Tubarão e Serial Killer Juntos!
Não costumo assistir a filmes de terror, mas esse não é exatamente de dar medo, e sim de provocar sustos. Em vários momentos, me vi saltando da cadeira e totalmente vidrada no que acontecia em cena. Como o próprio título sugere, Animais Perigosos conta a história de um serial killer que sequestra jovens para usá-los como isca para tubarões. Um
No filme, acompanhamos Zephyr, uma surfista rebelde que não tem nada a perder. Ela é capturada por Tucker e feita refém em seu barco. Em uma corrida contra o tempo, precisa encontrar meios de sobreviver e escapar de virar alimento dos animais.
A premissa pode até lembrar a do clássico Tubarão (1975), criado pelo gênio Steven Spielberg, pois também se trata de um suspense que mantém a ansiedade à flor da pele. No entanto, o longa traz um diferencial: apresenta um dos piores vilões já vistos em muito tempo, despertando no espectador o desejo por sua morte. Em contrapartida, torcemos intensamente para que a protagonista consiga escapar daquele lugar horrível em que foi colocada.
Já adianto que você verá várias cenas sangrentas e até nojentas; portanto, se for sensível a esse tipo de conteúdo, é melhor passar longe de Animais Perigosos. Ainda assim, é um suspense que desperta uma ansiedade constante no público, que dificilmente desgruda os olhos da tela. O grande vilão, interpretado por Jai Courtney, se mostra um personagem asqueroso, que realmente causa medo e repulsa, fazendo com que desejemos vê-lo longe o quanto antes.
Mesmo que a história siga uma narrativa padrão e utilize um desenvolvimento simples dentro da sua proposta, consegue agregar originalidade. Afinal, o pano de fundo é a corrida contra o tempo pela sobrevivência.
Animais Perigosos é eficiente justamente por nos gerar agonia, provocar uma sensação de claustrofobia, chocar com sua frieza e brutalidade e, ao mesmo tempo, nos fazer torcer para que os protagonistas consigam sair vivos do cativeiro.
Como todo grande blockbuster, há sempre uma rebelde que se apaixona pelo romântico — e aqui não é diferente. Podemos dizer que o apelo emocional é usado para preencher tempo de tela. Nosso herói entra em cena para salvar a “mocinha”, mas não consegue; ainda assim, queremos ver esse casal fofíssimo no final. O desenvolvimento deles é deixado de lado, mas, nos 45 do segundo tempo, temos Zephyr e Moses juntos, ainda que entre a vida e a morte.
Por fim, Animais Perigosos é um filme de sobrevivência que mantém a ansiedade à flor da pele e deixa o público vidrado na tela, com sustos pelo caminho, mas que, no fim, cumpre bem o papel de ser um ótimo entretenimento.
