E vamos de romance mais fofo que vi esse ano…
— Nem chega perto de Amores Materialistas (que é comédia romântica) e também têm resenha minha aqui no Hospício Nerd. Entretanto, esse outro filme… cara, é diferente. Por exemplo, é como se o diretor tivesse acabado de maratonar toda a sequência de Matrix 1, 2, 3, 4, 5, 6…9, além disso, assistido Hitch: O Conselheiro Amoroso, e feito este filme por uma versão de Inteligência Artificial; e então, pensou: “vou fazer algo que misture viagem no tempo, fantasia, romance e traumas de infância”. E fez, na minha opinião, um filme bem fofo.

Sobre o que é este filme???
Sarah e David se conhecem num casamento de um amigo em comum; ambos solteiros, acabam se conectando de forma inesperada após aceitarem uma viagem guiada pelo GPS do carro antigo de David. Esse caminho os leva até um campo vazio, com uma porta vermelha no meio — ao atravessá-la, entram num universo fantástico em que podem revisitar momentos cruciais de suas vidas passadas. Entre passado, presente e futuro, emerge uma ligação íntima que os faz refletir sobre quem são e sobre o que poderiam ser.
Muito Terapêutico este filme
Esse filme fala sobre portas distintas, dimensões diferentes, memórias que voltam, traumas de infância, emoções que ainda doem. É indicado para quem trabalha com saúde mental, emocional, psicanálise — esse filme é um prato cheio pra essas reflexões. Se você já se perguntou como funciona hipnose, ou voltar no passado pra ressignificar memórias, vei! eu gostei muito.

Bug do diretor ou falha cenográfica
há uma cena marcante em que o personagem está dirigindo, dá uma espécie de cochilo leve, e parece que fosse cair no sono, foi muito singelo. Depois disso, tudo muda — e não sei ao certo se toda fantasia, romance e viagem por portas mágicas é “real” dentro da lógica do filme, ou se é delírio, coma, acidente, memória subjetiva. Fiquei até os créditos tentando entender… (se vc ver o filme e tiver essa impressão, comente aqui ou marque a gente nas redes sociais).
Conclusão? É lindo de ver!
A entrega é alta. É visceral, sensível. É um filme para assistir acompanhado, pra sentir junto, pro romance, pro relacionamento apaixonado — mas também para pensar.
Minha nota: 7/10. Veja que pode parecer que estou sendo duro, mas pra mim “crítico” é também quem valoriza essas obras “gostosas” de assistir — que emocionam, fazem pensar. Se desse nota só pelo que me fez sentir, talvez fosse 8-ou -8,5.
