O bom e velho Run ‘n Gun!
No dia 20 de novembro deste ano, chegou ao mercado o título Neon Inferno, ele foi desenvolvido pela galera da Zenovia Interactive e publicado pela Retroware.
Retroware que inclusive está aparecendo bastante nestes últimos dias com lançamentos como: Toxic Crusaders, Angry Video Game Nerd e The Transylvania Adventure of Simon Quest.
Será que novamente eles estão publicando um título de qualidade? A curadoria segue a todo vapor? Vem comigo que eu te conto em uma análise sem spoilers.
Esta análise foi realizada em uma gameplay no Xbox Series S antes do seu lançamento oficial. Em nome do Hospício Nerd, agradeço a chave gentilmente cedida.
Premissa/Narrativa
Sobre a temática de cyberpunk, conheceremos a história de Angelo Morano ou Mariana Vitti dependendo da escolha do jogador (ou ambos caso opte pela jogatina cooperativa, algo também disponível por aqui).
Independente do personagem nós seguiremos a linha de raciocínio de ajudar a sua família mafiosa a dominar as ruas de Nova York no ano de 2055. Além da temática máfia + cyberpunk, teremos também outras grandes referências da cultura pop em geral.
Conseguirão atingir o seu objetivo sem reviravoltas ou traições? Deixe Angelo e Mariana te guiar.
Gameplay/Jogabilidade
O título tem como base a jogabilidade de um característico Run ‘n Gun mas com toques de modernidade. Por aqui vamos utilizar do avanço side-scrolling (da esquerda para a direita), atirando em praticamente tudo que se move no cenário, seja na sua frente, em plataformas em locais mais altos e também em inimigos que ficam no fundo da fase, bem aos moldes de um Wild Guns, por exemplo.
Já de início temos direito a pulo duplo, rolamento que serve como evasão e uma arma de munição infinita (pelo menos essa inicial).
Modernidade: Comentei mais cedo sobre este termo e gostaria de entrar um pouco mais a fundo por aqui. Um dos elementos do qual nós podemos ilustrar o nosso tópico seria com a inclusão do elemento parry. Existirão momentos em que mobs, chefes e sub-chefes darão brechas para um possível contra-ataque.
O hit em questão é sinalizado com a cor verde (exatamente como Doom: The Dark Ages), ele vem em sua direção de uma maneira bem tranquila, dá para raciocinar tranquilamente e pensar o que fazer com o projétil, pois podemos rebatê-lo ao atirador ou simplesmente podemos direcionar para um outro lado, é possível pressionando o botão Y.
Já que o parry não é o problema, os desenvolvedores vão complicar a vida dos jogadores na quantidade de disparos dos inimigos, não chega a ser um bullet hell de fato mas o player será constantemente levado ao limite da atenção com a quantidade de coisas na tela.
Dificuldade/fator replay: Por mais que você possa passar raiva um momento aqui, outro acolá, na maioria do tempo este projeto costuma ser bem tranquilo em sua jogatina. No menu inicial temos as escolhas: médio, difícil e arcade. Quais as suas diferenças?
Em minha jogatina optei pela dificuldade média pois geralmente é a que costumo escolher nos mais variados títulos, no médio nós temos direitos a checkpoint e vidas/fichas infinitas. No difícil nós temos direito a checkpoint mas as vidas/fichas são limitadas (zerou as fichas, começa tudo de novo). Já o arcade que é o modo mais cruel, é simplesmente morreu refaz, você tem direito a 1 vida apenas, do jeito que você começa você deverá terminar, um baita desafio.
Independente da dificuldade, os inimigos espalhados pelo cenário sempre darão a mesma quantidade de dano nos protagonistas, pelo menos isso, nada de hitkill por aqui, ele é bem justo neste sentido.
Upgrade/mercador: Aqui vai um ponto fraco do título, ao término das fases sempre podemos parar em uma loja para dar uma olhada nas armas que o mercador tem as nos oferecer. O mercador em questão é bastante careiro, juntar o necessário para uma simples arma é uma tarefa árdua.
Além disso, seu estoque é bastante limitado! Não senti a curiosidade de juntar o dinheiro necessário e comprar as poucas coisas do qual ele tinha a oferecer, em algumas oportunidades nem ir na loja eu fui, poderia ser melhor trabalhado por aqui.
Direção de arte/Aspectos técnicos
O pixel art por aqui é algo maravilhoso, independente de onde você vá olhar, os personagens, os cenários, as animações, tudo é muito bem feito. Não tive nenhum problema de quedas de fps ou de crashs no Xbox Series S.
A trilha sonora é interessante mas em alguns momentos pareceu que não encaixou muito bem, meio que pegaram uma música avulsa e colocaram por aqui, outro aspecto que poderia ser refinado.
Conclusão
Neon Inferno é a definição que o Run ‘n Gun vive! É um baita título e uma grande surpresa para o meu 2025.
Como aspecto positivo destaco sua gameplay fluida e a ideia de combinar meio que Metal Slug com Wild Guns, muito bacana. Sua pixel art dá um show a parte, visualmente impecável e pode render bons momentos em uma jogatina co-op local.
Como aspecto negativo destaco a falta de variedade de novos armamentos, a trilha sonora que em alguns momentos deixou a desejar e aqui vai uma fala com um leve asterisco, é um jogo bem curtinho, na dificuldade normal cheguei aos créditos com cerca de 2h.
8/10
