Um possível futuro promissor!
No dia 4 de dezembro de 2025, chegou ao mercado a versão de consoles do título ReSetna. Game este desenvolvido pela galera da Today’s Games e publicado pela Module16.
O projeto foi nada mais nada menos que o primeiro do estúdio em questão, estamos falando de uma pequena desenvolvedora croata que pode ter sim um belo futuro.
Mas bora focar no presente? Já arrebentaram de prima? Vem comigo que eu te conto em uma análise sem spoilers. Esta análise foi realizada em uma gameplay no Xbox Series S depois do seu lançamento oficial.
Em nome do Hospício Nerd, agradeço a chave gentilmente cedida.
Premissa/Narrativa
Curiosamente, joguei recentemente um também metroidvania que se assemelha bastante em temática e pontapé inicial, falo de Shadow Labyrinth, uma análise do qual postei na época no site da Safe Zone Games.
ReSetna é a nossa protagonista do qual desperta em um mundo sombrio, destruído, acabado e que em outrora já foi habitado por seres humanos.
Nossa silenciosa protagonista tem como missão, resgatar os últimos humanos remanescentes do terreno. Cada área tem os seus perigos e novos mistérios para serem desvendados. A cada descoberta nos questionamos se realmente estamos no caminho correto, essa empreitada vale a pena?
Gameplay/Jogabilidade
Por aqui teremos como enfoque um metroidvania que por mais se seja de um estúdio estreante, consigo dizer claramente que eles possuem uma boa base/inspirações no gênero proposto.
Facilidades e pontos chaves de títulos como Hollow Knight, Prince of Persia: The Lost Crown, Blasphemous são percebidos por aqui. Falo de marcações no mapa, imagens que podem ser salvas para uma melhor visualização do jogador, esquivas, parrys e os mais variados exemplos.
Tem como ser ruim? Então… a teoria está perfeita, o para-casa foi de fato feito pelos membros do estúdio. Mas a execução deixa a desejar, infelizmente.
O combate de ReSetna é o famoso nem lá, nem cá. Para uma produção independente acho que eles conseguiram entregar algo que diverte. Vocês vão percebendo ao longo da jogatina erros “bobos” que poderiam ser corrigidos, como ataque dos mobs que te atravessam, muitos inimigos que quando colamos neles os ataques não pegam, por aí vai.
Plataforma/exploração: Começando pela exploração eu diria que neste ponto temos algo positivo neste game. As interconexões são bem feitas, mais cedo comentei sobre Shadow Labyrinth, inclusive eu acho que as idas e vindas de ReSetna são até melhores que o título da Bandai Namco.
Já de início pegamos o pulo duplo e com isso já me ganha bastante, acho que é um dos poderes cruciais para um bom metroidvania (não consigo largar isso, me desculpem). Agora a exploração eu gostaria de desmembrar este tópico em duas partes, explico:
Ir com o pulo duplo para cá e para lá estava uma beleza, tudo funcionando perfeitamente e eu estava adorando a experiência. Até que chega um determinado momento onde pegamos um poder que faz com que a nossa protagonista seja catapultada por uma luz, bem aos moldes do Ori and the Blind Forest.
O grande X desta questão é que o poder simplesmente não funciona! Está quebrado e destoa completamente da experiência que eu tive até aquele determinado momento. Sabem o que é pior? Ele vai usar isso com muita frequência e vai exigir uma precisão destes movimentos que beiram o surreal. Eles querem cobrar algo do qual o seu título não consegue entregar.
Decisão curiosa: Para os padrões do gênero metroidvania, ReSetna é até bem “curtinho”, cheguei ao seu fim com cerca de 9 horas de jogatina. Contudo tem uma decisão específica do qual eu não entendi muito bem o motivo pelos desenvolvedores terem feito desta maneira.
No título nós temos as famosas batalhas de chefes, seus visuais são bem feitos mas as lutas nem tanto. E esse nem é o ponto central, o primeiro chefe aparece até bem rápido, morremos algumas vezes para aprender o seu moveset e depois é só correr para o abraço.
Mas passou 1, 2, 3, 4, 5, 6 horas de gameplay e eu não encontrava mas nenhum chefe. Ficava apenas nas lutas com os robôs do qual eu já estava bastante enjoado. Até que em determinado momento, o game entrega os chefes restantes de uma forma abrupta. Fica basicamente um boss rush! A história tenta fazer com que isso faça sentido mas para mim não colou e definitivamente não ficou legal.
Direção de arte/Aspectos técnicos
Não tive nenhum crash ou queda de fps durante a minha jogatina no Xbox Series S. Contudo tive problemas com bugs, não foram poucos inclusive. Inimigos que ficam na borda das plataformas acabam não deixando a nossa protagonista subir, tive muitos problemas com colisões e teve uma vez que eu matei o chefe e ele me matou ao mesmo tempo, o famoso double k.o.
O game não soube lidar com o fato e ele congelou por completo, tive que reiniciar mas contou a derrota do oponente. O sistema de carregamento do título também irrita um pouco, ele é rápido confesso, mas a cada transição de cenário ter aquele loading aparecendo na tela não estava legal.
Conclusão
ReSetna é um metroidvania independente que diverte até um determinado momento. Talvez sonharam um pouco perto do Sol demais? Dá para sentir que o estúdio pode ter um futuro promissor, espero ver um novo projeto em breve.
Como aspecto positivo destaco o seu mapa, o background dos desenvolvedores em reconhecer boas mecânicas de outros títulos do mercado e os visuais (sejam eles do cenário, da protagonista e também dos mobs/chefes).
Como aspecto negativo destaco a decisão dos chefes, a sua plataforma e os muitos bugs encontrados durante a jogatina.
5/10
