Se liga!
Esse encontro carrega um alto valor histórico e informativo, além da potência da diversidade do povo preto — e merece maior divulgação e reconhecimento nas mídias brasileiras.Salve hospicianos nerds, trouxe uma coisinha diferente pra vcs!!com alma no olho!!

O Centro Afrocarioca de Cinema realizou entre os dias 9 a 17 de abril, o 18º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, reunindo diversas produções do brasil inteiro e obras africanas de diversos países
Fundado em 2007 pelo cineasta Zózimo Bulbul, o Centro Afrocarioca de Cinema tem como missão a promoção da cultura afro-brasileira e de seus artistas. A instituição desenvolve projetos e ações voltados à realização contínua de atividades culturais, com foco na valorização da produção cinematográfica brasileira, africana e caribenha — entendendo o cinema como um ato social de transmissão de saber, formação técnica e artística, profissionalização e inclusão no mercado de trabalho.
Localizado no coração da Lapa, no Rio de Janeiro, o Centro realiza oficinas, debates, seminários, mostras de filmes nacionais e internacionais, além de lançamentos de livros. O trabalho abre caminhos a partir de um olhar contemporâneo, onde o negro assume o lugar de sujeito da ação no resgate histórico, revelando a diversidade da cultura brasileira e a força da oralidade das culturas africanas. Outro ponto fundamental é o fortalecimento das relações com o continente africano, incentivando o intercâmbio cultural entre cineastas afrodescendentes do Brasil e cineastas africanos.
Nesta 18ª edição, participei como convidado do curador e integrante do Coletivo Macário. A sessão “Corpos negros, histórias vivas” exibiu meu curta-metragem Rachocracia, ao lado de realizadores incríveis e obras potentes. Também participei como diretor de fotografia no filme A-Madagascar, do diretor e realizador Macário.

Cena do filme: Rachocracia Flyer do filme: A-Madagascar
Encontros potentes construindo pontes
O encontro também reuniu importantes nomes do cinema e do audiovisual negro, como o cineasta Joel Zito Araújo. participei de mesas de conversa com as atrizes Ju Colombo e Shirley Cruz, o rapper Shackal e o diretor de elenco e produtor Rudson Martins, ampliando ainda mais a potência dos diálogos e das trocas construídas ao longo do evento.

O encontro carrega uma aura muito especial, principalmente por não ser competitivo. Nesse sentido, se torna um espaço de comunhão, onde a comunidade negra compartilha suas obras, ideias e experiências, criando conexões que vão além do viés mercadológico. Ainda assim, esse viés também se faz presente, mas se constrói a partir de trocas sinceras e do desejo genuíno de estar em comunidade.
Ao mesmo tempo, ainda temos muito a evoluir enquanto coletivo, mas é inegável o quanto já avançamos. Por isso, o cinema se mostra uma ferramenta poderosa para expandir esses caminhos.
E o Encontro escancara isso de uma forma tão verdadeira quanto necessária.
