Vish… depois de uma semana de bons filmes…
…Hoje caiu no meu colo um que… bom, não foi exatamente agradável. Não vou estender demais pra não virar um “massacre crítico” completo (rs).
Uma ficção que flerta coma realidade
O filme se passa em época — cenário bonito, ambientação bacana: meados de (anos 70/80) — e é legal ver esse capricho visual. A trilha sonora manda bem demais: efeitos de áudio (o riscar do fósforo, o friccionar do isqueiro…), ambiente sonoro imersivo — nota 10 nesse quesito. E os carros antigos, Opala, fusca amarelo pelas ruas de Pernambuco: visualmente “uau”.

Mas… (sempre tem um “mas”, né) Se desse filme tirarem 95% dos atores, aí sim teríamos algo para ver de boa. Porque o resto — roteiro, atuação — ficou “meio no vácuo”, pra mim, na minha opinião é claro.
O enredo era promissor: a indústria, patentes, direitos sobre invenção, legado, “queima de arquivo”… achei que ia: “opa, agora vai engatar”. Mas no fim das contas não entrega nada de peso, nada de grande impacto. Fica no “quase bom”.

Como se tentasse carregar o filme nas costas
Sobre o elenco: gostei de ver Wagner Moura — cara que eu respeito demais — e ele segura bem o personagem, sotaque de Pernambuco, nuances… Ele tá entre os 5% de boas atuações, sem dúvida. Mas os demais… ficaram meio “passagem de cena”. Figuração boa, produção internacional, recursos públicos e privados bacanas, cenário top… aí me deixa triste (sério) porque penso: “quantos bons roteiros ficam na gaveta por falta de recurso?”.
Sei lá viu, esse filme me deixou com a sensação de estar faltando algo
Encerro deixando essa observação: com todo o aparato técnico, visual e musical, senti que o filme ficou devendo na alma — aquela porrada emocional, aquele “uau” que te faz sair da sala falando “caramba”. Vale assistir? Sim — se você curte cenário, ambientação e trilha sonora. Só não espere “filme que muda tua vida”.
