Salve, salve, nerds e nerdas desse hospício, tudo bem com vocês?
Estou chegando com mais uma pílula em forma de resenha sobre essa obra nacional intitulada A Melhor Mãe do Mundo, da diretora Anna Muylaert, com um elenco de dar gosto!
Lembrando que essa pílula tem doses exacerbadas da minha OPINIÃO e pode causar efeitos colaterais, hein. Então, vamos lá.
Sinopse
A catadora de recicláveis Gal decide fugir dos abusos do marido Leandro após tentar denunciá-lo e ser ignorada pela polícia. Focada em proteger seus filhos, a mulher abandona a casa e, para garantir a inocência deles, faz com que acreditem que estão vivendo uma grande aventura.

Esse filme me causou muitas sensações e, por vezes, me recheou de críticas sociais pesadas na mente. Ao mesmo tempo, despertou uma profunda indignação por eu conhecer mulheres semelhantes à personagem Gal, vivida pela atriz Shirley Cruz. É nítido que ela tem alguma questão de saúde mental — e mesmo assim surgem homens que abusam e a deixam grávida, gerando filhos. Eu conheço uma situação real assim, e isso me deixa muito fragilizado.
Mas… quem irá se responsabilizar?
Nesse filme vemos um retrato desenhado do que é o nosso país: um lugar que tapa as dores com cerveja e futebol. O Estado não se faz presente quando uma mãe de dois filhos, pobre, precisa de ajuda — e ainda se coloca no direito de julgá-la. Eita, eita.
Mas é lindo de ver a dedicação e a coragem de Gal, que passa pelo ódio e não deixa que esse mal entristeça suas crias. A cada cena, acompanhá-los alivia o coração — mesmo sabendo que, em algum momento, a “aventura” vai acabar.
Não acho que esse filme tenha algo a dizer. Ele apenas escancara e esfrega na cara do Brasil como ele é.
Tecnicamente falando:
Perfeito.
