Hora de se aventurar nos consoles!
No dia 17 de outubro deste 2025, chegou ao mercado as versões de PlayStation 5 e Xbox Series S/X de KAKU: Ancient Seal.
O projeto é desenvolvido e autopublicado pela galera da Bingobell. Relembrando um pouco do seu passado, ele saiu em acesso antecipado ainda no ano de 2023 e só teve o seu 1.0 disponibilizado em 2024, sendo um título exclusivo para a Steam (PC).
Será que valeu a empreitada nestas novas plataformas? Vem comigo que eu te conto em um texto sem spoilers. Esta análise foi realizada em uma gameplay no Xbox Series S depois do seu lançamento oficial. Em nome do Hospício Nerd, agradeço a chave gentilmente cedida.
Premissa/Narrativa
Sem muitos floreios, por aqui nós conheceremos a história de Kaku e do seu companheiro fofinho chamado de Piggy. Kaku é o clássico protagonista encarregado de restaurar o equilíbrio do planeta.
Ele deve se deslocar por quatro “continentes” pelo mapa para que assim ele consiga atingir o seu objetivo. Cada região tem o seu visual próprio e desafios específicos para impedir a progressão, aprenda com eles e aproveite as suas boas caminhadas.
Gameplay/Jogabilidade
Kaku é uma produção independente que consigo ver com clareza que possui ótimas ideias mas que peca em suas execuções. O título tem uma exploração que poderia ser algo maravilhoso, algo que remete a um bom Zelda, uma plataforma que remete um bom Crash, sistema de exploração de um bom survival, mas fica no quase.
O game é uma mescla de um jogo de ação/exploração/rpg/sobrevivência envolto de um belo visual, dando um sentimento de estar vendo algo próximo da Pixar por exemplo, respeitando as devidas proporções é claro.
Combate: Aqui já temos um ponto bastante negativo, o combate de KAKU: Ancient Seal destoa bastante de outros pontos implantados neste título. Os inimigos não são divertidos, não são carismáticos e possuem uma hitbox com bastante imprecisão, se tratando dos ataques ao nosso protagonista, especificamente.
Não conseguimos perceber com clareza alguns dos ataques dos mobs, quando damos por si ele simplesmente já te acertou. Kaku é lento em suas ações, a ponto de as vezes eu ter optado por ficar esperando o ataque adversário vim ao meu encontro e só depois realizar a minha ação, pois é impossível quebrar a animação do meu ataque com um rolamento, por exemplo.
Dou graças a Deus pelos desenvolvedores não terem implantado o sistema de stamina por completo pois seria um verdadeiro desastre se fosse o caso. A stamina por aqui só é consumida quando damos um rolamento, quando corremos ou quando realizamos um ataque especial, seja ele corpo a corpo ou a distância.
Também temos a opção de investir nosso poderio ofensivo no estilingue e tentar uma jogatina mais defensiva, me agradava mais este método confesso, mas a quantidade de dano aplicada era muito abaixo se comparado com os ataques corpo a corpo, meio que o game implora que você não foque neste estilo de gameplay.
Exploração: Se você é um jogador que gosta bastante de limpar cada cantinho do mapa pode ser que por aqui você veja um ponto positivo. O game deixa o caminho bem aberto neste sentido e incentiva bastante que o jogador faça a sua aventura como bem entender.
Temos missões secundárias espalhadas pelo cenário, elas não são difíceis de se completar mas são bastante difíceis de serem acessadas pelo level design que deixou a desejar. Conseguimos ver onde as coisas estão mas as vezes ela tá no alto de uma montanha e não fazemos ideia de como subir, ou simplesmente atrás de uma parede que não fazemos ideia de como quebrar ou dar a volta.
RPG: Não espere ver nada muito complexo mas temos aqui uma tentativa do qual poderia ter dado certo. Aliado com a exploração citada mais cedo, temos alguns baús espalhados pelo mapa, alguns possuem materiais, outros possuem armas raras.
Vamos melhorando nossos atributos a medida que encontramos novas armas, quando aplicamos runas e também quando finalizamos algumas sessões de plataformas em nossa “base”, sendo acessada pelo poder especial de Piggy.
Temos uma árvore de habilidade composta por três ramificações, podemos cozinhar para aumentar nossa saúde/vitalidade e por último craftar munições para o nosso estilingue.
Direção de arte/Aspectos técnicos
Se tratando do lado artístico não tenho muito que reclamar, seus cenários são bonitos e não tive nenhum problema com crashs ou travamentos. O grande x da questão é realmente o deslocamento entre áreas e os inimigos/armadilhas insuportáveis do qual estarão em nosso caminho.
Ressalto também as pequenas animações presentes em suas cutscenes, enxuto mas eficiente em ligar uma cena para a outra.
Conclusão
KAKU: Ancient Seal no final das contas é um indie com boas ideias mas que ainda peca em suas execuções, mesmo após o seu período de acesso antecipado. Não serei hipócrita em falar que não melhoraram em nada, pois o salto gráfico e pequenas mecânicas adicionadas somaram ao produto final.
Como aspecto positivo destaco o seu belo visual e a tentativa de criar um produto robusto, com a mescla de aventura, rpg, survival e muitos elementos.
Como aspecto negativo destaco a história bastante rasa, o combate como um todo (incluindo os mobs simples e os chefes) e o seu level design confuso.
5/10
