Foi por pouco
Salve, salve, meus queridos hospicianos nerds do meu coração! Após um longo período afastado dessa rede de malucos por pílulas em forma de resenhas cinematográficas, voltei com uma pílula pesada — recheada com minha OPINIÃO — e que pode causar efeitos colaterais. Então usem com moderação… ou não!! Sem mais delongas, bora falar sobre Tron: Ares.

SINOPSE:
O filme Tron: Ares acompanha o programa Ares — uma espécie de computador altamente qualificado, mais avançado do que qualquer outro existente na Terra. Em uma missão importante, Ares é retirado do mundo digital para resolver problemas do mundo real. No entanto, os perigos desse novo trabalho serão capazes de fazê-lo desacreditar de seus próprios códigos. Estrelado por Jared Leto, Greta Lee e Evan Peters, o terceiro filme da franquia Tron marca o primeiro encontro da humanidade com inéditos seres de Inteligência Artificial.
O FILME É BOM?
Sem muitos rodeios: na minha opinião, é um ótimo filme que entrega o que promete, com uma execução visual espetacular.
Nos primeiros 15 minutos, achei que seria só mais um filme cheio de preciosismo técnico, computação e design rico em detalhes — aquele típico projeto caríssimo de Hollywood. Mas, à medida que a história avança, o filme revela uma profundidade inesperada.
Tem aquela introdução clássica de franquias, com flashbacks expositivos pra relembrar as obras anteriores, mas Tron: Ares não se prende nisso. Ele logo avança e nos faz conhecer o que se passa no interior do personagem Ares, um programa falho, mas com vontade de viver.
Esse enredo me surpreendeu bastante, já que nos filmes anteriores o desejo era o da humanidade em entrar num jogo de computador — e aqui é o contrário: um programa que quer viver no mundo real.
Há várias cenas de combate bem construídas e empolgantes, principalmente aquelas que fazem referência aos jogos e aos filmes anteriores, mas agora ambientadas na vida real, com perseguições e conflitos de interesse entre criadores.
O filme tem uma pegada Exterminador do Futuro misturada com Matrix e uma pitadinha de Guerra dos Mundos.
Vale muito a experiência — principalmente em IMAX.
A trilha sonora me irritou em alguns momentos (por causa do excesso de música eletrônica), mas nada que estrague a imersão.
CONCLUSÃO:
Tron: Ares é o terceiro filme de uma franquia tardia, que, mesmo se parecendo com os anteriores, se mostra com personalidade própria e ideias novas em seu conceito.
