“- Rápido como jato e possante como um foguete!”
O filme de hoje, na minha opinião, é mais um espetáculo que retrata o esporte automobilístico — sim, Fórmula 1! E com um ator “desconhecido”, humilde, quase anônimo… só que não: Brad Pitt. O cara entrega tudo e mais um pouco! Aqui, ele não é só um piloto profissional. Ele encarna uma reflexão interna sobre liberdade, desejo, prazer — o prazer de *estar* em primeiro lugar, e não *ser* o melhor entre todos. O filme não fala sobre superioridade, mas sobre voar e flutuar. E que direção, hein! Sacadas geniais nas transições, cortes cinematográficos de deixar qualquer um em êxtase. Fiquei até me perguntando se a galera da fotografia e da edição vive um romance secreto, de tão afinados que estavam.
Teve sacada de adulto e emoção para crianças
O entrosamento entre narrativa e estética é algo que me pegou muito. Teve trocadilho, teve humor bem encaixado com o visual, e isso é raro. Em alguns momentos, senti uma leve falta de harmonia entre trilha, imagem e áudio — algo sutil, quase imperceptível, mas que se alinha no decorrer do filme. Parece até proposital: o próprio processo de entrosamento que acontece entre os personagens da trama se reflete na montagem. Sem spoiler aqui, mas dá pra esperar aquele clássico embate entre um titular arrogante e a chegada de alguém novo com potencial de transformar a equipe. A tensão existe, mas é tratada com inteligência, sem exageros.

Qual a cronologia mesmo?
Fiquei com aquela pulga atrás da orelha em relação ao tempo narrativo. Em que ano a história se passa exatamente? Tem menções ao Ayrton Senna (eterno ídolo), ao Lawrence (corredor real da F1 atual), então dá pra deduzir que estamos ali entre 2023 e 2024. Mas o filme também dá pistas de que o personagem passou por 2002, anos 90… Tem uma costura temporal meio solta. Não lembro de datas claras ou elementos cenográficos que marquem exatamente onde estamos. Talvez eu precise assistir de novo — o que, sinceramente, não me incomoda, porque o filme é *gostoso de ver*.
Imersão sonora e visual
Falando em gostoso, a sessão foi em IMAX e, meu amigo, que delícia de som! Captaram as camadas de áudio com muita sensibilidade. Nada exagerado, nada fora do tom. Os efeitos visuais estavam ali, mas sem pirotecnia gratuita. Não é um “croma pegando fogo” o tempo todo. A atuação sustenta a tensão. Agora, confesso que teve uma coisa que me deixou intrigado: num momento, o carro sai da pista, volta para o box, está limpinho e, mesmo com os pneus supostamente quentes, tem gente encostando, tirando foto, como se nada estivesse pegando fogo. Enfim, são detalhes que não comprometem a obra, mas que atiçam o olhar de quem ama o universo técnico do automobilismo.
Por fim, teve boa entrega
No geral, o filme provoca, entretém e entrega. Fala sobre equipe, sobre o corpo como um conjunto, sobre atravessar a linha de chegada com toda uma estrutura por trás. Tem conspiração, tem tentativa de boicote, tem tudo o que envolve esse mundo onde dinheiro e vaidade aceleram lado a lado. A classificação indicativa, pelo que vi, é livre — crianças vão se divertir. Teve emoção, teve estética, teve alma. Parabéns à Warner Bros por mais esse acerto. MAS… (e aqui vai meu momento clubista): *Premonição 6* segue sendo o melhor filme do ano da produtora. Hehehe. Super adorei!
