Faltou coragem para tal
Salve salve, meus hospicianos nerds! Cá estou eu de novo trazendo mais uma pílula cinematográfica, e dessa vez vamos falar sobre Anônimo 2. Desde o anúncio, a expectativa era grande: afinal, o primeiro filme surpreendeu geral com a mistura de humor ácido e ação estilizada. Bora ver se essa sequência está a altura? Lembrando que essa resenha está recheada da minha OPINIÃO.

SINOSPSE:
Em Anônimo 2, o pai de família Hutch Mansell retorna para lidar novamente com seu passado violento quatro anos após os eventos do primeiro filme. Depois de retornar ao trabalho repleto de perigos, socos e pancadas que tinha abandonado para criar e cuidar de sua família, Hutch está cada vez mais distante de sua esposa Becca (Connie Nielsen) e os filhos e sobrecarregado com as novas missões. Para tentar se redimir, o homem decide levar todos numa viagem a um parque de diversões aquático que costumava passar as férias de verão na infância com seu irmão Harry (RZA). Acompanhado de seu pai David (Christopher Lloyd), os cinco chegam na charmosa, pacata e turística cidade de Plummerville, prontos para curtir os dias em família sem distrações de trabalho. Esses planos, porém, saem do eixo quando uma briga inesperada e aparentemente trivial com alguns encrenqueiros locais desencadeia uma série de eventos perigosos.
O FILME É BOM?:
A sequência prometia mostrar um lado mais humano do nosso protagonista, dando uma espiadinha na vida pessoal dele e criando camadas além da pancadaria.
E olha, até parece que vai rolar. O roteiro dá umas piscadas, solta uns momentos mais íntimos e até constrói situações que poderiam levar a um aprofundamento real do personagem. Só que… não demora muito pro filme puxar o freio de mão nessa tentativa e cair no caminho mais seguro: repetir a fórmula que já conhecemos. É quase como se tivessem dado um Ctrl+C/Ctrl+V no primeiro, só que com cenários diferentes e inimigos revezados.
Isso torna a experiência um pouco previsível, sim, mas também não dá pra dizer que seja ruim. Porque quando a ação começa, aí é impossível não se empolgar. As sequências são bem coreografadas, cheias de energia, com aquele ritmo acelerado que prende você na cadeira. É explosão, soco, chute e tiro pra todo lado — tudo muito bem filmado, com um toque de exagero que diverte demais.
CONCLUSÃO:
No fim das contas, O Anônimo 2 entrega aquilo que muita gente foi buscar: duas horas de caos organizado, violência estilosa e diversão garantida. Só que, ao mesmo tempo, deixa um gostinho amargo de “podia ter sido mais”. O potencial de explorar o personagem tava ali, mas ficou em segundo plano diante da preocupação em repetir o sucesso da fórmula inicial.
Resumindo: se você curte ação sem compromisso, vai sair satisfeito. Mas se estava esperando uma evolução real da franquia, talvez sinta que o filme joga seguro demais. Agora fica a dúvida: será que vale insistir numa parte 3, ou já é hora de dar um fim honroso à saga?
