Todos querem uma filha agora!
Sim, meus caros astronautas!! Se você achou que Pragmata era só mais um jogo sci-fi cheio de tecnologia, robô e mistério… parabéns, você caiu no golpe. Porque no fundo, bem no fundo mesmo, Pragmata é outra coisa: um simulador de paternidade em ambiente hostil.
Sim. Hugh não é só um protagonista. Ele é basicamente um pai que não pediu pra ser pai.
E Diana? Bom… Diana é aquela criança que:
- sabe mais que você
- resolve problema melhor que você
- e ainda assim precisa que você não deixe ela morrer

Hugh começa a história com aquela energia clássica de protagonista: cara calado, focado, pronto pra resolver tudo na marra. Aí aparece a Diana… e desmonta completamente o plano. Porque ela não é o tipo de personagem que fica atrás esperando ser salva. Muito pelo contrário. Em vários momentos, fica até a sensação de que ele é que tá sendo carregado ali.
A relação dos dois começa meio travada, quase profissional. Tipo: “ok, você me ajuda, eu te protejo, ninguém morre e todo mundo sai feliz”. Só que isso dura pouco. Beeeem pouco. Porque conforme as coisas vão ficando mais complicadas (e elas sempre ficam), começa a rolar uma mudança sutil. Não tem aquele momento clichê de “agora somos uma família”, não tem discurso emocionante com música ao fundo. É mais discreto, e por isso funciona melhor.
Hugh vai mudando no detalhe. No jeito que ele reage quando a Diana entra em perigo, na forma como ele passa a se antecipar, a se preocupar antes mesmo de dar problema. E o mais interessante é que isso não vem de obrigação. Em algum ponto, simplesmente vira escolha.
E a Diana ajuda muito nisso, porque ela não é uma “criança padrão”. Ela resolve coisas, toma iniciativa, entende o ambiente melhor do que ele em várias situações. Só que ao mesmo tempo… ela ainda precisa dele. O jogo acerta justamente por não forçar essa relação. Ela cresce no meio do caos, no improviso, na base do “deu ruim, resolve aí”. E quando você percebe, Hugh já não tá mais só tentando sobreviver. ele tá tentando garantir que ela fique bem. E aí já era.
