Ainda no hype do primeiro episódio, esse segundo mantém o peso em minha opinião.
Mantém a qualidade. E principalmente… mantém a bizarrice. Mas agora com mais contexto. Se eu tivesse que definir, eu diria:
Entretenimento satisfatório…
E eu digo isso de forma carinhosa.

O episódio começa ampliando o que já tinha sido jogado antes:
existem esses monstros estilo kaiju que surgem do nada — mas aparentemente não é “do nada”.
Eles parecem nascer do estresse humano, de emoções extremas, de traumas…
É como se o pior das pessoas ganhasse forma física.
E aí vem uma parada interessante:
na maioria dos casos, essas pessoas são meio escrotas mesmo. Gente ruim, maldosa, quebrada por dentro… e acabam não sobrevivendo.

Mas o episódio já dá uma quebrada nisso mostrando que nem sempre é tão simples assim.
Nem todo mundo que vira monstro é necessariamente “vilão”.
Ou seja: tem nuance. Tem camada. Tem coisa pra explorar.
E aí entra um ponto que tava me incomodando desde o primeiro episódio:
cadê aquele personagem da abertura?
Porque sim, esse anime tem aquela clássica abertura que entrega um monte de coisa… menos explicação.
E nesse episódio, finalmente aparece alguém novo. Só que não é nada do que eu imaginava. Na minha cabeça, vinha tipo um pintinho amarelinho estilo Piu-Piu sem Frajola. Mas não…
É uma franguinha. Inocente. Fofa. Carismática. E claramente mais uma vítima desse mundo doido.
A introdução dela é bem construída, você entende o contexto, cria conexão rápido… e quando percebe, já tá envolvido com a personagem.
E isso é uma parada que o anime tá fazendo bem: mesmo sendo absurdo, ele faz você se importar.
Enquanto isso, a trama do galo continua ali, firme: ele segue nessa pegada de vingança… ou talvez busca por respostas.
Porque ainda existe a dúvida: a irmã dele morreu mesmo ou ainda tá viva em algum lugar? E isso dá um gás a mais pra história.

Visualmente, continua lindo.
Bem trabalhado. Expressivo. Com aquele contraste estiloso que já tinha me pegado no primeiro episódio.
E no geral?
É um episódio que não tenta revolucionar, mas expande bem o universo, apresenta personagem importante e planta mais dúvidas do que respostas.
E sinceramente? Isso só me deixou mais curioso. Vou continuar acompanhando fácil. Porque esse galo aqui…
não é só bom de briga não. Ele é bom de história também.
