os dois pombinhos se conheceram na casa de Hailey, aproximadamente a um ano antes do casamento e ficaram enamorados, mas perderam a oportunidade de dar o seu beijo. No desenrolar da trama, o “Dama de honra” Bryan, um ator frustrado que tenta falar o tempo todo com um dos convidados que é um diretor famoso, foi  um dos elogiados pelos críticos com sua excelente atuação nas várias versões apresentadas. Conta ainda com convidado inesperado, Marc (Farthing), que tem uma paixão antiga pela noiva mas é viciado em cocaína e não tem um comportamento previsível. Dentre os bem peculiares temos Sidney ( Key), que além de falar dele mesmo e não escutar ninguém, aparece de Kilt para tentar chamar a atenção de uma possível candidata a ser sua namorada. O casal Chaz (Mustafa) que passa o filme todo preocupado se o seu pênis é maior do que o ex (O irmão da noiva) de sua namorada Amanda (Freida) que além de autoritária, irônica ao extremo parece estar ainda apaixonada por Jack. Tem também a desenfreada Rebecca ( Bea), uma personagem que fala o que deve e o que não deve e parece estar obcecada por Bryan. Nesse universo cheio de loucos, numa tentativa de conter o Marc, para que ele não estrague o momento de Hailey, Jack tenta executar um plano que para nossa alegria e do enredo, dá errado. Nesse momento temos a narradora que deixa bem claro que a posição de cada pessoa em uma mesa de festa pode interferir no destino de todos. Daí em diante temos a repetição dos acontecimentos, que variam conforme vão mudando os personagens de lugar. Esse é o diferencial!

    A mistura de casamento, comédia, romance e comportamento humano tem poucas chances de dar errado para gosto do público. Foi inteligente combinar diversas versões e fatos acontecendo em um só dia dentro de uma celebração e festa de casamento, o que torna o enredo bem original apesar de ser simples e contar com uma produção limitada e com um custo mais baixo. Mas é claro que um humor mais irreverente e cheio de momentos cômicos e dramáticos faz o filme funcionar e agradar seu público, apesar de todos nós sabermos que esse é um gênero que não sai de moda e nem perde pontos, mesmo que não tenha uma boa crítica. O filme se passa em Roma, temos personagens Italianos, a família do noivo e seus amigos que quase não aparecem e os Londrinos que formam o casting principal do roteiro. A fotografia é boa, o lugar foi bem escolhido, com salões e um buffet muito apresentável, mas não passa disso, acredito que o que enriquece é o figurino e o cenário que foram tratados com muito carinho pela direção. Além disso, temos as canções “La Nostra Favola” e “Sotter Cela de Roma” que enriquecem a produção musical do filme.

    O filme peca em alguns momentos tanto na direção quanto na atuação, mas consegue seu objetivo como comédia romântica trazendo também muitas observações meio que “mensagens” para quem assiste. Envolvido numa espécie de terapia coletiva, mostra realidades prováveis de acontecer no cotidiano do ser humano em meio as suas várias necessidades e tentativas para ser feliz. Fica bem explicito que temos escolhas e que às vezes os caminhos que não tomamos acabam por se tornar um capricho do destino. Não espere momentos de romantismo que te levam a pensar que o casal de noivos se merecem, ou que o teor do filme e bem açucarado, na verdade ele te leva para os caminhos tortuosos de uma vida mais cheia de erros do que acertos. Durante mais ou menos uma hora e meia, UM AMOR, MIL CASAMENTOS tem um ponto positivo, apesar de comparado a filmes como “Feitiço do tempo”, tem versões com períodos curtos sem muito envolvimento na vida dos personagens. Ainda citando minha amiga Miss Gutes, ela enfatizou em suas palavras que aprendeu com o filme: ” É importante saber ouvir o outro e não só falar de nós, deixando o passado para trás para não prejudicar a auto estima de quem está ao nosso lado. Se amamos desejamos a felicidade do outro independente de qualquer coisa. Que se pararmos para observar podemos descobrir que o amor que sempre procuramos estava ao nosso lado o tempo todo. Que podemos descobrir nosso verdadeiro valor através de uma crítica ou mesmo quando somos destratados. E que obstáculos sempre vão existir, o importante é você persistir e nunca desistir!” (Adriana Gutes) Então concluímos que muita coisa pode ser evitada se você conseguir ser humilde suficiente e pedir para trocar de lugar com alguém numa mesa de uma festa de casamento! SUPER INDICO para você preencher seu tempo com boas produções nesse “QUARENTENA”! #CHOCOBJS #FIQUEEMCASA

    Colaboração: Adriana Gutes – Digital Influencer

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