Se você é daqueles que ama anime, já levanta a mão e dá o play,
Porque o filme de hoje, cabine online é exatamente sobre isso. Mas calma… não é algo no nível frenético de Jujutsu Kaisen, nem carrega aquela estética clássica à la Inuyasha. Ele fica ali no meio-termo: não é grotesco, não é ultra futurista, mas tem um “tchan” (desing tipo aquarela) próprio na forma de apresentar sua narrativa. E é justamente esse detalhe em minha opinião nesta resenha e onde a obra que começa a fisgar a curiosidade.
Inicio meio paia, mas fica bom mais pra frente
Só que vou ser sincero: o início me deu uma leve preguiça. Fiquei pensando se ia precisar passar um café pra continuar acordado. Sabe quando parece aqueles três primeiros episódios de série que não mostram nada além de “injeção de linguiça”? Então. A redundância parecia dominar os primeiros minutos e eu já estava começando a me questionar se tinha escolhido um filme ruim. Porém — felizmente — algo fora do padrão acontece ali pelos 15 minutos e muda completamente o clima.
A sensação que tive foi de déjà vu. E o mais curioso? Eu senti antes da personagem perceber. Quando a cena aconteceu, soltei um “OPA… isso aqui já rolou”. A partir daí, a história começa a revelar que estamos diante de um loop temporal. O mundo está sendo invadido por criaturas, mas o roteiro não se aprofunda tanto na origem delas — o foco está mesmo na repetição dos eventos e nas consequências disso.

Mais um loop temporal, ficou bacana
E olha… já vimos bons filmes sobre loops temporais. Não é um conceito novo. Porém, aqui ele é tratado de uma forma que não chega a ser complexo demais, mas também não é totalmente simples. Às vezes soa previsível, porque quando a temática é “tempo quebrado”, qualquer final parece possível. Minha mente já começou a dividir possibilidades desde aquela pequena pista lá do começo. Mesmo assim, a caminhada da personagem sustenta o interesse.
A protagonista é introspectiva, quase antissocial. Seus trejeitos mostram alguém que não quer contato, não quer conversa, não quer que puxem assunto. E isso pesa na forma como ela encara as repetições. A cada novo ciclo, a tensão aumenta. Quando percebi, eu já estava completamente envolvido, roendo unhas, ansioso pelo próximo acontecimento. O filme me ganhou sem que eu percebesse.

Ah! ta! Como ela vai sair do loop agora?
Em meio às repetições, surge outro personagem vivendo algo semelhante. E é aí que a trama ganha ainda mais força. Ele é carismático, tímido, mas curiosamente mais sociável que ela — no jeitinho dele. Aos poucos, ele começa a ajudá-la a entender o que está acontecendo. A conexão entre os dois é construída com delicadeza, e eu me peguei torcendo por eles o tempo todo. Sim, eu estava emocionalmente investido.
Conforme os caminhos vão se abrindo, a narrativa fica mais confusa e complexa — mas no bom sentido. São possibilidades, decisões e consequências que se acumulam até chegar ao desfecho. O final não responde absolutamente tudo (eu ainda tenho minhas dúvidas desde o início), mas fecha muito bem o arco principal. E, sinceramente? Me pegou desprevenido.

O final me emocionou hahaha (Quem diria?)
Eu fiquei com os olhos cheios d’água. Respirei fundo. Fui tomar uma água. Pensei na vida. Mesmo sendo uma história fictícia sobre invasão e loop temporal, ela provoca reflexão. É um filme de 1 hora e pouquinho que não parece longo, mas deixa eco depois que termina. Eu gostei muito. Super indico assistir e acompanhado pra ter aquela boa reflexão sobre a vida— seja no cinema ou no streaming. É aquele tipo de obra que faz pensar no “e depois disso?”. E quando um filme consegue isso, pra mim, já venceu.
