Um final familia!
Sim, meus caros invocadores! Eis que chegou ao fim as aventuras de Ed e Lorraine Warren! Bom, pelo menos na versão Vera e Patrick né? O úniverso criado após o primeiro filme ainda deve continuar por um tempinho! Lembrando que essa resenha NÃO TEM SPOILER!! E que tem apenas e unicamente a MINHA OPINIÃO! Dito isso, peguem seus textos sagrados e BORA RESENHAR!

Flashback!!
Logo na abertura, o filme traz um flashback do nascimento de Judy, intercalado com a apresentação da nova entidade que move a trama. E aqui entra o detalhe que guia toda a narrativa: a criatura sobrenatural se manifesta através de um espelho, fazendo com que esse objeto se torne onipresente durante o longa. Espelhos estão por toda parte, refletindo, distorcendo e ampliando a sensação de inquietação – mesmo quando os sustos em si não funcionam tão bem.
No entanto, se por um lado o filme acerta no emocional e cria uma boa atmosfera, por outro continua falhando em entregar sustos realmente eficazes. Assim como no terceiro filme, as cenas de terror são bastante telegrafadas, deixando pouco espaço para surpresas. Para quem esperava arrepios e tensão no nível dos dois primeiros longas, o resultado pode soar morno.

Só faltou o terror!
A direção segue a mesma linha do terceiro filme: menos voltada para o horror puro e mais próxima de um drama sobrenatural. Isso não significa que os elementos de terror não estejam lá – eles estão –, mas novamente o foco principal é a relação entre os Warrens. O coração do longa é a dinâmica familiar, expandida agora para incluir Judy, filha do casal, e seu futuro marido Tony, que na vida real viria a ser responsável pelo famoso museu dos Warren após a morte deles.
Ainda assim, “Invocação do Mal 4: O Último Ritual” cumpre bem seu papel como encerramento. É familiar, nostálgico e fecha com respeito a trajetória de Ed e Lorraine Warren, personagens que vão deixar saudade. O triste é que a única coisa assustadora do filme é o trailer, já que no filme…
