
Um Superman que já chegou sendo Superman
Diferente das versões anteriores que insistem em recontar a origem do herói, aqui o roteiro já coloca o Superman em ação há três anos em Metrópoles. Nada de Krypton explodindo ou pais do Kansas explicando tudo. A história começa com o herói já estabelecido, num estilo que lembra o Batman de Matt Reeves.
Anos atrás um planeta explodiu
Isso permite que o filme mergulhe direto na ação, com o Superman usando seu traje desde o início e salvando o dia sem enrolação. O foco está no herói em sua forma mais pura: ajudando quem precisa, afastando civis das zonas de perigo e enfrentando ameaças que vão de robôs assassinos a monstros gigantes — e até uma versão distorcida de si mesmo, o Bizarro.
David Corenswet segura bem o papel, entregando um Superman meio arrogante, COM RAZÃO, em determinada parte do filme, Lex acaba jogando na mídia a verdadeira mensagem que os pais de Kal-el fizeram para ele, de uma hora para a outra a imagem que o Superman tem sobre Krypton e seus pais biológicos muda e ele fica vulnerável de maneira física e mental, e uma postura arrogante acaba encaixando com o emocional do personagem que mesmo sendo um pouco amador, tem um coração enorme. Ele é inocente, mas experiente. Um verdadeiro super-herói.

Material de divulgação Warner.
Lex Luthor brilha como vilão clássico
Nicholas Hoult entrega um Lex Luthor que parece ter saído direto dos quadrinhos. Ele é debochado, invejoso, brilhante e completamente megalomaníaco. Ao contrário do Lex de Batman vs Superman, que fazia planos confusos, aqui ele manipula governos, cria tensões internacionais e até tenta desacreditar o Superman diante do mundo.
A titulo de curiosidade, James Gunn dizia que a maior inspiração para Lex Luthor foi Michael Rosenbaum que interpreta o personagem em Smallville.
Hoult faz questão de explicar cada detalhe dos seus planos com orgulho como um clássico vilão que conta seus planos malignos com tempo do herói reverter a situação. A rivalidade entre os dois funciona como um jogo de gato e rato. Eles se completam, como Batman e Coringa em O Cavaleiro das Trevas.
É clichê? Sim. Mas funciona muito bem.

Material de Divulgação Warner China.
Universo vivo, mas cheio demais
James Gunn sabe trabalhar com elencos grandes, e isso fica claro aqui. Temos vários núcleos: a Fortaleza da Solidão com Krypto, os robôs Superman e participações especiais de Bradley Cooper (Jor-El) e Angela Sarafyan (Lara); a Gangue da Justiça, com Lanterna Verde Guy Gardner (Nathan Fillion) Mr Terrif (Edi Gathegi) e Mulher-Gavião (Isabela Merced) que, apesar das boas cenas de ação, parece meio deslocad; John e Martha Kent (Pruitt Taylor Vince e neva howell) os pais terrestres de Clark como guias morais; e o núcleo do Planeta Diário, que ajuda a prender Lex no final.
Tudo isso dá vida ao universo da DC, mas também pesa um pouco. Em certos momentos, o excesso de personagens cansa, apesar de não tirar o foco do Superman. Por exemplo, diminuir o tempo do Planeta Diário poderia abrir espaço para explorar melhor a prisão onde o herói fica preso com o Metamorfo e até incluir easter eggs de outros meta-humanos, como o Caçador de Marte.
O filme não fica confuso, é verdade, mas poderia ser mais enxuto e direto.
Milly Alcock nos bastidores de Supergirl: A mulher do amanhã.
Easter eggs, Supergirl e o futuro da DC
Nos minutos finais, Supergirl interpretada por Milly Alcock (Casa do Dragão) aparece e já mostra que tem química com o primo. Eles se conhecem, e ela revela que curte viajar por planetas com sol vermelho para poder ficar bêbada e curtir a vida. A cena prepara o terreno para Supergirl: Woman of Tomorrow, que estreia em 2026 com Milly Alcock e Jason Momoa como Lobo o maioral.
Lex Luthor foi preso, mas é claro que ele volta. Ele é uma ameaça recorrente não só para o Superman, mas para toda a Liga da Justiça. E o melhor de tudo: a DC finalmente parece saber para onde está indo
Esse filme pode até causar úlcera em alguns fãs mais apegados ao passado, mas o saldo final é positivo. No fim das contas, é um filme que parece um quadrinho clássico na tela grande com começo, meio e fim e faz a gente sair do cinema querendo um fiapo de manga chamado Krypto.
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Texto por: David Alves
